Sistema imunológico: o que é, como funciona e como fortalecer

O sistema imune, ou sistema imunológico, é um conjunto de órgãos, tecidos e células responsáveis pelo combate a microrganismos invasores, impedindo, assim, o desenvolvimento de…
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Adenosina – O Que é, Para Que Serve e Indicação

Adenosina

Se você precisa usar adenosina, mas não sabe exatamente o que é esse composto, veja para que serve e qual é a indicação deste medicamento.

Geralmente usada para tratar pessoas que apresentam problemas cardíacos como a arritmia cardíaca, a adenosina também pode ser usada pontualmente durante testes ergométricos de rotina.

Dessa forma, a adenosina pode ser considerada um remédio para o coração.

Veja com mais detalhes quando o uso da adenosina em um teste de esforço físico é indicado e como esse remédio atua no organismo.

Adenosina – O que é

A adenosina é um medicamento da classe dos antiarrítmicos ou estressores cardíacos. Esse tipo de remédio age regulando o ritmo cardíaco anormal em pessoas com certas doenças cardíacas ou em situações de emergência.

O remédio pode ser encontrado na forma de solução injetável pelos nomes comerciais Adenocard ou Adenoscan.

Além do medicamento, a adenosina está presente naturalmente no nosso plasma sanguíneo. No corpo humano, ela participa de processos importantes incluindo a transferência de energia entre as células e a sinalização de diversas funções.

No coração, a adenosina melhora a circulação do sangue através da dilatação dos vasos sanguíneos. Isso também ajuda a reduzir a frequência cardíaca e evitar a formação de coágulos e, por isso, ela ajuda a controlar quadros clínicos que colocam a sua função cardíaca em risco.

Para que serve

A adenosina é útil no tratamento de alguns problemas cardíacos que causam batimentos cardíacos anormais.

Ela também pode ser usada como uma alternativa ao teste de estresse físico do coração quando o paciente tem alguma limitação física ou problema de saúde que o impeça de realizar o teste tradicional, que é feito na esteira.

Aproveite para fazer um check up cardiovascular e conheça os vários tipos de exames do coração.

Há ainda outros motivos mais específicos em que a adenosina pode ser prescrita. Veja abaixo quando ela é recomendada.

Indicação

O remédio é indicado nas seguintes situações:

  • Taquicardia supraventricular paroxística;
  • Taquicardia atrial;
  • Síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Todos os quadros acima causam algum tipo de alteração no batimento cardíaco que precisa ser corrigida com o auxílio de um medicamento.

A adenosina também pode ser indicada para um exame chamado de estudo de perfusão miocárdica por radionuclídeo. Neste caso, o medicamento ajuda a obter uma imagem do miocárdio do coração.

Como usar

A dosagem de adenosina varia de acordo com a indicação, com a idade e o peso do paciente. Geralmente, a adenosina é administrada apenas em ambiente hospitalar, já que ela é uma solução injetável.

Além disso, é necessário monitorar a frequência cardíaca e a pressão arterial durante a administração do medicamento para evitar a superdosagem e minimizar o risco de efeitos adversos.

De acordo com as informações encontradas na bula da adenosina, as recomendações são as seguintes:

– Dose adulta para taquicardia supraventricular e para síndrome de Wolff-Parkinson-White

A dose indicada é de 6 miligramas de injeção intravenosa de adenosina durante 1 a 3 segundos seguida de uma injeção de 20 mililitros de solução salina.

Se após 2 minutos a taquicardia não melhorar, o médico ou enfermeiro deve aplicar mais 12 miligramas, sem nunca ultrapassar a dose máxima de 30 miligramas.

– Dosagem pediátrica para taquicardia supraventricular

A dosagem pediátrica varia com o peso. Crianças com menos de 50 kg devem receber de 0,05 a 0,10 miligramas por kg durante 1 a 3 segundos de adenosina intravenosa. Em seguida, deve ser administrada cerca de 5 mililitros de solução salina.

Doses adicionais de até 0,2 miligramas por kg podem ser injetadas, mas elas não devem ultrapassar a dose máxima de 12 miligramas no total.

– Dose adulta para estudo de perfusão miocárdica por radionuclídeo

No estudo de perfusão miocárdica por radionuclídeo, a dose indicada é de 0,14 miligramas por kg por minuto durante no máximo 6 minutos. A dose total não deve ultrapassar 0,84 miligramas / kg.

– Dosagem em teste de estresse

Em um teste ergométrico, a dose indicada é de 140 microgramas por kg do paciente por minuto. A administração da adenosina intravenosa nessas condições não deve ultrapassar o tempo máximo de 6 minutos.

Observação importante

É claro que tais dosagens podem ser ajustadas pelo médico de acordo com as suas necessidades específicas. As recomendações encontradas aqui são apenas de caráter informativo.

Contraindicação

A adenosina é contraindicada nos seguintes casos:

  • Hipersensibilidade à adenosina ou aos componentes do medicamento;
  • Doença do nó sinusal;
  • Doença pulmonar broncoconstritiva ou broncoespástica;
  • Bloqueio atrioventricular de 2º ou 3º grau.

Cuidados

É importante avisar ao médico se você já sofreu algum tipo de reação alérgica a um medicamento ou alimento para evitar sustos com a adenosina.

Se você for alérgico à adenosina e não souber, pode ser que você observe sintomas como:

  • Erupção cutânea;
  • Comichão.
  • Inchaço no rosto, nos lábios, na garganta ou na língua;
  • Chiado no peito;
  • Tosse;
  • Falta de ar.

Também é importante que o médico saiba se você tiver alguma das condições de saúde mencionadas abaixo:

  • Angina instável: uma dor no peito instável;
  • Alterações no ritmo cardíaco: como bloqueio cardíaco ou síndrome do nódulo sinusal;
  • Problemas respiratórios: asma ou outros distúrbios respiratórios como a doença pulmonar obstrutiva crônica, por exemplo.

Esses cuidados são essenciais para que o médico possa determinar a dose adequada de adenosina para o seu caso ou optar pelo uso de um outro medicamento que cumpra a mesma função.

Se você está lutando contra alguma doença cardíaca, é importante tomar cuidado especial com a dieta e eliminar os alimentos ruins para o coração da sua alimentação.

Interações medicamentosas

Antes de usar a adenosina, informe também ao profissional de saúde se você está tomando algum outro medicamento, alguma vitamina ou produtos naturais como ervas medicinais.

Isso é fundamental porque a adenosina pode interagir com várias substâncias e afetar o funcionamento normal do organismo.

A interação da adenosina com certas substâncias pode ser leve ou moderada. Abaixo, você encontra uma lista dessas possíveis interações.

– Interações leves

Interações bem leves da adenosina podem ocorrer com:

  • Acebutolol;
  • Cafeína;
  • Metoprolol;
  • Lírio do vale;
  • Bisoprolol;
  • Atenolol;
  • Betaxolol;
  • Labetalol;
  • Celiprolol;
  • Esmolol;
  • Carvedilol;
  • Timolol;
  • Propranolol;
  • Sotalol;
  • Penbutolol;
  • Pindolol;
  • Nadolol;
  • Nebivolol.

– Interações moderadas

Interações de moderadas a graves da adenosina podem ocorrer com:

  • Chá verde;
  • Nicotina;
  • Dipiridamol;
  • Difilina;
  • Espinheiro;
  • Sevelamer;
  • Teofilina.

Efeitos adversos

Efeitos colaterais mais comuns associados ao uso de adenosina são:

  • Mudança na pressão arterial sanguínea;
  • Sinais de reação alérgica;
  • Dor de barriga;
  • Rubor;
  • Dor de cabeça forte;
  • Alteração na visão;
  • Tontura;
  • Dor ou pressão no peito;
  • Batimento cardíaco acelerado ou lento.

Efeitos colaterais raros e mais graves podem incluir:

  • Desmaio;
  • Falta de ar;
  • Convulsões;
  • Fraqueza em um lado do corpo;
  • Dificuldade para falar ou para pensar;
  • Visão turva;
  • Queda de um lado do rosto;
  • Mudança no equilíbrio do corpo.

Nem sempre os efeitos colaterais são observados. Os efeitos mais leves podem ocorrer principalmente no início do tratamento enquanto o corpo ainda está se acostumando com o remédio, mas se eles persistirem ou efeitos adversos mais graves forem notados, é preciso interromper a administração e tomar as medidas cabíveis. Por isso é tão importante estar em um ambiente hospitalar durante o uso da adenosina.

Fontes e Referências adicionais:

Você já conhecia a adenosina? Já precisou utilizá-la por algum motivo específico? Comente abaixo!

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Dependência do celular. Será que você corre esse risco?

O celular é, muito provavelmente, a última coisa que você vê antes de dormir — e a primeira ao acordar. Como saber se é dependência do celular? Se você desconfia que está viciado no aparelhinho, já é uma dica de que a sua relação com ele não é das mais saudáveis. Quer saber quais são os outros sintomas e como aliviar essa compulsão? O psiquiatra Henrique Bottura, da Clínica de Psiquiatria Paulista e colaborador do ambulatório de impulsividade do Hospital das Clínicas de São Paulo, ajuda: 

Afinal, vício em celular realmente existe? 

Segundo o especialista, do ponto de vista formal, a ciência ainda não categorizou o problema como uma doença ou transtorno. Mas se fosse para dar uma definição, ele diria que o vício em celular é uma dependência em nível comportamental. 

Como a compulsão por apostas e jogos de azar. “Quando falamos em celular, existe um universo de vícios de acordo com cada plataforma: Whatsapp, mídias sociais e jogos online, por exemplo. E apesar de ainda não conceituarmos o vício em celular como uma doença, existem muitas evidências que indicam que podemos estar dependentes dele”, o psiquiatra explica. 

Infelizmente, é quase impossível viver sem o aparelho hoje em dia. Ele funciona como uma extensão do nosso corpo, pode tornar as tarefas diárias mais fáceis e ainda nos proteger de alguma situação de risco. É por isso que muita gente fala em (e até sente) nomofobia — “no mobile phone phobia” em inglês. Trata-se do pânico em pensar na possibilidade de ficarmos sem a tecnologia. 

Mas quais são os sintomas do vício em celular? 

Henrique afirma que todo comportamento dependente tem três sinais muito importantes. O primeiro deles diz respeito à perda de controle. Se você vive dizendo que vai ficar mais quinze minutos no celular e, quando percebe, já passaram horas, fique atento. “É muito comum a pessoa entrar em looping. E ficar rodando entre as redes sociais mesmo depois de já ter checado todas”, diz o especialista. 

O segundo sintoma é mais uma resposta do corpo à dependência. Funciona assim: cada vez que você usa a tecnologia, sente uma satisfação imensa. O problema é que precisa de cada vez mais tempo mergulhado nela para ficar satisfeito — e se fica sem, sente uma angústia imensa. 

o terceiro sinal acontece quando você percebe que o tempo que passa no celular está te trazendo problemas (como menos momentos com a família e amigos, risco de acidentes no trânsito), mas, mesmo assim, não consegue deixar os hábitos de lado. “Vale levar em consideração o que os outros estão falando sobre o seu comportamento. Peça feedbacks de pessoas próximas a você, elas poderão te ajudar a identificar a dependência”, ressalva o especialista

Quais as consequências? 

São muitas e bem sérias. O comprometimento do sono, por exemplo, pode te deixar mais estressado, gerar dores nas costas e até te fazer comer mais, sabia?

Depois, ainda tem as questões sociais. Como falta de tempo para encontros e festas com os amigos, perda de foco e produtividade no trabalho, diminuição da interação com pessoas a sua volta e maiores riscos de acidentes e quedas. 

Mas como resolver o problema? 

Até o médico concorda: não é preciso abandonar de vez o celular. Até porque não dá, não é mesmo? Mas é preciso adotar alguns hábitos, como desligar o aparelho antes de dormir, e não pegá-lo imediatamente ao acordar. 

“Faça a conta aproximada de quanto tempo você está passando com o aparelho. E tente diminuir aos poucos. Compre um despertador e abandone essa função no celular. Bloqueie notificações. Desse modo, você não se distrai ao receber uma mensagem”, Henrique finaliza.

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