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Autor: Paul Risner
Adenosina – O Que é, Para Que Serve e Indicação

Se você precisa usar adenosina, mas não sabe exatamente o que é esse composto, veja para que serve e qual é a indicação deste medicamento.
Geralmente usada para tratar pessoas que apresentam problemas cardíacos como a arritmia cardíaca, a adenosina também pode ser usada pontualmente durante testes ergométricos de rotina.
Dessa forma, a adenosina pode ser considerada um remédio para o coração.
Veja com mais detalhes quando o uso da adenosina em um teste de esforço físico é indicado e como esse remédio atua no organismo.
Adenosina – O que é
A adenosina é um medicamento da classe dos antiarrítmicos ou estressores cardíacos. Esse tipo de remédio age regulando o ritmo cardíaco anormal em pessoas com certas doenças cardíacas ou em situações de emergência.
O remédio pode ser encontrado na forma de solução injetável pelos nomes comerciais Adenocard ou Adenoscan.
Além do medicamento, a adenosina está presente naturalmente no nosso plasma sanguíneo. No corpo humano, ela participa de processos importantes incluindo a transferência de energia entre as células e a sinalização de diversas funções.
No coração, a adenosina melhora a circulação do sangue através da dilatação dos vasos sanguíneos. Isso também ajuda a reduzir a frequência cardíaca e evitar a formação de coágulos e, por isso, ela ajuda a controlar quadros clínicos que colocam a sua função cardíaca em risco.
Para que serve
A adenosina é útil no tratamento de alguns problemas cardíacos que causam batimentos cardíacos anormais.
Ela também pode ser usada como uma alternativa ao teste de estresse físico do coração quando o paciente tem alguma limitação física ou problema de saúde que o impeça de realizar o teste tradicional, que é feito na esteira.
Aproveite para fazer um check up cardiovascular e conheça os vários tipos de exames do coração.
Há ainda outros motivos mais específicos em que a adenosina pode ser prescrita. Veja abaixo quando ela é recomendada.
Indicação
O remédio é indicado nas seguintes situações:
- Taquicardia supraventricular paroxística;
- Taquicardia atrial;
- Síndrome de Wolff-Parkinson-White.
Todos os quadros acima causam algum tipo de alteração no batimento cardíaco que precisa ser corrigida com o auxílio de um medicamento.
A adenosina também pode ser indicada para um exame chamado de estudo de perfusão miocárdica por radionuclídeo. Neste caso, o medicamento ajuda a obter uma imagem do miocárdio do coração.
Como usar
A dosagem de adenosina varia de acordo com a indicação, com a idade e o peso do paciente. Geralmente, a adenosina é administrada apenas em ambiente hospitalar, já que ela é uma solução injetável.
Além disso, é necessário monitorar a frequência cardíaca e a pressão arterial durante a administração do medicamento para evitar a superdosagem e minimizar o risco de efeitos adversos.
De acordo com as informações encontradas na bula da adenosina, as recomendações são as seguintes:
– Dose adulta para taquicardia supraventricular e para síndrome de Wolff-Parkinson-White
A dose indicada é de 6 miligramas de injeção intravenosa de adenosina durante 1 a 3 segundos seguida de uma injeção de 20 mililitros de solução salina.
Se após 2 minutos a taquicardia não melhorar, o médico ou enfermeiro deve aplicar mais 12 miligramas, sem nunca ultrapassar a dose máxima de 30 miligramas.
– Dosagem pediátrica para taquicardia supraventricular
A dosagem pediátrica varia com o peso. Crianças com menos de 50 kg devem receber de 0,05 a 0,10 miligramas por kg durante 1 a 3 segundos de adenosina intravenosa. Em seguida, deve ser administrada cerca de 5 mililitros de solução salina.
Doses adicionais de até 0,2 miligramas por kg podem ser injetadas, mas elas não devem ultrapassar a dose máxima de 12 miligramas no total.
– Dose adulta para estudo de perfusão miocárdica por radionuclídeo
No estudo de perfusão miocárdica por radionuclídeo, a dose indicada é de 0,14 miligramas por kg por minuto durante no máximo 6 minutos. A dose total não deve ultrapassar 0,84 miligramas / kg.
– Dosagem em teste de estresse
Em um teste ergométrico, a dose indicada é de 140 microgramas por kg do paciente por minuto. A administração da adenosina intravenosa nessas condições não deve ultrapassar o tempo máximo de 6 minutos.
Observação importante
É claro que tais dosagens podem ser ajustadas pelo médico de acordo com as suas necessidades específicas. As recomendações encontradas aqui são apenas de caráter informativo.
Contraindicação
A adenosina é contraindicada nos seguintes casos:
- Hipersensibilidade à adenosina ou aos componentes do medicamento;
- Doença do nó sinusal;
- Doença pulmonar broncoconstritiva ou broncoespástica;
- Bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau.
Cuidados
É importante avisar ao médico se você já sofreu algum tipo de reação alérgica a um medicamento ou alimento para evitar sustos com a adenosina.
Se você for alérgico à adenosina e não souber, pode ser que você observe sintomas como:
- Erupção cutânea;
- Comichão.
- Inchaço no rosto, nos lábios, na garganta ou na língua;
- Chiado no peito;
- Tosse;
- Falta de ar.
Também é importante que o médico saiba se você tiver alguma das condições de saúde mencionadas abaixo:
- Angina instável: uma dor no peito instável;
- Alterações no ritmo cardíaco: como bloqueio cardíaco ou síndrome do nódulo sinusal;
- Problemas respiratórios: asma ou outros distúrbios respiratórios como a doença pulmonar obstrutiva crônica, por exemplo.
Esses cuidados são essenciais para que o médico possa determinar a dose adequada de adenosina para o seu caso ou optar pelo uso de um outro medicamento que cumpra a mesma função.
Se você está lutando contra alguma doença cardíaca, é importante tomar cuidado especial com a dieta e eliminar os alimentos ruins para o coração da sua alimentação.
Interações medicamentosas
Antes de usar a adenosina, informe também ao profissional de saúde se você está tomando algum outro medicamento, alguma vitamina ou produtos naturais como ervas medicinais.
Isso é fundamental porque a adenosina pode interagir com várias substâncias e afetar o funcionamento normal do organismo.
A interação da adenosina com certas substâncias pode ser leve ou moderada. Abaixo, você encontra uma lista dessas possíveis interações.
– Interações leves
Interações bem leves da adenosina podem ocorrer com:
- Acebutolol;
- Cafeína;
- Metoprolol;
- Lírio do vale;
- Bisoprolol;
- Atenolol;
- Betaxolol;
- Labetalol;
- Celiprolol;
- Esmolol;
- Carvedilol;
- Timolol;
- Propranolol;
- Sotalol;
- Penbutolol;
- Pindolol;
- Nadolol;
- Nebivolol.
– Interações moderadas
Interações de moderadas a graves da adenosina podem ocorrer com:
- Chá verde;
- Nicotina;
- Dipiridamol;
- Difilina;
- Espinheiro;
- Sevelamer;
- Teofilina.
Efeitos adversos
Efeitos colaterais mais comuns associados ao uso de adenosina são:
- Mudança na pressão arterial sanguínea;
- Sinais de reação alérgica;
- Dor de barriga;
- Rubor;
- Dor de cabeça forte;
- Alteração na visão;
- Tontura;
- Dor ou pressão no peito;
- Batimento cardíaco acelerado ou lento.
Efeitos colaterais raros e mais graves podem incluir:
- Desmaio;
- Falta de ar;
- Convulsões;
- Fraqueza em um lado do corpo;
- Dificuldade para falar ou para pensar;
- Visão turva;
- Queda de um lado do rosto;
- Mudança no equilíbrio do corpo.
Nem sempre os efeitos colaterais são observados. Os efeitos mais leves podem ocorrer principalmente no início do tratamento enquanto o corpo ainda está se acostumando com o remédio, mas se eles persistirem ou efeitos adversos mais graves forem notados, é preciso interromper a administração e tomar as medidas cabíveis. Por isso é tão importante estar em um ambiente hospitalar durante o uso da adenosina.
Fontes e Referências adicionais:
- https://www.medicines.org.uk/emc/product/1455/pil
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK519049/
- https://www.physiology.org/doi/full/10.1152/ajpheart.00575.2004
- https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/01.HYP.31.5.1061
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19000353
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2268070/
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2568887/
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2579671/
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19239555
- https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/Adenosine
- https://www.webmd.com/vitamins/ai/ingredientmono-1067/adenosine
Você já conhecia a adenosina? Já precisou utilizá-la por algum motivo específico? Comente abaixo!
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Dependência do celular. Será que você corre esse risco?
O celular é, muito provavelmente, a última coisa que você vê antes de dormir — e a primeira ao acordar. Como saber se é dependência do celular? Se você desconfia que está viciado no aparelhinho, já é uma dica de que a sua relação com ele não é das mais saudáveis. Quer saber quais são os outros sintomas e como aliviar essa compulsão? O psiquiatra Henrique Bottura, da Clínica de Psiquiatria Paulista e colaborador do ambulatório de impulsividade do Hospital das Clínicas de São Paulo, ajuda:
Afinal, vício em celular realmente existe?
Segundo o especialista, do ponto de vista formal, a ciência ainda não categorizou o problema como uma doença ou transtorno. Mas se fosse para dar uma definição, ele diria que o vício em celular é uma dependência em nível comportamental.
Como a compulsão por apostas e jogos de azar. “Quando falamos em celular, existe um universo de vícios de acordo com cada plataforma: Whatsapp, mídias sociais e jogos online, por exemplo. E apesar de ainda não conceituarmos o vício em celular como uma doença, existem muitas evidências que indicam que podemos estar dependentes dele”, o psiquiatra explica.
Infelizmente, é quase impossível viver sem o aparelho hoje em dia. Ele funciona como uma extensão do nosso corpo, pode tornar as tarefas diárias mais fáceis e ainda nos proteger de alguma situação de risco. É por isso que muita gente fala em (e até sente) nomofobia — “no mobile phone phobia” em inglês. Trata-se do pânico em pensar na possibilidade de ficarmos sem a tecnologia.
Mas quais são os sintomas do vício em celular?
Henrique afirma que todo comportamento dependente tem três sinais muito importantes. O primeiro deles diz respeito à perda de controle. Se você vive dizendo que vai ficar mais quinze minutos no celular e, quando percebe, já passaram horas, fique atento. “É muito comum a pessoa entrar em looping. E ficar rodando entre as redes sociais mesmo depois de já ter checado todas”, diz o especialista.
O segundo sintoma é mais uma resposta do corpo à dependência. Funciona assim: cada vez que você usa a tecnologia, sente uma satisfação imensa. O problema é que precisa de cada vez mais tempo mergulhado nela para ficar satisfeito — e se fica sem, sente uma angústia imensa.
Já o terceiro sinal acontece quando você percebe que o tempo que passa no celular está te trazendo problemas (como menos momentos com a família e amigos, risco de acidentes no trânsito), mas, mesmo assim, não consegue deixar os hábitos de lado. “Vale levar em consideração o que os outros estão falando sobre o seu comportamento. Peça feedbacks de pessoas próximas a você, elas poderão te ajudar a identificar a dependência”, ressalva o especialista
Quais as consequências?
São muitas e bem sérias. O comprometimento do sono, por exemplo, pode te deixar mais estressado, gerar dores nas costas e até te fazer comer mais, sabia?
Depois, ainda tem as questões sociais. Como falta de tempo para encontros e festas com os amigos, perda de foco e produtividade no trabalho, diminuição da interação com pessoas a sua volta e maiores riscos de acidentes e quedas.
Mas como resolver o problema?
Até o médico concorda: não é preciso abandonar de vez o celular. Até porque não dá, não é mesmo? Mas é preciso adotar alguns hábitos, como desligar o aparelho antes de dormir, e não pegá-lo imediatamente ao acordar.
“Faça a conta aproximada de quanto tempo você está passando com o aparelho. E tente diminuir aos poucos. Compre um despertador e abandone essa função no celular. Bloqueie notificações. Desse modo, você não se distrai ao receber uma mensagem”, Henrique finaliza.
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