Exame de Cintilografia Renal – O Que é, Para Que Serve, Indicações e Preparo

Exame de cintilografia renal

Um exame de cintilografia renal é um teste de imagem feito nos rins que traz informações importantes sobre a saúde desse órgão. Veja em mais detalhes o que é, para que serve, indicações e preparo para o exame.

A cintilografia é um exame de imagem bem detalhado que não é feito apenas nos rins. Veja também o que é um exame de cintilografia da tireoide e um exame de cintilografia óssea.

O rim é um órgão muito importante para filtrar o sangue e remover as toxinas presentes nele. Se você está preocupado com a saúde renal ou se o médico solicitou um exame de cintilografia renal para você, vale a pena conferir alguns chás para os rins que podem ajudar o órgão a funcionar melhor.

Exame de cintilografia renal – O que é

A cintilografia renal é um exame em que pequenas quantidades de substâncias radioativas são administradas ao paciente para que a radiação seja identificada por um dispositivo, gerando uma imagem detalhada da anatomia e função dos rins.

Trata-se de um exame de imagem muito completo que permite saber exatamente como os rins estão funcionando.

Para que a imagem dos rins seja obtida, é preciso injetar um composto que emite uma pequena quantidade de radioatividade. Tal composto irá interagir com os tecidos e criar uma espécie de contraste que é detectada por uma câmera especial que detecta raios gama emitidos por elementos radioativos e, em seguida, a imagem é transmitida para o computador.

Em uma cintilografia renal estática, o paciente é colocado em uma máquina de ressonância magnética onde deve permanecer imóvel para que a imagem seja obtida.

O composto usado nesse exame geralmente é o DMSA (ácido dimercaptosuccínico). A cintilografia renal com DMSA só é eficaz se o ácido for marcado com um elemento radioativo como o tecnécio 99 metaestável. Dessa forma, o composto radioativo é capaz de se concentrar nas estruturas renais, dando uma visão detalhada sobre a função do órgão.

Para que serve

Além de servir para avaliar a função renal e para identificar lesões no órgão ou quadros de insuficiência renal, o exame de cintilografia renal também pode ser uma ferramenta muito útil antes e depois de um transplante de rim.

As imagens obtidas também podem ajudar na identificação de anormalidades estruturais e funcionais nos rins.

Indicações

A cintilografia renal é indicada quando o médico precisa avaliar:

  • O fluxo sanguíneo renal total;
  • A morfologia renal geral;
  • A distribuição do parênquima funcional.

Em resumo, suspeitas de mau funcionamento dos rins que não são diagnosticadas por um exame de sangue ou por um exame de imagem mais simples devem ser analisadas por meio de uma cintilografia.

Preparo

O preparo pode variar dependendo do objetivo do exame, mas geralmente nenhum preparo especial é necessário.

Não é preciso mudar a dieta e nem se submeter a nenhuma anestesia, já que o exame é indolor.

Antes do exame, o médico deve avisar se você deve beber uma quantidade específica de água ou se o melhor é ir até a clínica com a bexiga vazia. Essa orientação varia de acordo com o objetivo do exame.

Será preciso tirar acessórios ou peças de roupas com metais que possam prejudicar os resultados do exame. São eles joias, brincos, dentaduras, acessórios de metal como cintos ou outras peças de roupa.

Também é importante informar ao seu médico se você faz uso de qualquer medicamento prescrito, pois alguns podem interferir nos resultados da cintilografia renal. É o caso de medicamentos como:

  • Diuréticos;
  • Inibidores da ECA;
  • Anti-inflamatórios não esteroides;
  • Vitaminas ou suplementos;
  • Betabloqueadores.

Você também deve dizer se fez outro exame com material radioativo nos últimos dias porque podem existir resíduos no seu corpo que ainda não foram eliminados e que podem afetar o resultado e a interpretação do exame.

Como é feita a cintilografia renal

Depois desse preparo inicial, o exame pode ser conduzido. O primeiro passo é tomar um contraste contendo um composto radioativo que geralmente é administrado através de uma injeção intravenosa.

Existem basicamente quatro tipos de imagens que podem ser obtidas por meio do exame. São elas:

  • Cintilografia cortical renal: usada para detectar a quantidade de tecido cortical renal em funcionamento por meio de várias imagens que devem ser tiradas de 20 a 30 minutos depois da injeção do contraste;
  • Perfusão renal: avalia o fluxo sanguíneo para os rins e identifica se há estreitamento nas artérias renais. As imagens tiradas de 20 a 30 minutos depois da injeção também ajudam a verificar o desempenho dos rins;
  • Cintilografia renal diurética: um diurético é administrado para avaliar como a urina é processada pelos rins, o que ajuda a identificar bloqueios renais ou obstruções no fluxo de urina;
  • Cintilografia renal com inibidor de ECA: ajuda a determinar se a pressão alta de um paciente tem a ver com o estreitamento de artérias renais. É preciso que o paciente tome um inibidor de ECA (remédio para a pressão arterial) para que as imagens antes e depois de tomar o medicamento sejam comparadas.

A digitalização da imagem pode demorar de 30 minutos a 2 horas.

Interpretação do exame

Os resultados anormais de uma cintilografia renal podem revelar problemas nos rins como:

  • Doença renal;
  • Hipertensão renovascular;
  • Abscessos;
  • Redução no fluxo sanguíneo para os rins;
  • Inflamação nos rins por causa de uma infecção;
  • Presença de cistos ou tumores;
  • Problemas relacionados ao transplante de rim;
  • Bloqueio das artérias renais devido a lesão ou trauma;
  • Bloqueio que restringe o fluxo de urina dos rins até a bexiga;
  • Insuficiência renal aguda ou insuficiência renal crônica.

Por se tratar de um exame de imagem, não existem referências de valores normais pois o resultado do exame depende da interpretação de um profissional especializado.

Um exame de cintilografia renal não é capaz de perceber a diferença entre um cisto e um tumor. Assim, se houver suspeita de cistos ou tumores, será preciso se submeter a exames adicionais para ter um diagnóstico mais preciso, como por exemplo uma biópsia renal.

Confira sintomas importantes da insuficiência renal e, caso se identifique, veja também como adotar uma dieta adequada para insuficiência renal.

Possíveis riscos

Apesar de a dose usada ser bastante baixa, o elemento radioativo utilizado como contraste pode causar alguns efeitos colaterais.

Após a injeção, é possível que sua pele fique levemente dolorida e avermelhada, mas esse efeito é temporário.

Reações alérgicas à substância radioativa podem acontecer, mas elas são muito raras e quando ocorrem são bem leves.

Os riscos envolvidos em uma cintilografia renal são mínimos quando comparados com os benefícios que o exame pode trazer. As informações obtidas por meio da cintilografia são preciosas e podem ser exatamente o que você precisa para diagnosticar o seu problema de saúde e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível.

Fontes e Referências adicionais:

Você já fez alguma vez um exame de cintilografia renal? Qual foi a interpretação do médico? Comente abaixo!

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O que é ultrassonografia, para que serve, tipos e como é feita

A ultrassonografia, também conhecida por ecografia e ultrassom, é um exame de imagem diagnóstico que serve para visualizar em tempo real qualquer órgão ou tecido do corpo.
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Kaloba Funciona? O Que é, Para Que Serve, Posologia, Composição e Como Tomar

Kaloba

Veja se o Kaloba funciona, saiba o que é, para que serve e como tomar esse suplemento. Você também vai saber a composição exata do Kaloba e obter informações valiosas sobre sua posologia para usar o produto com segurança.

Muitos dizem que o kaloba aumenta a imunidade e que pode ajudar no alívio de sintomas de gripe, resfriados e até de condições respiratórias mais sérias como a bronquite e a sinusite.

Se você se interessa por ervas e suplementos que podem fortalecer o seu sistema imunológico, veja quais são os remédios e suplementos para melhorar a imunidade mais usados e encontre diversas dicas de como aumentar a imunidade rapidamente.

Kaloba – o que é

Kaloba é um medicamento fitoterápico usado no tratamento de infecções do trato respiratório.

Segundo a cultura local sul-africana, o Kaloba pode ajudar no combate contra infecções do trato respiratório superior, incluindo o resfriado comum, a bronquite e a sinusite.

Composição

O Kaloba é composto por um extrato de raízes de Pelargonium sidoides, uma erva muito utilizada tradicionalmente na África do Sul.

Conhecido também como gerânio preto, o P. sidoides é uma erva muito utilizada tradicionalmente na África do Sul para preparar remédios que tratam a tosse e o resfriado.

Para que serve

Ainda são poucos os estudos que avaliam a eficácia e as propriedades do Pelargonium sidoides e nenhum deles foi feito com seres humanos. No entanto, acredita-se que a erva pode combater alguns tipos de bactérias e vírus.

O Kaloba na forma de medicamento fitoterápico é usado com base no uso tradicional da erva e na eficácia clínica observada em quem faz uso do remédio.

Em geral, o fitoterápico é indicado para tratar sintomas de infecções agudas e crônicas que afetam o trato respiratório. Os cientistas acreditam que o Kaloba funciona matando as bactérias ou impedindo que elas fiquem aderidas às superfícies do organismo. Além disso, a erva parece aumentar a resposta do sistema imunológico em casos de infecção.

Benefícios do Kaloba

Dos benefícios mais conhecidos do Kaloba, destacam-se:

1. Trata resfriados e combate a sinusite

Conforme dados analisados em um estudo de revisão de 2013 publicado no periódico científico Cochrane Database of Systematic Reviews, o P. sidoides pode reduzir a duração de resfriados e sintomas de sinusite.

No caso da sinusite, o Kaloba pode ser útil no alívio de sintomas como dor de cabeça e excesso de muco nas cavidades sinusais.

Um outro estudo de revisão publicado em 2018 na revista Academic Pediatrics mostra que o Kaloba foi mais eficaz no tratamento de infecções respiratórias simples do que outros remédios fitoterápicos como a equinácea.

Aproveite para checar os benefícios da equinácea, que também é uma boa erva para aliviar gripes, resfriados e inflamações.

2. Alivia sintomas da bronquite aguda

O mesmo estudo de 2013 citado sobre o tratamento de resfriados também mostrou que o Kaloba pode aliviar os sintomas da bronquite que podem incluir vários tipos de tosse. No entanto, mais pesquisas são necessárias para comprovar que o Kaloba funciona neste sentido.

3. Trata dor de garganta e amígdalas

O Kaloba pode aliviar sintomas de rinofaringite ou inflamação de garganta, além de ajudar no tratamento de inflamação nas amígdalas e outros sintomas relacionados a essas condições como dor e febre.

4. Outros benefícios

Possíveis usos do Kaloba também incluem: tratamento de doenças sexualmente transmissíveis como a herpes e a gonorreia, tratamento da gastrite e alívio de desconfortos digestivos como a diarreia.

Como tomar

O Kaloba é um remédio de uso oral encontrado principalmente na forma de extrato em gotas, mas que também pode ser tomado como xarope ou cápsulas.

Se usado na forma líquida, o Kaloba deve ser misturado com água ou algum outro líquido para ser tomado antes das refeições. Nunca se deve pingar as gotas do Kaloba diretamente na boca. Sempre dilua as gotas de acordo com a dose recomendada em um líquido e só então tome o remédio.

A erva geralmente é usada a curto prazo por 5 a 7 dias, sendo que o tratamento total não deve exceder o tempo máximo de 3 semanas.

Posologia

Não há uma padronização da dose de Kaloba, já que isso pode variar de acordo com fatores como:

  • Idade;
  • Sexo;
  • Peso;
  • Saúde geral;
  • Uso de medicamentos.

Recomendação de dosagem geral

Em geral, é indicado usar as seguintes dosagens de Kaloba (solução oral) para o tratamento de infecções agudas do trato respiratório:

  • Adultos e crianças maiores de 12 anos de idade: 30 gotas até 3 vezes ao dia;
  • Crianças entre 6 e 12 anos de idade: 20 gotas até 3 vezes ao dia;
  • Crianças menores de 6 anos de idade: 10 gotas até 3 vezes ao dia.

Se optar por comprimidos, a dose indicada é geralmente a seguinte:

  • Adultos e crianças maiores de 12 anos de idade: 1 comprimido até 3 vezes ao dia.
  • Para crianças menores de 12 anos de idade, é recomendado usar o Kaloba na forma de solução oral.

Efeitos colaterais

É preciso ter muito cuidado, já que não há dados seguros sobre a eficácia e segurança desse suplemento.

Efeitos adversos podem ser observados e incluem:

  • Náusea;
  • Azia;
  • Dor de estômago;
  • Agravamento de sintomas respiratórios.

O uso de Kaloba também pode causar danos no fígado. Um estudo de 2016 publicado no International Journal of Molecular Sciences relata que a P. sidoides está entre as ervas que podem causar toxicidade hepática quando usadas em doses terapêuticas.

Assim, o Kaloba precisa ser usado com cautela principalmente por pessoas que têm algum problema hepático ou que usam medicamentos metabolizados pelo fígado.

Sinais de toxicidade hepática aos quais você deve ficar atento são:

  • Fadiga;
  • Dor de estômago;
  • Náusea;
  • Urina escura;
  • Fezes alteradas;
  • Pele ou olhos amarelados.

Fique por dentro sobre quais outros remédios, alimentos e substâncias que fazem mal para o fígado.

Interações medicamentosas

O Kaloba contém uma substância chamada de cumarina que tem um efeito anticoagulante que deixa o sangue mais fino e aumenta o risco de hemorragias.

Assim, o Kaloba pode potencializar o efeito de anticoagulantes prescritos como a varfarina, podendo causar sangramento excessivo se você for passar por alguma cirurgia ou procedimento odontológico.

Contraindicações

Se você sofre de alguma das doenças mencionadas abaixo, não é recomendado usar o Kaloba sem recomendação médica:

  • Artrite reumatoide;
  • Psoríase;
  • Lúpus;
  • Doença hepática ou renal;
  • Hepatite autoimune.

O uso de Kaloba por pessoas nessas condições pode ativar os anticorpos que causam sintomas autoimunes e pioram o quadro autoimune.

Como não existem pesquisas sobre a segurança do Kaloba, seu uso não é indicado para crianças menores de 1 ano de idade, mulheres grávidas ou que amamentam.

Se a sua intenção com o Kaloba é estimular o sistema imunológico, você pode fazer isso por meio de adaptações na dieta como o aumento no consumo de alimentos que aumentam a imunidade ou com sucos que fortalecem o sistema imunológico.

Kaloba funciona?

Por ser considerado um suplemento de ervas, o Kaloba não passa por testes e pesquisas tão rigorosas como a maioria dos medicamentos. Alguns fabricantes realizam testes mais complexos antes de lançar seus produtos no mercado, mas isso não é obrigatório.

Desta forma, não é possível ter certeza de que a concentração de P. sidoides na fórmula do Kaloba é suficiente para o tratamento.

Muitas pessoas relatam que tomar Kaloba funciona para aliviar os sintomas de infecções, mas outras podem não notar nenhum resultado. Se você tomar o Kaloba e não notar melhoras dentro de 3 ou 4 dias, procure um médico para te prescrever um outro tratamento que seja eficaz.

É importante comprar o Kaloba de fabricantes sérios e bem reconhecidos no mercado de suplementos e fitoterápicos, pois geralmente esses produtores são mais cuidadosos e adotam medidas de segurança mais rígidas durante o processo de fabricação. 

Fontes e Referências adicionais:

Você já tinha ouvido falar que Kaloba funciona para alguma indicação de saúde? Chegou a experimentar o suplemento? Comente abaixo!

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Alergia a Medicamentos – Sintomas e Como Tratar

Medicamentos

Saiba reconhecer os principais sintomas de uma alergia a medicamentos, descubra se essa alergia tem cura e aprenda como tratar e como evitar crises alérgicas no futuro.

Provavelmente você já conhece vários remédios para alergia. Geralmente são anti-histamínicos, descongestionantes nasais ou esteroides que ajudam a aliviar os sintomas de vários tipos de alergia.

Mas será que você sabe o que fazer se um medicamento for a causa da sua alergia e não a solução? Você sabe identificar os sintomas de uma alergia a medicamentos? Ou ainda, será que você consegue agir corretamente em um momento tão delicado como esse?

Às vezes, uma alergia a um princípio ativo que faz parte da fórmula do remédio ou até mesmo uma alergia a corantes que podem estar presentes no medicamento pode desencadear os sintomas alérgicos.

Veja a seguir os sinais que seu corpo dá durante uma reação alérgica a um remédio e saiba exatamente o que você deve fazer para ficar bem.

Alergia a medicamentos

A alergia a medicamentos ocorre quando o sistema imunológico reage a um remédio como se ele fosse uma substância nociva para a saúde.

Segundo a American Academy of Allergy, Asthma & Immunology (AAAAI), apenas entre 5 e 10% das reações negativas ao uso de medicamentos são de fato uma alergia. Em grande parte dos casos, os sintomas são efeitos colaterais do medicamento.

Isso significa que é importante saber diferenciar os sintomas de uma alergia, que podem representar um sério risco à saúde, de efeito adversos relacionados ao uso do remédio em questão.

Como acontece uma alergia a medicamentos?

O sistema imune é programado para proteger o corpo contra doenças. No caso de uma alergia a um medicamento, o sistema imunológico confunde o remédio como uma ameaça para a saúde e começa a produzir anticorpos para atacar a substância.

A resposta imune desencadeada acaba causando sintomas desagradáveis e aumentando os marcadores de inflamação no organismo.

Em algumas pessoas, essa resposta imune pode acontecer na primeira vez que o medicamento é tomado, mas em outros casos pode ser que a alergia só aconteça depois de você já ter tomado o remédio várias vezes sem nunca ter sofrido nenhum efeito ruim.

Isso acontece porque na primeira vez que você usa um medicamento que o seu sistema imunológico reconhece como um invasor o corpo ainda pode estar produzindo anticorpos contra ele e, assim, os sintomas de alergia não são observados.

No entanto, na próxima vez que você tomar o mesmo remédio, é bem provável que os anticorpos já estejam prontos para se defender e causem os sintomas desagradáveis e, muitas vezes, perigosos de uma alergia.

Outro tipo grave e comum de alergia é a alergia a certos alimentos. Fique atento aos principais sintomas de alergias alimentares e saiba o que fazer.

Como diferenciar um efeito colateral de uma alergia a medicamentos?

A alergia a um medicamento afeta apenas algumas pessoas e não é algo tão comum. Já os efeitos colaterais podem afetar qualquer pessoa usando qualquer tipo de medicamento.

Além disso, uma alergia sempre envolve uma resposta negativa do sistema imunológico e um efeito colateral normalmente não afeta o sistema imune.

Outra coisa a ser notada é que um efeito colateral é qualquer ação que o medicamento causa no corpo que não está relacionada à sua principal função e que pode ser negativa ou positiva.

A aspirina, por exemplo, pode causar um efeito colateral negativo que é a dor de estômago, mas também pode causar um efeito adverso positivo que é a redução do risco de ataque cardíaco e derrame. Ou seja, um efeito colateral pode ser positivo ou negativo, enquanto que um sintoma de alergia a um medicamento é sempre prejudicial à saúde.

Sintomas de alergia a medicamentos

Nem sempre uma alergia a um medicamento é algo preocupante. Se a reação for muito leve, pode ser que você nem perceba ou então note apenas uma erupção cutânea leve na pele.

Já em uma reação um pouco mais grave, podem ocorrer sintomas mais perceptíveis como:

  • Erupções cutâneas ou urticária;
  • Febre;
  • Vômito;
  • Olhos lacrimejantes;
  • Nariz escorrendo;
  • Coceira;
  • Inchaço;
  • Tontura;
  • Chiado no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Anafilaxia.

– Anafilaxia

A anafilaxia é uma reação alérgica rara, mas muito grave que faz com que vários sistemas do organismo entrem em colapso. Os sintomas de anafilaxia são:

  • Muita dificuldade para respirar;
  • Diarreia;
  • Vômito intenso;
  • Redução na pressão arterial sanguínea;
  • Sensação de apreensão;
  • Náuseas;
  • Pulso fraco ou rápido demais;
  • Desmaio.

Como a anafilaxia é uma reação repentina que representa um risco de vida, é indispensável procurar ajuda médica imediata.

– Reações raras

Normalmente, os sintomas de alergia a um medicamento surgem algumas horas depois do uso do remédio. Mas há casos menos comuns em que a reação alérgica é notada dias ou até semanas depois da exposição ao medicamento. Isso geralmente ocorre em pessoas com uma das seguintes condições de saúde:

  • Doença sérica: condição que causa febre, erupção cutânea, inchaço, náusea e dor nas articulações;
  • Inflamação nos rins: a nefrite pode causar febre, inchaço, confusão mental e presença de sangue na urina;
  • Anemia induzida por medicamentos: trata-se de uma redução na quantidade de glóbulos vermelhos no sangue que pode causar fadiga, falta de ar e batimentos cardíacos irregulares;
  • Erupção medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos: condição que causa erupções cutâneas, alta contagem de glóbulos brancos no sangue, inchaço, linfonodos inchados e recorrência de infecção por hepatite.

Medicamentos que mais causam reações alérgicas

Existem alguns tipos de medicamentos que causam mais reações alérgicas do que outros. Exemplos incluem:

  • Antibióticos como a penicilina;
  • Anti-inflamatórios não esteroides como o ibuprofeno;
  • Analgésicos como a aspirina;
  • Quimioterápicos como o paclitaxel, o docetaxel e a procarbazina;
  • Anticonvulsivos como a lamotrigina e a carbamazepina;
  • Remédios usados no tratamento de doenças autoimunes como a artrite reumatoide;
  • Medicamentos usados na terapia de anticorpos monoclonais;

Reações medicamentosas não alérgicas

Alguns medicamentos podem causar algumas reações que parecem uma reação alérgica, mas que na verdade não são. Exemplos incluem:

  • Opiáceos para o tratamento da dor como a morfina;
  • Aspirina;
  • Anestésicos locais;
  • Corantes usados em alguns exames de imagem;
  • Alguns remédios quimioterápicos.

Tais remédios podem causar sintomas de anafilaxia, especialmente na primeira vez que são usados, mas não se trata de uma alergia verdadeira pois as reações observadas não envolvem o sistema imunológico.

Nesses casos, a condição é chamada de reação de hipersensibilidade não alérgica ou reação medicamentosa pseudoalérgica. Ainda assim, é importante procurar atendimento médico para tratar os sintomas.

Fatores de risco

Qualquer um pode sofrer com alergia a medicamentos, mas alguns fatores como os indicados abaixo podem aumentar esse risco:

  • Históricos de outros tipos de alergia;
  • Histórico pessoal ou familiar de alergia a um medicamento.
  • Exposição alta a um medicamento como uso repetitivo, uso prolongado ou uso em altas doses;
  • Doenças associadas a reações alérgicas como as infecções pelo vírus HIV ou pelo vírus Epstein-Barr.

Como tratar

O tratamento da alergia a um medicamento depende da gravidade da reação alérgica. A primeira coisa a ser feita é interromper o uso do medicamento que te causou alergia e procurar um substituto similar que não cause o mesmo problema.

O médico também pode receitar um remédio para aliviar os seus sintomas. Medicamentos que podem ser usados para bloquear a resposta imune do organismo e reduzir os sintomas da alergia são:

– Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos agem bloqueando a produção de histamina, substância liberada pelo organismo durante uma reação alérgica que desencadeia os sintomas da alergia. Ao bloquear a liberação da histamina, os anti-histamínicos diminuem os sintomas da reação alérgica.

Dependendo do tipo de reação alérgica que você apresentar, o médico pode receitar um anti-histamínico na forma de comprimidos, cremes de uso tópico, colírios ou sprays nasais.

– Corticosteroides

Quando a reação alérgica causa inchaço nas vias aéreas ou outros sintomas graves, os corticosteroides podem ser usados para diminuir a inflamação rapidamente. Eles podem ser encontrados na forma de comprimidos, colírios, cremes e sprays nasais.

Em casos de emergência, os corticosteroides podem ser administrados na forma injetável.

– Broncodilatadores

Os broncodilatadores são remédios úteis quando a alergia a um medicamento causa tosse ou chiado no peito. Um broncodilatador atua abrindo as vias aéreas, o que facilita a respiração e reduz os sintomas que afetam as vias aéreas. E por isso eles também são muito usados em casos de alergia respiratória.

– Chás

Para quem prefere formas mais naturais para aliviar os sintomas, existem vários chás para alergia que podem reduzir o desconforto em casos de alergia leve.

Alergia a medicamentos tem cura?

Não é possível afirmar se a alergia a medicamentos tem cura. Isso porque o sistema imune do nosso corpo pode mudar ao longo do tempo e pode ser que a alergia fique mais fraca, fique pior ou desapareça.

Mesmo que exista a possibilidade de a sua alergia desaparecer, uma vez que uma reação a um medicamento é detectada, o médico provavelmente vai recomendar que você evite o uso dele no futuro – especialmente se a reação que você apresentou foi grave.

Previna-se:

– Informe aos profissionais de saúde sobre sua alergia

Se você já identificou uma reação alérgica a um medicamento, informe seus familiares e médicos sobre essa alergia. É importante avisar inclusive o seu dentista e qualquer outro profissional de saúde que você tem alergia a um determinado princípio ativo para evitar novas crises e complicações.

– Use uma pulseira de alerta para casos de emergência

Caso você já tenha tido uma reação anafilática a um medicamento, é importantíssimo que você não tenha mais contato com o remédio. Nesses casos, vale a pena usar uma pulseira que mostre que você tem a alergia ou tenha um cartão na sua carteira com essa informação. Hoje em dia, algumas pessoas até tatuam na pele o tipo sanguíneo e o tipo de alergia que elas têm como medida preventiva.

Lembre-se de que qualquer remédio – seja ele um medicamento de venda livre, um suplemento ou uma erva – pode causar uma alergia. Por esse e outros motivos é tão importante evitar a automedicação e sempre consultar um profissional para te orientar.

Fontes e Referências adicionais:

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8 benefícios da atividade física para os idosos

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6 exercícios para definir o abdômen em casa

Para definir o abdômen é importante fazer exercícios aeróbicos, como a corrida, e que fortalecem a região abdominal, além de ter uma alimentação rica em fibras e proteínas, beber pelo menos…
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Treino 30 minutos de GAP: para glúteo, abdominal e pernas

O treino GAP é uma excelente forma de fortalecer e tonificar os músculos do glúteo, abdominal e pernas, permitindo obter uma silhueta mais fina e elegante.
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Coronavírus: é seguro ir à academia?

Com a crise do coronavírus se espalhando rapidamente, fica a dúvida: é seguro ir à academia? Na última segunda-feira (16/03), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, deu uma coletiva de imprensa para informar que vai decretar estado de emergência no território carioca. Dentre as recomendações que fez, ele citou o fechamento de academias como medida de prevenção à propagação do coronavírus. Caso parecido aconteceu no Distrito Federal. Lá, os estabelecimentos dedicados às atividades físicas estão proibidos de funcionar desde domingo (15/03) por pelo menos 15 dias. E parece que outros estados, como São Paulo, caminham no mesmo sentido.

Realmente, a preocupação da população com o COVID-19 aumentou desde sexta-feira passada (13/03), quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou pandemia da doença. E apesar dos sintomas serem semelhantes a uma gripe, as pessoas que fazem parte dos grupos de risco (idosos, diabéticos, portadores de problemas no coração e respiratórios) — e aquelas que convivem com elas — devem tomar um cuidado redobrado. 

Mas então como dar aquela turbinada no sistema imunológico para se proteger melhor mesmo em casa? Um dos passos é continuar a rotina de treinos. O médico Bruno Menezes, atuante na endocrinologia e medicina do esporte, explica que além da alimentação saudável, os exercícios podem reduzir o estresse, um grande vilão da nossa imunidade. Veja quais outras dicas ele dá:

1 – Durma bem 

As horinhas a mais de sono que o home office vai te proporcionar ajudam muito! É durante ele que o corpo descansa e aproveita para se regenerar e regular as suas funções. “Para manter o sistema imunológico sempre em alerta, é preciso recuperar as energias que ele gasta ao longo do dia”, ressalta o personal trainer Lincoln Cavalcante, queridinho das celebridades. 

Segundo Bruno Menezes, dormir mal ou poucas horas por noite faz com que o cortisol fique desregulado. E esse hormônio é conhecido por ser liberado em momentos de nervosismo ou estresse. 

2 – Keep calm

Outra alternativa para aproveitar o tempo em casa: praticando meditação, yoga, ou alguma atividade relaxante! Existem diversas maneiras de nos mantermos calmos, e a maioria delas está ligada ao estilo de vida. Quanto mais hábitos saudáveis, menos chances de desenvolver o estresse

3 – Aposte em uma alimentação balanceada

Procure um nutricionista para elaborar um plano alimentar e investir em alimentos que protegem as vias aéreas. “Os principais micronutrientes envolvidos na melhora dos mecanismos de defesa do nosso organismo são as vitaminas A, E, C e D. E os minerais ferro, zinco, selênio e magnésio”, explica o médico.

4 – Abandone maus hábitos

Tão importante quanto adquirir bons hábitos é abandonar os ruins. Afinal, o tabagismo e o alcoolismo são vícios que prejudicam o organismo e nos deixam mais propensos a inflamações e infecções. 

O cigarro, por exemplo, reduz a eficiência dos macrófagos — células do sistema imunológico. Ou seja, ele também limita a defesa do organismo, além de gerar diversas doenças, como o câncer. 

5 – Tome sol!

O sol pode ser um grande aliado do sistema imunológico. Isso porque, além de ajudar o corpo a sintetizar a vitamina D, ele energiza as células T do organismo — aquelas responsáveis por eliminar os patógenos.

“Por isso, é importante receber um pouco de luz do sol todos os dias, nem que seja por 15 minutos”, explica Bruno. 

6 – Malhe! 

Com tantas modalidades disponíveis, temos certeza de que você encontrará uma ou várias para praticar. “Porém, lembre-se: para ter o efeito de turbinar o seu sistema, a intensidade deve ser moderada”, ressalta Lincoln. 

O personal ainda explica que não é aconselhável começar uma rotina muito puxada de treinos se você é sedentário. Até porque o efeito pode ser o contrário do desejado: as mudanças fisiológicas proporcionadas por uma nova atividade física demandam muita energia, o que acaba fazendo com que a nossa imunidade caia. O segredo, então, é apostar em sessões mais leves, como uma caminhada na esteira

Já para quem treina há algum tempo, vale manter a rotina. “O corpo consegue transportar mais sangue rico em oxigênio e nutrientes para todas as regiões. Automaticamente, conseguimos suprir o organismo de forma mais eficiente, evitando doenças”, complementa o personal. 

E quais as dicas para quem quer treinar? 

Nesse momento, o ideal é praticar esportes ao ar livre. Como corrida, bike, funcional e até a natação. Procure lugares com poucas pessoas, e peça para o seu personal higienizar os acessórios que serão usados. Agora se você quiser usar a academia do prédio, leve álcool gel para as mãos e um álcool 70% para limpar aparelhos e superfícies. 

“Caso você faça alguma aula em ambientes fechados, preze pelas sessões individuais. Estou tomando essa medida de prevenção com meus alunos”, afirma Lincoln. Ele ainda sugeriu dois treinos potentes para o corpo (e a imunidade!). Confira: 

Treino de força

Repita esta série 3 vezes:

  • Afundo lateral (15 repetições cada perna); 
  • Afundo (15 repetições cada perna); 
  • Agachamento com salto; 
  • Flexão de braços com o joelho no chão (10 repetições);
  • Ponte (30 segundos); 
  • Ponte lateral (20 segundos cada lado);
  • Agachamento sumô (20 repetições);
  • Agachamento com caminhada (20 repetições).

Treino metabólico:

Repita esta série 3 vezes:

  • Polichinelo (50 repetições);
  • Mountain climb (10 repetições);
  • Elevação dos joelhos (20 repetições);
  • Corrida parada (1 minuto);
  • Corrida de lado 4 passos + salto (1 minuto);
  • Burpee (10 repetições); 
  • Abdominal alternando pernas (20 repetições);
  • Pular corda (1 minuto);
  • Agachamento seguido de salto (20 segundos). 

Coronavírus: é seguro ir à academia?originado em https://boaforma.abril.com.br
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