Quando alguém com diabetes se machuca é muito importante dar atenção para a lesão, mesmo que esta pareça muito pequena ou simples, como no caso de cortes, arranhões, bolhas ou calos, pois…
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Autor: Paul Risner
11 dúvidas comuns sobre o coronavírus (COVID-19)
A COVID-19, conhecida como doença do coronavírus 2019 ou Coronavirus disease 2019, é uma infecção causada por um tipo novo de coronavírus, o SARS-CoV-2, e é caracterizada pelo surgimento de…
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Xarope de Romã – O Que é, Para Que Serve, Como Tomar e Como Fazer

Veja o que é o xarope de romã, para que serve e seus benefícios, como tomar em sua dieta e como fazer o seu próprio em casa.
A romã é uma fruta vermelha e cheia de sementes que serve como fonte de potássio, vitamina B9, vitamina C e vitamina K. Dela, você certamente já ouviu falar. Mas e do xarope de romã? O que você sabe a respeito dele? Vamos conhecer detalhes sobre esse produto da fruta?
D epois que ficar mais familiarizado com o xarope de romã, reserve um tempo para conhecer melhor a os benefícios da fruta romã e suas propriedades.
O que é e para que serve o xarope de romã?
O xarope de romã é um produto obtido através da junção do suco da fruta com açúcar e suco de limão. De acordo com especialistas, a lista de benefícios do xarope de romã pode incluir:
1. Atividade antioxidante
Tudo por conta dos antioxidantes encontrados na composição do xarope de romã, sendo que o principal deles é a vitamina C. Conforme o MedlinePlus, portal dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, os antioxidantes são nutrientes que bloqueiam parte dos danos provocados pelos radicais livres.
Por sua vez, os radicais livres são substâncias formadas quando o corpo humano decompõe alimentos ou é exposto à fumaça do tabaco ou à radiação. O acúmulo desses compostos ao longo do tempo é amplamente responsável pelo processo de envelhecimento.
Como se não bastasse, os radicais livres também podem exercer um papel no desenvolvimento de problemas graves de saúde como câncer, doença no coração e artrite.
2. Combate ao colesterol
Já foi apontado que o suco de romã – que é um ingrediente do xarope de romã – pode prevenir ou desacelerar o acúmulo de colesterol nas artérias. A explicação apresentada é que a romã é uma das frutas com maior teor de antioxidantes polifenóis, que já foram associados ao efeito de diminuição de lipoproteínas de baixa densidade que resultam no acúmulo de colesterol.
Entretanto, o uso da romã para os níveis elevados de colesterol é classificado como possivelmente inefetivo, uma vez que a fruta não parece diminuir o colesterol nas pessoas com ou sem colesterol alto.
Portanto, se você foi diagnosticado com problemas de colesterol, continue a seguir o tratamento prescrito pelo seu médico e só integre o xarope de romã a esse tratamento se e como o médico autorizar.
3. Xarope de romã para tosse
O xarope de romã pode ser empregado na medicina popular como um remédio para lidar com a tosse. Entretanto, antes de recorrer ao produto para lidar com um quadro de tosse, é importante saber que as evidências a respeito do uso da fruta para lidar com a garganta inflamada ou dor de garganta são classificadas como insuficientes.
Mas o que isso tem a ver com a tosse? Bem, ela pode ser um dos sintomas das infecções que provocam um quadro de garganta inflamada ou dor de garganta.
Em outras palavras, não existe embasamento o suficiente para afirmar que o xarope de romã vai dar certo para lidar com todos os tipos de tosse, um sintoma que pode ter diferentes origens. Por isso, se a sua tosse for intensa e persistir por muitos dias, procure o atendimento médico para diagnosticar o problema e saber exatamente qual é o tratamento indicado para o seu caso em particular.
Como fazer – Receita de xarope de romã
Ingredientes:
- 4 xícaras de suco de romã;
- 2 ½ xícaras de açúcar;
- 1 colher de chá de suco de limão.
Modo de preparo:
Juntar o suco de romã, o açúcar e o suco de limão em uma panela e levar ao fogo médio. Mexer até o açúcar dissolver totalmente; Deixar cozinhar no fogo de nível médio a alto ao longo de 20 minutos até 25 minutos ou até o suco adquirir a consistência de um xarope.
Desligar o fogo e deixar o xarope de romã esfriar. Então, armazená-lo em um recipiente hermético de vidro bem esterilizado. Guardar dentro da geladeira, local em que o xarope dura por até duas semanas.
Conheça outros produtos à base da fruta, como o óleo de romã e o chá de romã.
Como tomar e cuidados com o xarope de romã
Para as pessoas saudáveis, que não necessitam restringir o consumo do açúcar, o xarope de romã pode ser consumido em pequenas dosagens. Entretanto, ele requer cuidados por parte dos diabéticos e dos outros indivíduos que necessitam restringir a ingestão de calorias e açúcar, principalmente em caso de obesidade.
Uma unidade de romã é composta por aproximadamente 26,45 gramas de açúcares. Se pensarmos que uma receita de suco de romã já pode levar o açúcar na lista de ingredientes e que o xarope de romã recebe mais um tanto de açúcar para ser preparado, o que temos como resultado é um produto com muito açúcar. Portanto, o xarope de romã realmente exige muita moderação em seu uso, por parte de qualquer pessoa.
Vale destacar ainda que algumas pessoas podem experimentar reações alérgicas à romã – os pacientes que sofrem com alergia a plantas são aparentemente mais propensas a sofrer com uma reação alérgica à fruta.
Como o suco de romã pode diminuir ligeiramente a pressão arterial, existe o risco de que a bebida – que é um dos ingredientes do xarope de romã – possa aumentar as chances de que a pressão caia demais nos indivíduos que já sofrem com a pressão baixa.
Justamente por essa possibilidade de afetar a pressão arterial e devido ao fato de poder interferir com o controle da pressão arterial durante e depois da realização de um procedimento cirúrgico, é que recomenda-se interromper o uso da romã pelo menos duas semanas antes da data marcada para um procedimento cirúrgico.
Caso experimente qualquer tipo de reação adversa ao fazer uso do xarope de romã para qualquer finalidade, procure rapidamente o auxílio médico, mesmo que não imagine se tratar de um problema tão grave assim, informando que utilizou o remédio caseiro.
Isso é necessário para verificar a real seriedade do efeito colateral em questão receber o tratamento apropriado e saber se pode continuar ou não a fazer uso do xarope de romã.
Referências Adicionais:
- https://www.webmd.com/vitamins/ai/ingredientmono-392/pomegranate
- https://medlineplus.gov/ency/article/002404.htm
- http://www.mayoclinic.com/health/pomegranate-juice/AN01227
- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/sore-throat/symptoms-causes/syc-20351635
Você já conhecia o xarope de romã e seus possíveis benefícios? Pretende incluir na sua rotina? Comente abaixo!
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Você sabia que a qualidade do sono pode afetar seu coração?
Hoje (16/03) é considerado o Dia Mundial do Sono. Apesar de geralmente negligenciarmos esse hábito, manter as horas de descanso em dia é muito importante para a qualidade de vida. E não é só isso: para a saúde do corpo também. Se você tem o costume de dormir mal há muito tempo, pode estar prejudicando o seu coração.
“Realmente há pessoas com o sono mais curto que não desenvolvem nenhum problema ao dormirem 5 horas por noite. Porém, se esse padrão de sono está relacionado com a apneia [breves interrupções na respiração ao dormir], por exemplo, há maiores riscos de doenças cardiovasculares”, explica o cardiologista Iran Gonçalves e Júnior, responsável do PS de cardiologia Hospital São Paulo e Professor da Escola Paulista de Medicina.
Ainda de acordo com ele, diversos outros distúrbios do sono estão relacionados com maiores chances de problemas no órgão. Além da apneia, um deles é a insônia. “E sabemos que o estresse e a ansiedade, muito comuns na sociedade contemporânea, constituem as principais causas da insônia”, diz o especialista.
Por isso, vale caprichar nas práticas que trabalham a mente e geram consequências boas para o corpo também. Afinal, tudo faz parte de um conjunto só. Então por que não começar a meditar, por exemplo?
Quais outros distúrbios do sono afetam o coração?
“O ronco é um dos sintomas mais frequentes em quem tem apneia obstrutiva do sono. Por isso, pessoas que roncam ou que tem sonolência durante o dia devem procurar auxílio médico para confirmar ou descartar esse diagnóstico”, afirma o médico. Afinal, elas podem ter mais chances de desenvolver AVC, hipertensão e até morte súbita.
Iran explica que a obesidade favorece o ronco porque prejudica a respiração, principalmente quando nos deitamos. O abdômen comprime o tórax e o pescoço e deixa as estruturas da laringe mais pesadas, obstruindo a passagem de ar pela traqueia.
Mas então o que fazer?
Primeiro, prestar atenção se você dorme o suficiente por noite. Atualmente, o recomendado são 7 horas de sono. Depois, vale repensar seus hábitos durante o dia: eles contribuem para madrugadas mais tranquilas? “Vale conversar com seu médico para repensar o uso de alguns medicamentos. Até os que aparentemente provocam sonolência: estes atrapalham o que chamamos de arquitetura do sono. Ou seja, as várias etapas de um sono saudável e reparador”, Iran aconselha.
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O Ibuprofeno pode agravar a infecção por coronavírus?
Após a publicação de um estudo na revista Lancet Respiratory Medicine, que afirma que o ibuprofeno pode agravar a infecção causada pelo novo coronavírus, surgiu a dúvida sobre se seria seguro…
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Por Que Algumas Pessoas Perdem Peso e Engordam Tudo de Novo?

Quem nunca passou por isso certamente conhece alguém que já enfrentou o problema: incomodada com a aparência e preocupada com a saúde, a pessoa decreta uma guerra contra o excesso de peso, começa a modificar a sua alimentação, praticar atividades físicas, dormir melhor e dentro de alguns meses vê os quilos em excesso irem embora. Mas com o passar mais algum tempo, todo aquele peso perdido é recuperado outra vez.
Bem frustante, não? Pois é, e esse chamado efeito sanfona pode ser mais comum do que você imagina: alguns especialistas acreditam que entre 80% e 95% das pessoas que fazem dieta recuperam o peso que sofreram tanto para perder.
Mas por que será que isso acontece? Será que ocorre uma acomodação e relaxamento com os cuidados com o peso? Ou isso pode acontecer por conta de algum problema no organismo?
O problema pode residir, na verdade, no que é chamado de “ponto de definição do peso”, ou seja, o peso que o corpo está programado para ter. O que acontece é o seguinte: o corpo luta para manter o peso que tinha anteriormente à dieta.
O tal “ponto de definição do peso” é composto por uma combinação de diversos fatores como genética, comportamento, hormônios e ambiente. Ele atua ao lado do metabolismo, uma vez que o metabolismo queima energia em um ritmo que vai manter o “ponto de definição do peso” de uma pessoa, mesmo que esse ponto seja maior do que é considerado saudável.
Na maior parte das vezes, o aumento de peso é gradual, o que também pode aumentar gradualmente o “ponto de definição do peso”. A boa notícia é que algumas mudanças de estilo de vida podem diminuir esse ponto.
As dietas rápidas e restritivas podem ser uma solução?
Se o aumento de peso gradual aumenta o “ponto de definição de peso” aos poucos, adotar uma dieta restritiva para emagrecer rapidamente poderia servir como uma solução instantânea para reverter esse ponto?
Não. Essas dietas restritivas não alteram o “ponto de definição do peso”, apenas restringem o fornecimento de calorias ao organismo.
Confira, aliás, algumas dietas famosas que contêm erros graves.
Embora seja possível perder peso por um período, eventualmente o corpo vai se adaptar a necessitar menos calorias para funcionar. Isso significa que uma hora a perda de peso vai ser interrompida, a não ser que o consumo calórico seja ainda mais diminuído.
Quando o fornecimento de calorias ao organismo é diminuído, ele faz tudo que pode para evitar a inanição. Isso envolve uma questão hormonal: os níveis do hormônio leptina, que controla a saciedade, são diminuídos e as taxas do hormônio grelina, associado à sensação de fome, aumentam. Com isso, a pessoa fica mais faminta, mesmo depois de fazer uma refeição normal.
Além disso, consumir menos calorias altera a percepção de uma pessoa em relação aos alimentos. Pesquisas já apontaram que as pessoas que fazem dieta ficam muito focadas nas comidas e que os alimentos passam a ter um cheiro e um sabor melhor para elas. Ou seja, pode ser muito mais difícil resistir às tentações culinárias quando se faz uma dieta restritiva porque os alimentos parecem ainda mais apetitosos.
Estudos já mostraram que essas “dietas ioiô” afetam negativamente o metabolismo, e o ganho de peso de rebote ocorre quase todas as vezes.
Isso sem contar que uma dieta restritiva pode dificultar o fornecimento de nutrientes ao organismo, provocando uma deficiência nutricional e outros problemas de saúde associados à falta de nutrientes.
Mas como obter uma perda de peso duradoura?
Para conquistar uma perda de peso que se sustente ao longo do tempo, o conselho do é focar-se em quatro áreas: dieta, práticas de exercícios físicos, estresse e sono.
1. Dieta
Quando se trata de dieta, a estratégia inclui aprender o que é saudável e o que não é. O ideal é fazer isso com o auxílio de um nutricionista e tirar todas as dúvidas que tiver sobre alimentação com o profissional.
Também é importante aprender a controlar o tamanho das porções de alimentos que consome – mesmo quando se tratar de comidas saudáveis, pois qualquer coisa em excesso pode provocar o acúmulo de calorias.
Outro truque é o de evitar as calorias vazias – aquelas que são cheias de calorias porém oferecem muito pouco ou nenhum valor nutricional -, entretanto, permitir-se ter um prazer culinário uma vez ou outra.
E talvez o melhor conselho seja o de deixar esse conceito de fazer dieta de lado e adotar permanentemente hábitos alimentares saudáveis, por meio de uma reeducação alimentar. Isso refere-se muito mais a saber ter saúde, nutrição, moderação e equilíbrio na dieta, muito menos a se privar de comer o que gosta e nada com passar fome.
2. Exercícios
A recomendação é investir tanto em exercícios aeróbicos quanto em treinos de resistência, com uma frequência de três a cinco vezes por semana para o primeiro e de duas a três vezes por semana em dias não consecutivos para o segundo. A orientação é tentar se exercitar por pelo menos 25 minutos a 35 minutos diariamente.
As atividades físicas funcionam melhor para evitar o ganho de peso do que para dar início à perda de peso. Além disso, é necessário ter em mente que exagerar nos exercícios também pode ser negativo.
Os exercícios podem deixar algumas pessoas com muita fome ou fazer com que outros fiquem cansados ou inativos, por conta de uma lesão, por exemplo – o que anularia os benefícios das atividades físicas.
Mas isso não deve ser usado como desculpa para não se exercitar: além de ajudar a combater o ganho de peso, os exercícios físicos estão associadas à diminuição do risco do desenvolvimento de alguns tipos de câncer, à contribuição com o controle dos níveis de açúcar no sangue e de insulina, ao fortalecimento dos ossos e músculos, à redução do risco de quedas, ao aumento das chances de viver mais e à melhoria do humor, da saúde mental, do sono e da vida sexual.
Além disso, a prática frequente de atividades físicas também é conhecida por beneficiar a saúde do sistema cardiovascular, através da diminuição de fatores de risco como o colesterol elevado e a pressão alta.
Então, a mensagem que fica é a de também tratar os exercícios de maneira equilibrada, escolher o treino ou modalidade adequada para você sob a orientação médica e fazer a atividade física escolhida com o acompanhamento de um educador físico.
3. Estresse
Quantas pessoas você conhece que não tentam aliviar o estresse por meio da comilança de junk foods cheias de calorias, açúcares, gorduras ruins e/ou sódio? Isso se você mesmo não for essa pessoa…
O problema do estresse em relação ao peso é que ele aumenta os níveis do hormônio cortisol, tanto que a substância é conhecida como o hormônio do estresse. O cortisol também está relacionado ao acúmulo de gordura corporal.
Quanto mais cortisol uma pessoa tem, maior é o seu nível de insulina (hormônio responsável por ajudar a tirar o açúcar do sangue e levar até as células) e mais baixos são os seus níveis de açúcar no sangue, gerando assim os desejos pela comilança.
Portanto, embora não seja fácil, controlar o estresse também é importante para ter um emagrecimento duradouro. Estratégias como desabafar com um amigo, meditação e exercícios de respiração podem auxiliar a aliviar o estresse. Se estiver muito difícil lidar e diminuir o estresse, é melhor pedir a ajuda de um psicólogo.
4. Sono
Dormir mal é outro fato que eleva os níveis do hormônio cortisol. Mas esse não é o único problema: uma noite mal dormida também afeta a habilidade de tomar decisões, o que pode se traduzir na escolha por alimentos de baixa qualidade nutricional e muitas calorias para as refeições.
O ideal é procurar dormir entre sete a nove horas por noite. As informações são do centro médico acadêmico americano Cleveland Clinic e do MedlinePlus, portal dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.
Fontes e Referências adicionais:
- https://health.clevelandclinic.org/why-people-diet-lose-weight-and-gain-it-all-back/
- https://medlineplus.gov/benefitsofexercise.html
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Como Estocar Alimentos Por Conta do Coronavírus? 6 Dicas

Não é à toa que há muita gente preocupada em se manter saudável e imune durante o surto de coronavírus. Até a manhã desta segunda-feira, 16 de março de 2020, foram confirmados 200 casos do novo coronavírus no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, até a noite de domingo (15), o número de pessoas atingidas pela doença já ultrapassava os 153 mil, espalhados em 144 países, com registro de 6,5 mil mortes.
Na quarta-feira passada (11), a OMS declarou ter avaliado que o COVID-19, nome dado à doença provocada pelo novo coronavírus, pode ser caracterizado como uma pandemia. Ou seja, é necessário ter muito cuidado para evitar o contágio e uma propagação ainda maior do vírus.
Os governos e autoridades de saúde têm adotado uma série de estratégias para tentar conter o problema e uma delas é a quarentena, que é um período de separação de pessoas com suspeita ou confirmação do COVID-19. Embora o nome dê a ideia de 40 dias, não é sempre que todo esse período é aplicado.
Enquanto muitos países adotaram a quarentena de 14 dias, em fevereiro, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinaram a quarentena de 18 dias para os brasileiros que retornaram de Wuhan na China, local que foi o epicentro dos casos do novo coronavírus.
Na quinta-feira, 12 de março de 2020, foi publicada no Diário Oficial da União uma portaria do Ministério da Saúde que regulamenta as medidas de isolamento e quarentena como estratégias de enfrentamento contra o COVID-19.
Segundo o documento, o isolamento pode ser determinado por prescrição médica ou recomendação do agente de vigilância epidemiológica. O seu prazo é de 14 dias, que pode ser prorrogado por mais 14 dias, se houve a comprovação via exames da persistência do risco de transmissão.
Sobre a quarentena, a portaria recente prevê que ela pode durar até 40 dias e ser estendida pelo tempo necessário para diminuir a transmissão comunitária e assegurar a manutenção dos serviços de saúde. Essa prorrogação depende da avaliação prévia do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.
Além disso, o documento do Ministério da Saúde esclarece que ela deve ser determinada pelo ato administrativo formal de autoridade pública, como as secretárias de saúde ou o próprio ministério e que precisa ser publicada no Diário Oficial.
Quem receber a ordem de ficar em isolamento ou quarentena precisa obedecê-la, pelo bem da sua saúde e da saúde de outras pessoas. Uma doença não é classificada como pandemia à toa, não é mesmo?
Mas se nem isso for suficiente para convencer, vale a pena alertar que o Ministério da Saúde informou que há previsão legal de pena de até três anos para quem descumprir essa determinação.
A possibilidade de precisar ficar tantos dias em isolamento ou quarentena sem poder sair para comprar alimentos traz uma importante preocupação em relação à alimentação: como comer bem durante todos esses dias – o que é essencial para a boa saúde – se não é possível fazer compras no supermercado ou feira, uma vez que não está permitido sair de casa?
A solução é estocar alimentos saudáveis e não perecíveis, que permitam montar refeições nutritivas e que saciam. Na lista a seguir, vamos conhecer algumas dicas de como preparar-se para ter uma alimentação saudável durante uma quarentena de 14 dias por conta do novo coronavírus:
1. A base: os produtos não-perecíveis secos
De acordo com a nutricionista Alyssa Pike, os alimentos secos como arroz, macarrão, feijão, aveia e outros do tipo devem ser a base da alimentação durante esses dias de quarentena. Além de terem prazos de validade longos, eles podem ser utilizados em uma série de refeições saudáveis, especialmente em suas versões integrais.
Mas atenção: para que esses produtos secos realmente durem, é fundamental que eles sejam muito bem armazenados. A orientação para manter a sua qualidade e sabor é guardá-los em recipientes herméticos e colocar os potes em um local fresco e seco.
2. Os enlatados e congelados também podem ter a sua utilidade
Calma, não estamos falando dos produtos industrializados e ultraprocessados pobres em nutrientes e cheios de calorias, açúcar e gorduras ruins. Estamos falando de versões nutritivas de enlatados e congelados.
Os enlatados têm um prazo de validade longo e são fáceis de ser encontrados nos supermercados. Por exemplo, o atum enlatado – em água, não em óleo – fornece tanto proteínas quanto líquido e as frutas enlatadas em suco – não em xaropes adocicados – podem ajudar em relação à hidratação.
Apenas tome cuidado porque alguns enlatados podem ser ricos em sódio, um mineral que em excesso faz muito mal para a saúde. Por isso, cheque a tabela nutricional na embalagem do produto antes de levá-lo para casa e opte sempre por aquele que tiver o teor mais reduzido de sódio. A recomendação da OMS é não consumir mais do que 2 mil mg ou dois gramas de sódio diariamente.
Veja uma lista de alimentos ricos em sódio para tomar cuidado.
Outro cuidado que se deve ter com os enlatados é o de ficar de olho em sinais de que eles podem ter estragado. A orientação é conservá-los e cozinhá-los nas temperaturas adequadas e prestar atenção em sinais de mofo, bolor ou algum outro tipo de deterioração.
Os enlatados também podem estragar se a lata for danificada. Portanto, se você perceber que a lata está saliente ou inchada ou notar barulhos de silvos (uma espécie de assobio) ao abri-las, descarte-as imediatamente porque isso é sinal que o conteúdo foi contaminado. Mesmo em caso de dúvida, o ideal é não arriscar e jogar o produto fora. Afinal, a última coisa que se precisa é uma intoxicação alimentar durante a quarentena, não é mesmo?
Já as versões congeladas de vegetais saudáveis como ervilha, cenoura, espinafre ou brócolis, por exemplo, são uma boa estratégia para ter acessos aos nutrientes desses alimentos – os congelados têm um prazo de validade maior do que as suas versões frescas. Também é possível encontrar variedades de frutas congeladas. Inclusive, você mesmo pode congelar as suas próprias verduras e legumes em casa sem perder nutrientes.
Além disso, não se esqueça de algo importante: deixe bem separado os abridores de lata e outros utensílios de cozinha que precisará para abrir os alimentos, preparar as refeições e consumi-las.
3. Fazer receitas de fácil preparo
Por exemplo, você pode cozinhar o feijão, bater no liquidificador e fazer uma sopa com os vegetais congelados. Conheça diferentes receitas de sopa de feijão com legumes light, uma ótima forma de aproveitar os produtos frescos que ficaram em casa e que correm o risco de estragar e ir para o lixo caso não sejam usados rapidamente.
Outra dica simples é a de misturar a aveia com as frutas congeladas – depois de descongelá-las, obviamente. Ainda dá para fazer uma salada de macarrão com atum enlatado em água, a ervilha e os vegetais que estiverem disponíveis na despensa. Para diversificar, o truque é trocar o macarrão pelo arroz e pela cevada em outros dias.
Preparar receitas com frutas, verduras, legumes, grãos integrais, sementes e leguminosas cheias de nutrientes é muito importante para a imunidade, algo essencial na luta contra o novo coronavírus. Conheça com mais detalhes os alimentos que aumentam a imunidade que podem ser importantes.
4. Separar lanchinhos energéticos
Para os intervalos entre uma refeição principal e outra em que a fome bate, a sugestão é reservar lanchinhos energéticos que possuem um prazo de validade grande como nozes, frutas desidratadas, sementes, barrinhas de proteínas, granola e mel, por exemplo.
Em todas as refeições, é muito importante incluir as proteínas de modo que se consuma uma quantidade suficiente do nutriente ao longo de todo o dia. Além de serem boas para a saciedade, as proteínas não necessárias para manter os músculos e a saúde de modo geral.
Outro cuidado que se deve ter com os lanches energéticos da quarentena é para que eles não sejam muitos ricos em sódio ou açúcares adicionados, o que pode ocorrer com os produtos industrializados.
Para saber se um produto contém muito açúcar, cheque a lista de ingredientes apresentada em sua embalagem. Os ingredientes listados primeiro são aqueles que estão presentes em maior quantidade no produto.
Logo, se o açúcar estiver no início da lista, o produto em questão é rico em açúcar. Mas atenção: nem sempre o açúcar aparece sob o nome açúcar nas listas de ingredientes dos produtos – existem mais de 60 nomes que também podem se referir ao açúcar.
Alguns exemplos são: xarope de glicose, xarope de frutose, xarope de milho e demais xaropes, mel, palavras com a terminação “ose” e outros tipos de açúcar como açúcar invertido, açúcar mascavo e açúcar demerara. Se encontrar algum nome estranho na lista de ingredientes, pesquise para checar se não se trata de algum tipo de açúcar.
5. Não se esqueça da água
Em épocas de emergência, o fornecimento de água pode ser prejudicado. Por isso, vale a pena se precaver e estocar uma quantidade de água correspondente ao consumo de três dias, o que corresponde a um galão ou aproximadamente 3,75 litros de água por dia para cada pessoa ou animal que mora na casa.
6. Não se esqueça das comidas preferidas
Aquelas comidas preferidas, como doces, café e chás, podem ser esquecidas durante a estocagem de alimentos para um período de quarentena devido ao fato de não serem consideradas essenciais. Entretanto, o consumo moderado e sem excessos, é claro, desses itens tem a sua utilidade: eles podem fazer diferença para a saúde mental, motivação e bem-estar durante o isolamento.
Além disso, para quem não vive sem o cafezinho de todo dia, estocá-lo se torna ainda mais importante quando se descobre que cortar a cafeína bruscamente pode provocar sintomas físicos de abstinência como dores de cabeça, fadiga e irritabilidade.
Um chá pode ser uma forma de variar a hidratação – afinal, a pessoa pode cansar de tomar somente água pura todo dia. Mas atenção: o chá é para complementar e não para substituir a ingestão de água pura.
Na categoria dos doces, o chocolate amargo é uma excelente alternativa. Mais saudável que as guloseimas lotadas de açúcar, ele pode durar entre um a dois anos quando armazenado corretamente, segundo o professor de ciência alimentar da Universidade Estadual do Kansas Fadi Aramouni. Conheça os benefícios do chocolate amargo.
Conheça mais sobre o novo coronavírus
Trata-se de uma nova estirpe de uma grande família de vírus causadores de doenças respiratórias, que vão do resfriado comum até a síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV, sigla em inglês) e a síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV, sigla em inglês).
O novo tipo de coronavírus, que apareceu na China em dezembro de 2019, recebeu o nome de SARS-CoV-2. Sabe-se que os seus sintomas podem incluir febre, cansaço, dores leves, diarreia, nariz escorrendo e tosse. Ele ainda pode originar uma infecção no trato respiratório inferior, como uma pneumonia.
É possível que algumas das pessoas infectadas pela condição não desenvolvam sintomas e não se sintam mal. Ainda que cerca de 80% dos pacientes se recupere da doença sem precisar de tratamentos especiais, aproximadamente uma em cada seis pessoas infectadas pelo vírus fica seriamente doente e desenvolve dificuldade para respirar, ao passo que em torno de 2% dos que pegaram o COVID-19 vieram a falecer.
Acredita-se que pessoas mais velhas e os indivíduos que sofrem com problemas de saúde preexistentes, como pressão alta, doença no coração ou diabetes, apresentam maiores riscos de desenvolver doenças sérias em decorrência do COVID-19.
Ainda não há vacina ou um medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a doença provocada pelo novo coronavírus. Os pacientes afetados pelo SARS-CoV-2 recebem tratamentos para aliviar os sintomas, enquanto aqueles que desenvolvem problemas graves em decorrência do vírus são hospitalizados.
As recomendações de prevenção contra o coronavírus
Para diminuir eficientemente os riscos de contrair ou de que outras pessoas sejam infectadas pela mais nova temida doença, também é necessário aderir às outras estratégias de prevenção contra ela, que incluem:
- Lavar as mãos com frequência, usando água e sabonete ao longo de pelo menos 20 segundos;
- Quando não tiver acesso à água e sabonete, higienizar as mãos com um desinfetante próprio para as mãos à base de álcool;
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
- Não ter contato próximo com pessoas que estiverem doentes;
- Manter pelo menos um metro de distância de alguém que esteja tossindo ou espirrando;
- Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar com o cotovelo dobrado ou com um lenço de papel – no caso do lenço, ele deverá ser jogado fora depois da tosse ou espirro;
- Limpar e desinfetar os objetos e superfícies tocados com frequência, como corrimões de escada, mesas, telefones e utensílios compartilhados de escritório, por exemplo. Sim, até o seu smartphone pode ser responsável pela infecção do vírus!
- Ficar em casa se estiver sentindo-se mal e procurar o atendimento médico se apresentar febre, tosse e dificuldade para respirar;
- Manter-se informado sobre os últimos desdobramentos acerca do coronavírus e seguir as instruções das autoridades locais de saúde.
Fontes e Referências Adicionais:
- https://www.who.int/dg/speeches/detail/who-director-general-s-opening-remarks-at-the-media-briefing-on-covid-19—11-march-2020
- https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-coronaviruses
- https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus#sintomas
- https://www.saude.gov.br/noticias/agencia-saude/46323-ministerio-da-saude-e-anvisa-publicam-recomendacoes-para-quarentena
- https://www.who.int/nutrition/publications/guidelines/sodium_intake_printversion.pdf
O que você achou dessas dicas para estocar alimentos durante uma quarentena? Vai passar por essa situação e pretende segui-las? Comente abaixo!
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Como Estocar Alimentos Por Conta do Coronavírus? 6 Dicassurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
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Laxol: saiba usar o Óleo de rícino como laxante
O óleo de rícino é um óleo natural que além das várias propriedades que apresenta, é também indicado como laxante, para tratar a prisão de ventre em adultos ou para ser usado como preparo…
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Sucos laxantes para intestino preso
Tomar um suco laxante é uma ótima forma natural de combater o intestino preso e trazer nutrientes essenciais que ajudam na desintoxicação do corpo.
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4 melhores chás laxantes para combater a prisão de ventre
Tomar um chá laxante é uma ótima forma natural de combater a prisão de ventre e melhorar o trânsito intestinal.
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