Como São os Diferentes Tipos de Testes Para Detectar o Novo Coronavírus

Teste para coronavírus

Você provavelmente já deve estar ciente das principais medidas de prevenção contra a COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus: ficar em casa em distanciamento social sempre que puder, usar máscaras faciais corretamente ao sair na rua, lavar muito bem as mãos com água e sabão por 20 segundos ou usar álcool em gel 70%, manter dois metros de distância em relação a outras pessoas, não encostar as mãos não lavadas no nariz, olhos ou boca e higienizar os objetos e superfícies tocados com frequência, entre tantos outros cuidados.

Entretanto, de acordo com o que advertiu o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em pronunciamento feito no mês de março, a realização de testes para COVID-19 também é muito importante para evitar que o vírus circule ainda mais.

Afinal, ao saber se determinada pessoa foi infectada pelo novo coronavírus, é possível colocá-la em isolamento e impedir que ela transmita o novo coronavírus para outras pessoas. Inclusive, a falta de um número suficiente de testes é um dos motivos para recomendar que a população fique em casa e só saia quando estritamente necessário, já que alguns infectados podem ser assintomáticos (não apresentar sintomas) e espalhar o novo coronavírus mesmo sem saber.

Em seu pronunciamento, o diretor-geral da OMS também afirmou que a maneira mais eficiente para salvar vidas é quebrar a cadeia de transmissão. Ghebreyesus disse ainda que para fazer isso é necessário testar e isolar as pessoas. De acordo com o diretor-geral da OMS, não será possível acabar com a pandemia sem saber quem está infectado pelo novo coronavírus.

No Brasil, atualmente estão disponíveis três tipos de testes para confirmação da COVID-19. São eles:

1. PCR

Ele também é chamado de RT-PCR, que é a sigla para o termo em inglês reverse-transcriptase polymerase chain reaction, que significa “reação em cadeia da polimerase – transcriptase reversa”.

O exame é considerado o padrão-ouro, ou seja, o padrão de referência quando se trata do diagnóstico da doença provocada pelo novo coronavírus. No entanto, para fazer o teste é necessário que haja a solicitação médica. O exame envolve a análise de uma amostra que é coletada a partir de uma raspagem no nariz ou na garganta do paciente. O resultado sai entre 24 horas e 48 horas.

A identificação do vírus é confirmada pela transformação do RNA, que é a molécula do organismo responsável pela síntese de proteínas e células do corpo. De acordo com o médico infectologista e nefrologista e chefe da clínica médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Paulo Olzon, o RT-PCR é indicado a partir do terceiro dia com sintomas associados ao novo coronavírus, com queixas de fortes dores de cabeça, dores no corpo e tosse seca.

Entretanto, depois de 10º dia com sintomas de COVID-19, o exame já não é mais recomendado. Conforme o médico infectologista e nefrologista, tem sido observado que o teste encontra o vírus depois desses 10 dias gerando um falso resultado positivo, pois seriam restos do vírus ou um vírus morto, que já não provoca mais sintomas.

Existem diferentes protocolos e metodologias de realização do RT-PCR, ao mesmo tempo em que o exame é disponibilizado por diferentes fabricantes, o que faz com que os resultados do teste possam variar de um laboratório para outro.

2. Sorologia

Este exame para o novo coronavírus também exige o pedido médico e envolve a coleta de amostra sanguínea. O teste de sorologia detecta a presença de anticorpos no sangue que combatem o vírus. Segundo o chefe de clínica médica da Unifesp, trata-se do mesmo procedimento empregado para identificar outras doenças provocadas por vírus como vírus da imunodeficiência humana (HIV) e hepatite B.

Recomenda-se que o exame de sorologia seja realizado depois de pelo menos 10 dias do início dos sintomas. O teste deve ser feito de duas semanas a três semanas após o surgimento dos primeiros sintomas da COVID-19 porque ele verifica a produção de anticorpos no organismo, algo que acontece somente após um período mínimo de exposição ao vírus.

Isso significa que se o exame de sorologia for aplicado antes do início da produção de anticorpos contra o novo coronavírus, ele poderá gerar um falso negativo. Além disso, os pacientes que apresentam quadros com sintomas leves ou são assintomáticos também poderão ter um falso positivo, uma vez que não desenvolvem anticorpos que podem ser identificados pelas metologias de sorologia disponíveis.

Se o exame de sorologia pode não ser a melhor saída para os casos mais graves do novo coronavírus que não podem esperar muito tempo para serem confirmados e tratados, acredita-se que ele seria mais indicado para a análise estatística do quadro de COVID-19.

Isso é importante porque indica caminhos para o tratamento de novos casos da doença e para a adoção de medidas de prevenção contra o novo coronavírus.

3. Testes rápidos

O nome não é à toa – o resultado deste teste de detecção de COVID-19 fica pronto em apenas 10 a 30 minutos. A sua realização não envolve o uso de equipamentos de laboratórios de apoio e não exige que haja a solicitação por parte do médico. Entretanto, os testes rápidos são dispositivos de uso profissional e não podem ser feitos pelo próprio paciente, uma vez que o diagnóstico clínico também é importante para a identificação do novo coronavírus.

Os testes rápidos para COVID-19 envolvem o uso de lâmina de nitrocelulose (que é uma espécie de papel), que reage com a amostra de uma pequena quantidade de sangue do paciente. O resultado sai pelo mesmo dispositivo que recebe o sangue e gera uma indicação visual no caso de positivo.

Parece tudo muito bom, não é mesmo? Pois é, mas para os especialistas da área da saúde, a realização de testes rápidos para identificação do novo coronavírus representa um risco para o combate à pandemia de COVID-19.

Isso porque a eficácia dos testes rápidos não é muito boa – como esses exames apresentam especificidade e sensibilidade muito menores em comparação às outras metodologias, os testes rápidos trazem um risco maior de provocar resultados falsos.

De acordo com o médico infectologista e nefrologista e chefe da clínica médica da Unifesp, Paulo Olzon, a falta de qualidade dos testes rápidos faz com que eles mais atrapalhem do que ajudem porque ao receber um resultado falso negativo o paciente pode relaxar, não se tratar e transmitir o vírus para outras pessoas.

No dia primeiro de abril, quando ainda estava sob a gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, o Ministério da Saúde afirmou que os testes rápidos apresentam um índice de erro de 75% para resultados negativos. No dia 17 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou que entre os 51 pedidos analisados para registro de teste rápido no Brasil, somente 39 tinham recebido aprovação.

Os testes rápidos para COVID-19 estão disponíveis em algumas farmácias no Brasil, entretanto aquelas que disponibilizarem os exames poderão utilizar apenas os dispositivos regularizados na Anvisa e garantir que os resultados sejam registrados e rastreados.

A Anvisa também advertiu que as ações de contenção do risco de transmissão do novo coronavírus independem dos resultados dos testes. Isso significa que mesmo que tenhamos acesso a um exame para detectar o novo coronavírus, e mesmo quando o resultado do teste for negativo, as medidas de prevenção contra a COVID-19 precisam continuam a ser obedecidas com afinco.

Até porque ainda não existem vacinas ou medicamentos contra a doença provocada pelo novo coronavírus, apesar de estarem em desenvolvimento vacinas para a COVID-19 no Brasil e no mundo.

Aproveite que está por aqui para aprender como desinfetar as embalagens de supermercado e alimentos contra o novo coronavírus e conhecer dicas de como evitar o contágio pelo novo coronavírus quando precisar sair de casa – estratégias que também são muito úteis para evitar a contaminação e disseminação da COVID-19.

Você já realizou algum destes testes para a COVID-19? Conhece alguém que já tenha sido infectado pelo novo coronavírus? Comente abaixo!

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MIT e Harvard Desenvolvem Máscara que Acende Quando Detecta o Coronavírus

Máscara facial

A pandemia do novo coronavírus tem trazido muitos desafios para todo o mundo. Além da dificuldade de controlar a propagação do vírus, o elevado número de mortes que ele provoca, o fato de ainda não ter sido encontrada um medicamento ou vacina para o novo coronavírus, apesar dos testes em andamento, e os problemas econômicos indiretamente gerados pelo vírus, outro grande desafio é a falta de testes suficientes para toda a população.

De acordo com o que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) Tedros Adhanom Ghebreyesus advertiu, em pronunciamento feito no mês de março, a realização de testes para COVID-19 (nome dado à doença provocada pelo novo coronavírus) também é muito importante para evitar que o vírus circule ainda mais.

Afinal, ao saber se determinada pessoa foi infectada pelo novo coronavírus, é possível colocá-la em isolamento, impedir que ela tenha contato com outros e transmita o novo coronavírus para outras pessoas. Inclusive, a falta de um número suficiente de testes é um dos motivos para recomendar que a população fique em casa e só saia quando estritamente necessário, já que alguns infectados podem ser assintomáticos (não apresentar sintomas) e espalhar o novo coronavírus mesmo sem saber.

Uma máscara de proteção que está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambos nos Estados Unidos, poderá ajudar bastante nessa questão de falta de um número suficiente de testes para o novo coronavírus.

Isso porque ela também será capaz de detectar se uma pessoa está contaminada ou não com o vírus causador da COVID-19. A tal máscara funcionará assim: sempre que a pessoa infectada pelo novo coronavírus tossir, espirrar ou respirar, uma luz fluorescente será acendida. Os sensores do equipamento são constituídos de material genético (DNA e RNA) que se ligam a um vírus.

Esses sensores de identificação precisam de dois elementos para que sejam ativados: a umidade, que pode ser adquirida por meio da saliva, e a detecção da sequência genética do vírus. O sequenciamento do genoma do novo coronavírus ocorreu em janeiro em um laboratório em Xangai, na China, e é com base nele que a máscara para testar COVID-19 será construída.

O material é congelado no tecido da máscara através de um aparelho chamado de liofilizador, que traga a umidade do material genético sem matá-lo. Ele pode permanecer estável em temperatura ambiente por meses, o que faz com que a máscara tenha uma boa vida útil.

O professor de bioengenharia do MIT Jim Collins disse que os sensores da máscara precisam apenas de uma quantidade pequena para localizar o vírus. Uma vez que a identificação é feita, a luz fluorescente que indica a presença do novo coronavírus deve aparecer entre uma a três horas. Como o sinal fluorescente não é visível ao olho nu, é necessário utilizar um equipamento chamado fluorímetro para medir a luz emitida pela máscara.

Os cientistas acreditam que o equipamento poderá auxiliar a resolver o problema da falta de testes para o novo coronavírus porque os médicos poderão colocar a máscara nos pacientes e descobrir prontamente se eles têm a COVID-19 ou não, sem precisar encaminhar o teste para um laboratório e aguardar pelos resultados.

A tecnologia por trás da máscara foi adaptada de um teste conduzido pelo MIT no ano de 2014, quando cientistas deram início ao desenvolvimento de sensores para identificar o vírus do ebola congelado em papel. Em 2018, o laboratórios das universidades americanas conseguiram usar os sensores para ajudar a detectar doenças como síndrome respiratória aguda grave (SARS), sarampo, influenza (gripe) e hepatite C.

O professor de bioengenharia do MIT afirmou que a máscara poderá ser utilizada, por exemplo, em aeroportos, no trabalho e por hospitais logo na sala de espera para avaliar quem está infectado.

O professor do MIT ressaltou que embora o projeto ainda esteja em suas fases iniciais, ele mostrou resultados promissores. Collins contou ainda que a equipe responsável tem testado a máscara para que ela seja capaz de identificar o novo coronavírus em pequenas amostras de saliva e que os próximos passos são mostrar se o equipamento funciona por meio de experimentos com pessoas que podem ter sido infectadas pela COVID-19.

Os pesquisadores envolvidos no projeto também têm discutido acerca das possibilidades de embutir o sensor no interior da máscara ou de desenvolver um módulo que possa ser acoplado em outros tipos de máscara. Diversas cidades brasileiras já tornaram obrigatório o uso correto de máscaras faciais para toda a população sempre que for necessário sair de casa.

Entretanto, antes que as máscaras que identificam o novo coronavírus possam ser uma solução à alta demanda de testes, elas precisariam ser produzidas e distribuídas em larga escala, além de ter um baixo custo, o que é uma realidade distante, pois o projeto ainda se encontra em fase de testes.

Porém, futuramente, as máscaras de detecção do novo coronavírus produzidas pelas universidades americanas poderão ser uma alternativa também aos termômetros usados para detectar possíveis casos de COVID-19, já que eles não dão conta de identificar os contaminados assintomáticos.

O que você achou desse tipo de máscara que pode servir como teste para a COVID-19? Acha que pode ajudar na luta contra o novo coronavírus? Comente abaixo!

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