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Autor: Paul Risner
Anticoagulantes: o que são, para que servem e principais tipos
Os anticoagulantes são medicamentos que impedem a formação de coágulos no sangue, porque bloqueiam a ação de substâncias que fazem a coagulação.
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7 Dúvidas comuns sobre a Catapora
A catapora, também chamada de varicela, é uma doença altamente contagiosa causada pelo vírus Varicela zóster que manifesta-se através do aparecimento de bolhas ou pintinhas…
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Dor na Língua – Causas e O Que Fazer

Se você já sentiu uma estranha dor na língua e está preocupado com isso, saiba aqui as possíveis causas de dor na língua e o que fazer em cada caso para tratar o problema.
Qualquer problema que afeta a língua como as aftas na região da boca é ruim, pois além de influenciar no paladar, dores na língua podem prejudicar a fala e até o apetite.
A dor na língua costuma ser passageira e sem importância, mas se além da dor na língua, você também está sentindo algum desconforto na garganta ou algum tipo de tosse, é importante procurar orientação médica e estar por dentro dos melhores remédios para a tosse e a dor de garganta e saber também quais são os remédios usados para a amigdalite.
Outro sintoma que pode eventualmente acompanhar a dor é o formigamento na língua. Quando esses sinais são temporários, não há nada de errado, mas se o desconforto continuar, é necessário diagnosticar e tratar a dor na língua.
Dor na Língua
A língua é um músculo encontrado na boca que é essencial para mastigar, engolir e falar. Sentir dor na língua pode dificultar essas funções, mas geralmente não é causa de preocupação. Na maioria dos casos, a dor na língua desaparece sozinha. E quando o tratamento é necessário, ele costuma ser bem simples e eficiente.
Entenda o que pode ser a sua dor na língua para saber como aliviar esse desconforto.
Causas de dor na língua
– Trauma ou lesão
Morder a língua sem querer, comer ou beber algo muito quente ou ranger os dentes. Todos esses exemplos podem lesionar a língua e causar dores.
O que fazer
Em casos de traumas involuntários, a única coisa que pode ser feito é esperar o machucado cicatrizar. Já o hábito de ranger dentes pode ser corrigido com o auxílio de um dentista para evitar danos à língua e aos dentes.
– Herpes
A herpes é uma infecção viral causado pelo vírus herpes simples. A condição é contagiosa e pode ser transmitida para outras pessoas com facilidade por meio do contato pele a pele ou através do compartilhamento de objetos de uso pessoal.
Tratam-se de pequenas bolhas com pus que surgem na boca e que formam uma crosta durante o processo de cura.
Embora a herpes geralmente apareça nos lábios, a infecção também pode afetar a língua, causando sintomas como dor, queimação e formigamento. Entenda melhor o que é esse vírus e se herpes simples tem cura.
O que fazer
Remédios antivirais podem ser prescritos para reduzir a duração dos sintomas e a gravidade das feridas, mas geralmente o problema desaparece sozinho dentro de alguns dias.
– Afta
A afta é uma lesão pequena que pode surgir em vários locais da boca, inclusive na língua. Quando as aftas ficam maiores e mais graves, o problema passa a ser chamado de úlcera. Geralmente, elas têm uma aparência esbranquiçada, mas também podem ser avermelhadas, amareladas ou acinzentadas.
Uma afta pode surgir por vários motivos. Alguns deles incluem:
- Comer algo duro ou cortante;
- Parar de fumar;
- Morder a língua;
- Sentir estresse ou ansiedade;
- Passar por alterações hormonais;
- Ingerir determinados alimentos.
O que fazer
As aftas demoram uma ou duas semanas para melhorar sem tratamento. É possível tomar analgésicos sem receita para aliviar a dor e evitar consumir alimentos apimentados ou ácidos que podem irritar ainda mais o local.
Veja os remédios para aftas mais usados e como eles atuam.
– Inflamação
Inflamações na língua podem causar dor e inchaço. Os médicos chamam esse tipo de inchaço na língua de papilas aumentadas ou de papilite lingual transitória quando o inchaço é menor.
O que fazer
Em geral, a inflamação se resolve sozinha e não é necessário usar nenhum tipo de anti-inflamatório, a menos que você sinta bastante dor.
– Sapinho
Conhecida popularmente como sapinho, a candidíase oral é uma infecção causada por fungos do gênero Candida. O sapinho afeta principalmente quem tem um sistema imunológico mais fraco como os bebês e os idosos e é facilmente identificado através de manchas brancas na língua.
O que fazer
O mais importante é evitar o contato direto com outras pessoas para evitar que a infecção se espalhe. Em alguns casos, pode ser preciso usar remédios antifúngicos, mas normalmente a infecção melhora sozinha em alguns dias.
– Síndrome da boca ardente
Além da dor, a síndrome da boca ou da língua ardente causa a sensação de ardência ou queimação na língua ou em outras regiões da boca. Outros sinais dessa síndrome incluem boca seca, sede intensa e alterações no paladar.
O que fazer
O tratamento vai depender da causa que podem ser várias. A origem do problema pode ser psicológica ou causada por infecções ou episódios de refluxo. Assim, o tratamento pode variar da terapia ao uso de medicamentos como antibióticos ou antiácidos, por exemplo.
– Glossite
A glossite é um tipo de inflamação que afeta a língua de várias formas diferentes dependendo do tipo da glossite. Independentemente do tipo de inflamação, a língua fica bem dolorida.
O que fazer
O tratamento vai depender do tipo de glossite e também da intensidade da dor e pode incluir o uso de anti-inflamatórios, corticosteroides, antifúngicos ou antibióticos.
– Sensibilidade alimentar ou alergia
Alguns alimentos podem ser os responsáveis pela dor na sua língua. Sensibilidades ou alergias alimentares como a síndrome de alergia oral, por exemplo, é uma condição em que alimentos como frutas cruas, vegetais ou nozes sensibilizam a língua causando dor, coceira, irritação na garganta e inchaço na língua e nos lábios.
Entenda ainda quais são as diferenças entre a alergia e a intolerância alimentar.
O que fazer
Uma vez que o alimento que causa a sensibilidade ou a alergia for detectado, o ideal é eliminá-lo da dieta para evitar mais problemas. Mas se você sofrer uma reação alérgica grave, é preciso procurar atendimento médico imediato e ter sempre com você um auto injetor de adrenalina caso ainda não tenha detectado o alimento responsável por todo esse transtorno.
– Fumo
Fumar ou parar de fumar pode causar dor na língua. Além disso, fumar faz com o risco de desenvolver câncer na boca ou na garganta aumente.
Além de prejudicar a língua, o hábito de fumar pode causar outros males como:
- Cárie e perda dentária;
- Mau hálito;
- Manchas nos dentes;
- Aspereza na língua devido ao crescimento de bactérias e leveduras;
- Manchas marrons nas gengivas;
- Palato ou céu da boca espessado pálido ou branco.
Um relatório divulgado em 2010 pela Centers for Disease Control and Prevention (CDC) garante que, ao deixar de fumar hoje, uma pessoa pode diminuir pela metade o risco de desenvolver câncer de boca nos próximos cinco anos.
– Deficiência nutricional
Uma deficiência nutricional pode ser a causa da sua língua dolorida. É o caso da deficiência de vitamina B12, ferro, zinco ou folato. No caso da falta de vitamina B12, a língua pode adquirir uma cor avermelhada mais forte. Já a falta de zinco pode resultar na sensação de queimação na língua. Sintomas adicionais podem incluir:
- Tontura;
- Fadiga;
- Fraqueza muscular;
- Perda de peso inexplicável;
- Dormência ou formigamento nas mãos e nos pés;
- Irregularidade nos batimentos cardíacos.
O que fazer
Nesse caso, o tratamento envolve a manutenção de uma dieta bem equilibrada e o uso de suplementos vitamínicos para corrigir a deficiência nutricional.
– Neuralgia
A neuralgia é uma condição resultante da irritação ou de danos nos nervos. Um dos possíveis sintomas é uma dor recorrente na língua. Geralmente, a dor é desencadeada por algum evento como a deglutição, por exemplo, e pode vir acompanhada de uma sensação de choque elétrico.
O que fazer
O tratamento da neuralgia é feito com medicamentos, ou então, com cirurgia para corrigir os danos nos nervos.
– Doença de Behçet
Essa doença causa inflamação nos vasos sanguíneos do corpo e é uma das causas mais improváveis de dor na língua. Ainda assim, a doença de Behçet pode causar feridas na boca que perduram por até três semanas, gerando irritação e dor.
O que fazer
É preciso fazer um diagnóstico bem detalhado para verificar se você tem a doença ou não. Outros sintomas comuns dessa condição que devem ser considerados são feridas na pele, dor nas articulações, inflamação nos olhos, problemas digestivos e úlceras genitais.
– Líquen plano
Trata-se de um problema crônico da pele que pode causar erupções cutâneas, coceira na pele e manchas brancas ou dor na língua. Também é possível sentir uma queimação na boca ao se alimentar.
O que fazer
Por se tratar de um problema crônico, é indicado procurar um dermatologista para que ele prescreva o melhor plano de tratamento para reduzir esses sintomas.
– Uso de medicamentos
Alguns remédios anti-inflamatórios como o naproxeno e os betabloqueadores podem causar feridas na língua que resultam em dor. Certos enxaguantes bucais podem gerar o mesmo efeito.
O que fazer
Se a dor na língua é causada por algum remédio, é recomendado conversar com seu médico para que a dose seja ajustada ou então para trocar a medicação por outra que não cause esse efeito colateral.
– Pênfigo vulgar
O pênfigo vulgar é um distúrbio pouco conhecido e muito raro que pode causar feridas dolorosas na boca ou na região genital. Tais feridas são bolhas na boca que podem se romper e causar uma infecção. Além da dor na língua e em outras partes da boca, se alimentar pode se tornar mais difícil.
O que fazer
Para tratar o pênfigo vulgar é necessário consultar um médico especialista que será capaz de indicar os medicamentos certos.
– Síndrome de Sjögren
Esse distúrbio autoimune rara causa inflamações nas glândulas salivares e lacrimais, deixando a boca e os olhos secos. Alterações na pele, dor nas articulações e outros sintomas podem ser observados.
Por causa da boca seca, a língua também fica seca a mais propensa a desenvolver úlceras e fissuras que causam dor e desconforto.
O que fazer
O tratamento é baseado no controle dos sintomas e pode incluir o uso de medicamentos, colírios ou cirurgia ocular, além de caprichar na hidratação do corpo.
– Tumor
Muito raramente, a dor na língua pode ser um sinal de câncer na boca. Mas, nesse caso, é preciso descartar todas as outras possibilidades antes de considerar um câncer bucal devido à raridade da doença.
Geralmente, um nódulo se desenvolve primeiro e apenas semanas depois pode ocorrer a dor. Além de prestar atenção em nódulos, é importante observar se existem outros sintomas como feridas que sangram ou que não cicatrizam, dor para mastigar ou engolir, dentes moles e espessamento da pele que reveste a boca.
O que fazer
Caso sua dor na língua seja persistente e exista uma ferida ou caroço que nunca melhore na região, você pode procurar um médico para fazer um check-up. Se um câncer for realmente confirmado, o tratamento pode envolver quimioterapia, radioterapia ou cirurgia.
Como tratar a dor na língua
Além das dicas que já demos para cada situação, há algumas medidas gerais que você pode adotar para cuidar da saúde bucal. Hábitos saudáveis de saúde bucal, por exemplo, podem aliviar a dor e prevenir problemas. Também há muitas opções de medicamentos e remédios caseiros para melhorar a dor. Confira quais são as melhores formas de tratar a sua dor.
Bons hábitos de saúde bucal
Manter a boca saudável ajuda a tratar problemas na língua e a evitar complicações. Os hábitos são simples e devem ser adotados diariamente. São eles:
- Escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia usando creme dental com flúor;
- Usar o fio dental pelo menos uma vez ao dia;
- Consultar um dentista de 6 em 6 meses ou de acordo com a frequência recomendada.
Você até pode escovar a língua para evitar o mau hálito, mas é recomendado fazer essa escovação suavemente para que a língua não fique irritada.
Os enxaguantes bucais à base de álcool devem ser evitados se a sua língua for sensível ou se você tiver algum problema com a boca seca, por exemplo.
Outra dica que pode ser útil durante a dor é procurar usar um creme dental que não contenha laurel sulfato de sódio em sua composição, pois há relatos de que isso alivia a dor na língua.
Medicamentos
Depois de descobrir a causa da dor na língua, um médico pode prescrever remédios para tratar o problema. Já citamos alguns deles, mas abaixo você encontra uma lista completa das suas opções dependendo da causa da dor.
– Antibióticos
Em caso de infecção bacteriana, o antibiótico é o melhor tratamento. Mas é importante tomar direitinho e durante todo o tempo de prescrição, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Isso é feito para evitar que as bactérias se tornem resistentes e a infecção volte ainda mais forte depois.
– Antifúngicos
Se a candidíase oral for um problema, você pode usar remédios antifúngicos. Exemplos incluem o fulcanazol e o clotrimazol.
– Esteroides
Os anti-inflamatórios esteroides têm ação anti-inflamatória potente que reduz a inflamação na língua quase que instantaneamente.
– Benzocaína
Trata-se de um remédio com propriedades anestésicas que ajuda a mascarar a dor e o desconforto na língua. A benzocaína pode ser encontrada em forma de pomadas ou de sprays, sendo que este ultimo é a melhor opção para aplicação na língua.
– Enxaguante bucal com água oxigenada ou antimicrobiano
Há enxaguantes bucais mais fortes compostos por substâncias bactericidas ou água oxigenada, que um dentista pode te prescrever para prevenir ou tratar infecções na boca.
– Vitaminas
Se a sua deficiência nutricional está causando a dor na língua, é importante repor as vitaminas e minerais que estão faltando. Um suplemento multivitamínico ou um complexo de vitamina B pode ajudar, mas o mais indicado é realizar alguns exames par saber exatamente o que você precisa repor.
Caso procure algumas dicas sobre suplementos vitamínicos, veja como escolher o melhor multivitamínico para você.
Remédios caseiros
Problemas menos graves que não envolvem infecção podem ser tratados com remédios caseiros. Alguns deles incluem:
– Babosa
A babosa, ou Aloe vera, tem propriedades calmantes que ajudam a aliviar a dor. Enxaguar a boca com uma solução contendo babosa pode amenizar o desconforto.
– Bicarbonato de sódio
Mais uma opção de enxague é uma mistura de ½ xícara de água morna com 1 ½ colher de chá de bicarbonato de sódio. Também é possível fazer uma pasta com bicarbonato e um pouco de água para aplicá-la diretamente no local da dor.
– Leite de magnésia
O leite de magnésia tem propriedades antiácidas que ajudar a aliviar a dor e a promover a cicatrização em casos de lesões na boca. O efeito é ainda melhor se a causa da ferida na língua for resultado de problemas digestivos como o refluxo ácido.
– Água salgada
Fazer gargarejo com água salgada diminui a inflamação, reduz o risco de infecção e controla a dor. Basta misturar uma colher de chá de sal com um copo de água morna, gargarejar e cuspir.
– Mel
O mel é um bactericida natural que pode ser eficaz no tratamento de feridas. Ele pode ser aplicado diretamente sobre a língua ou então adicionado em um chá de sua preferência.
– Óleo de coco
O óleo de coco apresenta propriedades bactericidas, antivirais e antifúngicas que podem melhorar vários tipos de lesão na língua. Aplique um pouco do óleo na área dolorida e espalhe. Deixe agir por alguns minutos e em seguida enxague bem a boca.
– Peróxido de hidrogênio
Esse antisséptico pode ser usado para tratar infecções e feridas na boca. O ideal é usar um peróxido de hidrogênio pouco concentrado e diluí-lo em água em partes iguais. A aplicação é mais fácil com o auxilio de um cotonete umedecido com a solução de peróxido.
– Camomila
O efeito anti-inflamatório da camomila parece ajudar a aliviar a dor na língua e pode ser uma boa opção de chá com mel. Outro modo de aproveitar as suas propriedades é preparando um chá com um sachê e usando o saquinho molhado ainda morno como uma compressa para a língua.
– Gelo
Todo mundo tem gelo em casa e é possível usá-lo para reduzir a dor na língua graças ao seu efeito anestésico.
Considerações
Agora que você tem um panorama completo sobre o que é a dor na língua, quais são as possíveis causas da dor e quais são as formas de tratar o problema, lembre-se de estar sempre atento à sua alimentação, pois muitas vezes a dor surge por causa do consumo excessivo de alimentos ácidos.
Enquanto estiver sentindo dor, tente evitar alimentos que irritam a língua como os alimentos picantes ou ácidos, por exemplo.
Sintomas adicionais aos quais você deve ficar a tento são:
- Febre;
- Erupção cutânea;
- Fadiga;
- Manchas brancas na boca;
- Incapacidade de comer ou beber;
- Sangramento na gengiva;
- Diarreia;
- Bolhas ou feridas na boca e em outras partes do corpo.
Mesmo sendo inofensiva na maioria das vezes, qualquer alteração na língua que demora para sarar ou que prejudica funções simples como comer ou falar não deve ser ignorada. Se isso prejudicar o seu dia a dia, ou durar mais de duas semanas, consulte um dentista ou um médico para que uma avaliação da sua saúde bucal seja feita.
Referências adicionais:
- https://medlineplus.gov/ency/article/003047.htm
- https://health.clevelandclinic.org/what-your-tongue-can-tell-you-about-your-health/
- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/burning-mouth-syndrome/symptoms-causes/syc-20350911
- https://www.nidcr.nih.gov/health-info/burning-mouth
- https://www.cdc.gov/fungal/diseases/candidiasis/thrush/index.html
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4086539/
- https://www.aaom.com/geographic-tongue
- https://www.aad.org/diseases/a-z/herpes-simplex-treatment#symptoms
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4086539/
- https://www.nhs.uk/conditions/sore-or-white-tongue/
- https://www.nhsdirect.wales.nhs.uk/encyclopaedia/t/article/tonguepain
- https://www.webmd.com/oral-health/guide/tongue-problem-basics-sore-or-discolored-tongue-and-tongue-bumps#1
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Urina com Cheiro Forte – O Que Pode Ser e O Que Fazer

Se você já foi ao banheiro e sentiu sua urina com cheiro forte, saiba que isso pode acontecer e nem sempre é motivo para alarde. Vamos esclarecer o que pode ser esse cheiro e o que fazer quando sua urina estiver cheirando mal.
Monitorar a aparência e o cheiro dos nossos dejetos é importante para ter uma ideia de como está a sua saúde. As fezes, por exemplo, podem ser de vários tipos e formatos e a observação delas pode ser crucial para saber como anda o seu sistema digestivo. Aproveite para conferir o que as fezes podem dizer sobre a sua saúde.
A urina não tem um cheiro agradável, mas ao notar qualquer alteração na cor ou no odor é recomendado procurar um médico para verificar se há algum problema e, se necessário, realizar exames de urina. A infecção urinária, por exemplo, pode deixar a urina com um cheiro desagradável. Conheça quais são os sintomas da infecção urinária para iniciar o tratamento o quanto antes e evitar complicações.
Se a sua urina está comum cheiro diferente e isso te preocupa, veja aqui quais são as possíveis causas por trás do odor e como tratar se houver necessidade.
Urina com cheiro forte
A urina de cada um tem um odor característico, mas ocasionalmente esse cheiro pode ser mais forte do que o habitual.
A boa notícia é que nem sempre sentir um cheiro forte na urina é preocupante, mas em alguns casos o odor pode ser um sinal de problemas de saúde.
Na maior parte das vezes, o cheiro forte da urina pode ocorrer depois de ingerir alimentos específicos ou de usar algum medicamento. Se o odor persistir por muito tempo, a causa pode ser outra e o sintoma deve ser investigado.
A urina com cheiro forte geralmente cheira a enxofre ou a ovos podres, que é um odor bem desagradável e intenso. Confira o que significa sentir cheiro de enxofre na sua urina e o que fazer em cada caso.
O que pode ser
Algumas das causas relatadas abaixo são fáceis de tratar e não representam nenhum risco à saúde. Entretanto, em casos menos comuns pode ser preciso seguir um tratamento específico.
– Desidratação
Já sabemos que a urina contém água, toxinas e outros compostos sem importância para o metabolismo que o corpo filtra e elimina. Toda essa água é proveniente dos alimentos e da água que consumimos e se não houver água suficiente no sistema, a urina tende a ficar cada vez mais concentrada.
A concentração da urina pode alterar sua cor para um tom mais escuro e deixar o seu odor mais perceptível. Além disso, se houver algum composto com enxofre sendo eliminado através da urina e você estiver desidratado, tenha certeza que o cheiro de enxofre virá com força total.
Beber água e limitar o consumo de bebidas diurética como o café, o chá e o álcool pode ajudar a diluir a urina, deixando-a mais clara e menos fétida.
Além da urina com mau odor, confira quais são os outros sintomas da desidratação e como evitar que seu corpo fique desidratado.
– Infecção do trato urinário
As infecções que afetam o trato urinário podem causar alterações na aparência ou no cheiro da urina. Tais infecções podem desencadear o acúmulo de bactérias, pus ou sangue na urina, causando o mau cheiro.
As infecções do trato urinário são geralmente bem simples de tratar. De acordo com um estudo de 2016 publicado no periódico científico Nature Reviews Microbiology, a maioria das pessoas com infecção urinária responde bem ao tratamento com antibióticos prescrito por um médico.
Aproveite para ver quais são os remédios para infecção urinária mais usados.
– Consumo de alimentos específicos
A alimentação tem um grande potencial de alterar as nossas fezes e a urina. Alguns alimentos específicos podem alterar o cheiro da urina. Exemplos incluem os espargos, a cebola, o alho e o peixe.
Isso acontece porque a digestão desses alimentos produz compostos semelhantes ao enxofre que são eliminados através da urina. Nesses casos, o odor é temporário e passa logo depois que o processo digestivo do alimento em questão estiver finalizado.
– Diabetes
Os diabéticos também podem notar alterações na urina. Quando a diabetes está descontrolada – com níveis altos de açúcar no sangue, por exemplo – são formados compostos cetônicos no corpo que podem ser eliminados pela urina. É a presença dessas cetonas na urina que causam o mau cheiro.
Se a sua urina estiver com cheiro forte por causa da diabetes, outros sintomas como sede excessiva, cansaço e alterações de humor também podem surgir. Uma vez que sua diabetes tenha sido controlada, o cheiro ruim na urina tende a desaparecer.
– Fístulas gastrointestinais
Aberturas anormais no trato digestivo são chamadas de fístulas gastrointestinais. Essas fístulas podem provocar o vazamento de sucos gástricos e outros fluidos do intestino para a bexiga.
Esse vazamento pode resultar em infecções internas ou infecções no trato urinário recorrentes que causam o mau cheiro da urina. Tal problema é mais comum em pessoas que sofrem de algum problema digestivo crônico, ou então, em alguém que acabou de passar por uma cirurgia abdominal.
O tratamento vai depender do tamanho da abertura e da quantidade de líquido gástrico que está vazando. Em alguns casos as fístulas se fecham sozinhas com o passar do tempo, mas até lá é preciso monitorá-las para evitar complicações de saúde.
– Cistite
A cistite é o termo usado para designar uma inflamação na bexiga, que geralmente ocorre por causa de um acúmulo de bactérias no local.
As bactérias em excesso causam o mau cheiro e também podem mudar a aparência da urina. O tratamento com antibióticos é o mais recomendado, desde que prescrito por um médico. Veja quais são os remédios para cistite mais usados.
Também há relatos de que o suco de cranberry ou chás de ervas ajudam a tratar a inflamação e a reduzir o odor.
– Prostatite
A inflamação da próstata pode deixar a urina com cheiro forte de enxofre. Na prostatite, outros sintomas também podem ocorrer como, por exemplo, a dificuldade na micção e, ao mesmo tempo, a urgência para urinar. Alguns homens também sentem dores na região ou na parte interna do abdômen.
Para tratar a prostatite, pode ser necessário usar antibióticos, alfa-bloqueadores ou medicamentos anti-inflamatórios. Em casos mais avançados que não respondem a nenhum tratamento, uma cirurgia pode ser requerida.
– Doença hepática
Problemas no fígado podem prejudicar a filtração de toxinas feita por esse órgão. O mau funcionamento do fígado pode causar alterações na urina como o odor ruim.
Outros sintomas que indicam danos hepáticos são: náuseas, vômitos, urina escura, dor abdominal, amarelecimento da pele e inchaço nas pernas e pés.
O tratamento pode incluir mudanças na alimentação e no estilo de vida além do uso de medicamentos para melhorar a função hepática.
– Fenilcetonúria
Essa é uma condição genética em que uma pessoa nasce sem a capacidade de quebrar o aminoácido fenilalanina, que vai se acumulando no corpo. O acúmulo desse aminoácido pode fazer com que a urina desenvolva um cheiro ruim.
Sintomas adicionais da fenilcetonúria incluem redução da pigmentação da pele, dificuldades intelectuais e certa lentidão no desenvolvimento de habilidades sociais. Quando não tratada, a fenilcetonúria pode causar quadros de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade além de deficiências mentais sérias.
– Cistinúria
Trata-se de mais uma condição de saúde herdada dos pais que afeta o funcionamento do trato urinário. A cistinúria causa um excesso do aminoácido cisteína no corpo, o que pode desencadear a formação de cálculos urinários nos rins.
Isso também pode mudar o cheiro da urina já que a cisteína é rica em enxofre. Felizmente, mudanças na dieta e no estilo de vida ajudam a melhorar o quadro. E também há medicamentos disponíveis para tratar a cistinúria.
– Hipermetioninemia
Mais um problema relacionado ao excesso de aminoácidos é a hipermetioninemia. Neste caso, é o excesso de metionina que causa a condição.
Pessoas com hipermetioninemia comem muitos alimentos ricos em metionina ou não são capazes de quebrar o aminoácido da forma correta.
Além do cheiro ruim na urina, a condição também pode alterar o cheiro do suor e da respiração. O tratamento consiste no controle dos níveis de metionina por meio de mudanças na dieta.
– Uso de medicamentos
Certos remédios ou suplementos pode alterar o odor da urina. Neste grupo, estão os remédios usados no tratamento da diabetes e da artrite reumatoide, por exemplo.
Trocar o remédio, reduzir a dose ou apenas beber mais água pode sanar o problema.
– Doença da urina do xarope de bordo
Essa é uma doença genética rara e incurável que faz com que a urina cheire mal. Isso acontece porque quem tem essa doença não é capaz de decompor os aminoácidos leucina, isoleucina e valina.
– Outras causas
Outras condições podem estar por trás de uma urina fedida. Isso inclui problemas como pedras nos rins ou infecções sexualmente transmissíveis além do uso de certas vitaminas como as do complexo B.
Urina com cheiro forte na gravidez
Na gestação, há um aumento muito expressivo no hormônio hCG que é inclusive usado para confirmar a gravidez. Tal aumento pode mudar o cheiro da urina, principalmente no início da gestação.
Para acentuar ainda mais esse odor, muitas mulheres ficam com o olfato mais apurado durante a gravidez, o que pode piorar ainda mais o cheiro da urina para elas.
Nesse caso, não há tratamento. É só beber bastante água para não ficar desidratada e também para diluir a urina e diminuir o odor.
O que fazer
Antes de mais nada, é preciso observar se existem outros sintomas e verificar com o seu médico se o cheiro forte da urina é inofensivo ou não. Na suspeita de qualquer condição de saúde, o médico pode solicitar exames como:
- Análise de urina;
- Cistoscopia em que uma microcâmera é inserida na bexiga para avaliar o local;
- Exames de imagem como raios X ou ultrassonografia.
Depois de identificar a causa da urina com cheiro forte, é hora de analisar se o tratamento é necessário ou não e como tratar cada caso.
Como já mencionamos, cada condição precisa de um tratamento específico, mas em casos em que a urina cheira mal devido à desidratação ou por causa dos primeiros meses de uma gravidez, é só beber mais água que o cheiro melhora.
Outra forma de reduzir o mau cheiro é adotando hábitos de micção saudáveis para manter a bexiga funcionando bem. Alguns desses hábitos incluem:
- Urinar de cinco a sete vezes por dia;
- Urinar sempre que precisar;
- Urinar sem pressa e sem forçar a micção;
- Ter bons hábitos de higiene no banheiro e sempre lavar as mãos.
Considerações
O cheiro forte na urina não costuma ser nada grave e, geralmente, se hidratar mais e limitar o consumo de alimentos que deixam a urina com cheiro ruim já é meio caminho andado.
Se o cheiro forte persistir por mais de dois dias seguidos, ou se você notar outros sintomas, o melhor é procurar um médico para que ele avalie o seu quadro e solicite alguns exames simples de rotina.
Apesar de ser um sintoma temporário e pouco preocupante, há casos e casos. Uma urina com cheiro ruim que dura muito tempo e que vem acompanhada de sintomas como turbidez, presença de sangue, dor para urinar ou dor na pelve deve ser investigada para que o tratamento mais adequado seja iniciado o quanto antes.
Referências adicionais:
- https://www.mayoclinic.org/symptoms/urine-odor/basics/causes/sym-20050704
- https://www.nidirect.gov.uk/conditions/smelly-urine
- https://www.continence.org.nz/pages/Good-Bladder-Habits-for-Everyone/49/
- https://ghr.nlm.nih.gov/condition/phenylketonuria
- https://ghr.nlm.nih.gov/condition/hypermethioninemia
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5553539/
- https://rarediseases.info.nih.gov/diseases/6237/cystinuria
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4457377/
- https://urologyhealth.org/urologic-conditions/prostatitis-(infection-of-the-prostate)/treatment
- https://www.nhs.uk/conditions/smelly-urine/
- https://www.webmd.com/urinary-incontinence-oab/qa/what-does-it-mean-if-my-pee-smells-strong
Você já teve urina com cheiro forte? Como foi diagnosticado? Comente abaixo!
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O Que é Asma Exatamente? Principais Sintomas e Causas

Para saber o que é asma, é preciso saber, primeiramente, que se trata de uma condição respiratória muito grave que traz sintomas bem sérios e desagradáveis que dificultam a respiração e afetam a qualidade de vida. Aqui vamos detalhar o que é asma exatamente e quais são as principais causas dessa doença.
Você sabe diferenciar a asma de outras doenças respiratórias como a bronquite? Fique sabendo quais são as características de doenças como a bronquite crônica que pode se parecer muito com a asma.
Também é muito comum observar sintomas como dificuldades respiratórias por causa de uma alergia. Veja os principais sintomas de alergia respiratória e saiba como ficar longe dos gatilhos e evitar crises alérgicas.
Os sintomas de asma podem ser extremamente debilitantes e é preciso estar sempre atento a qualquer sinal da doença. Aqui, você vai encontrar tudo o que precisa saber sobre sintomas e causas da asma para entender de onde vem essa condição de saúde e conseguir se proteger melhor.
O que é asma?
É bem comum confundir sintomas da asma com os de outras doenças que afetam o sistema respiratório como a bronquite, o enfisema pulmonar e a doença pulmonar obstrutiva crônica. Você vai ver aqui que diferenciar essas doenças é mais fácil do que você pensa, além de entender o que é a asma exatamente.
A asma é uma condição de saúde em que as vias aéreas inflamam. Tal inflamação prejudica a respiração e, consequentemente, a qualidade de vida.
Quando respiramos, o ar passa pelo nariz e desce através da garganta por meio das vias aéreas até chegar nos pulmões. Nos pulmões, existem muitas passagens aéreas pequenas que ajudam a fornecer oxigênio para a corrente sanguínea. Mas quando o revestimento dessas vias está inflamado, elas incham, fazendo com que os músculos ao redor fiquem contraídos. Isso acaba produzindo muco que reduz ainda mais a quantidade de ar que passa pelas vias aéreas, causando então os sintomas da asma.
As paredes internas das vias aéreas de uma pessoa com asma – que são os tubos brônquicos – ficam inchadas ou inflamadas. Tal inchaço e inflamação faz com que as vias aéreas fiquem muito sensíveis a qualquer tipo de irritação, o que aumenta a chance de uma reação alérgica.
Se uma reação alérgica é desencadeada, as vias aéreas começam a inchar e os músculos ao redor delas se contraem. Uma superprodução de muco também pode ser ocasionada pelo inchaço e pela sensibilidade excessiva das vias aéreas. Todos esses processos dificultam muito a entrada e a saída de ar dos pulmões, o que acaba restringindo o suprimento de ar para o corpo inteiro.
Existem muitos tipos de asma e várias causas e fatores de risco que podem promover o desenvolvimento da doença. A seguir, você encontra os principais sintomas da asma bem como os tipos e causas dessa condição.
Sintomas da asma
A asma é caracterizada por uma série de sintomas que prejudicam a respiração. Os mais comuns são:
- Tosse;
- Aperto no peito;
- Falta de ar;
- Fadiga.
Em um ataque ou crise de asma, tais sintomas podem ser observados todos ao mesmo tempo. Somado à gravidade dos sintomas, existe ainda o desespero da pessoa que passa por uma crise de asma.
Uma crise de asma é uma situação de risco de vida. Dados publicados no periódico científico Multidisciplinary Respiratory Medicine em 2016 estimam que cerca de 250 mil pessoas morrem todos os anos por causa da asma. Se você apresentar um ou mais sintomas da asma e eles estiverem comprometendo a sua respiração, procure atendimento médico imediatamente.
Sibilos – que são sons estridentes ou um tipo de assobio emitido durante a respiração – também podem ser observados.
No caso da tosse, o mais comum é que ela ocorra a noite ou durante qualquer tipo de esforço físico, incluindo os exercícios físicos ou, até mesmo, o esforço para rir ou falar.
Por que uma crise de asma pode ser fatal?
A gravidade de um ataque de asma pode ser explicada através de duas graves consequências: O inchaço nas vias respiratórias pode bloquear a entrada de oxigênio até os pulmões. Sem oxigênio nos pulmões, não há como enviar nutrientes e oxigênio para o resto do corpo e órgãos vitais podem ficar sem suprimento de oxigênio.
Mesmo que no início do ataque de asma você consiga inspirar oxigênio suficiente para suportar suas funções vitais por algum tempo, o corpo não consegue liberar gás carbônico dos pulmões em uma velocidade normal. E o acúmulo de gás carbônico no corpo é tóxico para os pulmões. Isso também afeta gravemente a quantidade oxigênio que entra na corrente sanguínea.
Tipos de asma
O tipo mais comum de asma é a asma brônquica que afeta os brônquios presentes nos pulmões, mas há muitos outros tipos da doença. Veja abaixo alguns tipos de asma e suas características:
Asma alérgica ou extrínseca
A asma alérgica é causada por um alérgeno que pode ser, por exemplo:
- Pólen;
- Poeira;
- Mofo;
- Pelos de animais;
- Certos alimentos.
Nesses casos, é a alergia que causa o inchaço das vias aéreas, provocando uma crise de asma logo em seguida.
Aproveite para conferir quais são os alimentos que mais provocam alergia e veja se você não é alérgico a algum deles.
Asma sazonal
A asma sazonal também pode ser considerada um tipo de asma alérgica. É aquela que acontece apenas em determinados períodos do ano. São os casos em que os sintomas são desencadeados por condições climáticas ou alérgenos presentes no ambiente apenas em algumas épocas do ano – como, por exemplo, o ar frio durante o inverno e o pólen durante a primavera.
Asma não alérgica ou intrínseca
A asma intrínseca é aquela causada por compostos irritantes que não costumam causar alergia. Exemplos incluem:
- Poluição do ar;
- Doenças virais;
- Perfumes;
- Ar frio;
- Produtos de limpeza doméstica;
- Fumaça de cigarro.
Asma ocupacional
Esse tipo de asma é desencadeado por causa de certas ocupações profissionais. É o caso de profissionais que trabalham na indústria e têm contato com substâncias potencialmente irritantes.
Geralmente, quem desenvolve asma ocupacional são aquelas pessoas que trabalham em laboratórios ou em fábricas e os gatilhos costumam ser o contato com:
- Corantes;
- Poeira;
- Produtos químicos industriais;
- Látex;
- Gases e vapores.
Nesses casos, sintomas adicionais como olhos vermelhos e coriza podem ser observados.
Asma noturna
Esse é um tipo de asma em que os sintomas pioram muito à noite na hora de dormir. Na asma noturna, os gatilhos dos sintomas podem ser a presença de ácaros na roupa de cama ou o contato com pelos de animais, por exemplo.
Broncoconstrição induzida por exercício
Chamada também de asma induzida por exercício, essa condição pode afetar algumas pessoas minutos depois de iniciar a pratica de um exercício ou até 10 a 15 minutos depois do fim da atividade física.
Conforme informações do American College of Allergy, Asthma & Immunology, até 90% das pessoas com asma têm dificuldade de praticar exercícios físicos por causa da broncoconstrição.
Asma variante da tosse
Trata-se de uma manifestação da asma em que o único sintoma observado é uma tosse seca e persistente. Sinais clássicos de asma como falta de ar não ocorrem nesses casos.
Asma grave
A asma grave afeta aproximadamente 12% de todas as pessoas com a doença. Quem sofre desse tipo de asma apresenta sintomas recorrentes que dificultam muito a respiração e podem ser debilitantes.
É muito importante consultar uma boa equipe médica para que uma combinação eficaz de medicamentos seja indicada.
Asma infantil
As crianças têm um risco maior de desenvolver asma com crises graves. Nesses casos, as crianças apresentam uma alta sensibilidade a substâncias irritantes e algumas delas podem apresentar sintomas diariamente.
Dados da American Lung Association indicam que crianças com asma apresentam piora nos sintomas da doença quando têm contato com fumantes.
Os sintomas da asma infantil ficam claros por volta dos 5 anos de idade na forma de infecções respiratórias frequentes. Como o sistema imunológico das crianças é mais sensível, as orientações de tratamento dadas pelo médico devem ser seguidas à risca para prevenir crises.
Asma na vida adulta
Apesar de a asma surgir ainda na infância, também há casos em que os primeiros sintomas da doença só aparecem depois dos 20 anos de idade.
A asma em adultos costuma ser persistente e deve ser tratada diariamente para controlar e prevenir os sintomas. Fatores de risco como obesidade podem contribuir para o surgimento da doença na vida adulta. Além disso, as mulheres tem uma propensão maior de desenvolver asma depois dos 20 anos de idade e – segundo uma publicação de 2012 da revista Asia Pacific Allergy – os idosos com mais de 65 anos de idade são os com maior risco de morrer por causa da doença.
Principais causas da asma
Não existe uma causa única para o desenvolvimento da asma, mas sim um conjunto de fatores que podem aumentar o risco de ter a doença. As causas e fatores de risco envolvidos no surgimento da asma são:
– Alergias
Sofrer de algum tipo de alergia parece aumentar o risco de ter asma. Um estudo publicado em 2013 no Annals of Allergy, Asthma & Immunology sugere que mais de 65% dos adultos acima de 55 anos de idade, diagnosticados com asma também, sofrem algum tipo de alergia. Para adultos mais jovens entre 20 e 40 anos de idade, esse número aumenta para até 75%.
Os alérgenos mais comuns são pelos de animais domésticos, ácaros e fungos.
– Estresse
Altos níveis de estresse também tem relação com a asma. Certas respostas emocionais como nervosismo e tristeza podem desencadear ataques de asma em pessoas que já sofrem com a doença.
– Fumaça do cigarro
Fumar faz mal não só para quem fuma, mas também para quem convive com fumantes. A fumaça do cigarro aumenta o risco de sintomas como chiado no peito e infecções respiratórias. Filhos de pais fumantes também tem um risco maior de desenvolver asma. Esse risco aumenta ainda mais quando a mulher fuma durante a gestação.
A fumaça aumenta a tosse e piora a falta de ar. Além disso, o risco de infecções devido ao aumento da produção de muco se torna maior.
– Obesidade
É possível que exista uma relação entre a obesidade e a asma. Ao menos, é isso o que indicam os dados publicados em 2014 no periódico Experimental Biology and Medicine.
Apesar dessa possível correlação, o fato de estar obeso não significa que você vá desenvolver a asma também. Isso significa apenas que o risco é mais alto do que da população em geral.
– Atopia
A atopia é um tipo de hipersensibilidade alérgica que pode resultar em reações alérgicas em várias partes do corpo, mesmo naquelas que não tem contato direto com o alérgeno. É o caso, por exemplo, de doenças como o eczema, a rinite e a conjuntivite alérgica.
Nesses casos, o organismo produz mais anticorpos da imunoglobulina E (IgE) do que o normal, podendo causar reações asmáticas.
– Fatores ambientais
A poluição e a higiene do local onde você vive pode ter relação direta com a asma.
Reações alérgicas em geral e sintomas da asma podem ser desencadeados pela poluição do ar, pelo mofo e pelo cheiro de tintas ou produtos de limpeza, por exemplo.
Uma publicação de 2017 da revista científica PLoS One, mostra que locais muito poluídos têm maior recorrência de sintomas da asma e de casos de internações por causa da doença. A presença de componentes como o ozônio e o dióxido de enxofre no ar podem causar tosse, falta de ar e gerar ataques de asma.
Outros fatores ambientais que podem servir de gatilhos para sintomas da asma são o tempo frio, a alta umidade e até mesmo a mudança brusca de clima.
– Fatores genéticos
Se alguém da sua família como o seu pai ou sua mãe tem asma, é possível que você desenvolva a doença.
– Ciclo menstrual
A asma perimenstrual é um tipo de asma que causa sintomas agudos da doença durante o período menstrual. Isso pode ser explicado pelo aumento da quantidade de hormônios sexuais como o hormônio luteinizante e o hormônio folículo-estimulante durante a menstruação que afetam a atividade imune normal do corpo.
– Baixa exposição a microrganismos
Há uma hipótese de que os bebês que não são expostos a bactérias nos primeiros meses e anos de vida não desenvolvem um sistema imunológico forte o bastante para combater a asma e outras doenças. É importante deixar o bebê no chão para explorar o ambiente, pois isso ajuda não só a melhorar o desenvolvimento físico e cognitivo dele como também a fortalecer o sistema imunológico.
– Infecções virais
Alguns médicos acreditam que quem tem histórico de infecções virais durante a infância tem um risco maior de desenvolver asma na vida adulta.
– Exposição precoce a alérgenos
O contato precoce e frequente com substâncias irritantes ou alérgenos pode elevar a chance de você ter asma.
Fatores de risco para a asma
A combinação de certos fatores ambientais e genéticos pode contribuir para o surgimento da asma. Se você se identifica com algum item da lista abaixo, isso não significa que você vai desenvolver asma, mas que você tem um risco mais alto de ter a doença do que outras pessoas que não tem apresentam os seguintes gatilhos. Os gatilhos da asma são condições ou ambientes que podem desencadear os sintomas da doença. São muitos os gatilhos e eles variam de caso a caso, mas os mais comumente relatados são:
– Estar doente
Contrair qualquer outro tipo de doenças – especialmente respiratórias, como resfriado, gripe ou pneumonia – pode ocasionar ataques de asma.
– Praticar exercício físico
Os movimentos feitos durante a atividade física podem dificultar a respiração e causar sintomas da asma.
– Ter emoções fortes
Rir muito, chorar ou gritar podem causar um ataque de asma, já que essas ações podem interferir na respiração normal.
– Inalar irritantes no ar
Se você tem asma, já deve ter percebido que você é mais sensível a substâncias irritantes como fumaça, poluição ou cheiros fortes, por exemplo.
– Ter contato com alérgenos
Alérgenos como ácaros, pólen, pelos de animais, mofo e muitos outros podem causar sintomas de asma.
– Experimentar condições climáticas extremas
Não importa se faz muito frio ou muito calor, a verdade é que quem sofre de asma apresenta uma piora nos sintomas quando a umidade do ar está muito alta e também quando a temperatura local está muito baixa. São extremos climáticos que desencadeiam os sintomas.
O que fazer se você for diagnosticado com asma?
O tratamento da asma engloba um conjunto de ações que vão depender da gravidade da doença e de outros fatores como a sua idade e os gatilhos que desencadeiam os sintomas.
Depois de fazer o diagnóstico, o médico deve indicar a combinação certa de tratamento para o seu caso. Então, nada de se automedicar.
As possíveis formas de tratar a doença são:
Tratamento de primeiros socorros em casos de emergência
Em situações de emergência – como durante uma crise grave, por exemplo – alguns medicamentos podem ser administrados para promover alívio rápido dos sintomas. Os remédios que podem ser indicados em uma crise são:
- Inaladores ou nebulizadores com medicamentos inaláveis;
- Broncodilatadores para relaxar os músculos dos pulmões;
- Anti-inflamatórios esteroides que reduzem rapidamente a inflamação nas vias aéreas.
Se você tem asma ou outra condição respiratória, e ainda não sabe como usar um nebulizador, entenda como é feita a nebulização e como ela pode te ajudar em momentos de crise.
Exercícios de respiração
Aprender a melhor forma de respirar pode ajudar a ter mais ar nos pulmões, o que aumenta a sua capacidade pulmonar e ainda reduz os sintomas da asma. Um médico ou um terapeuta podem te ensinar esses exercícios.
Controle de asma a longo prazo
São remédios que devem ser tomados diariamente (ou de acordo com a orientação médica) para prevenir sintomas e crises.
Como diferenciar a asma de outras condições respiratórias?
Existe uma pequena confusão no que se diz respeito a doenças como a asma e a bronquite. Isso acontece porque existe um tipo de asma chamado de asma brônquica, que é o tipo mais comum de asma. Os sintomas são os clássicos que já citamos: tosse, aperto e chiado no peito e falta de ar. A asma brônquica é tão comum que os médicos se referem à doença apenas como asma. Então, se o seu médico disser que você tem asma, provavelmente ele está se referindo à asma brônquica. O termo “brônquico” pode ser omitido para não levar o paciente a confundir a doença com a bronquite.
Asma x bronquite
Embora os sintomas sejam bem parecidos, a bronquite e a asma não são a mesma doença. Nos dois casos, as vias respiratórias ficam inflamadas e dificultam a respiração, mas existem outros pontos a considerar que ajudam a distinguir entre as duas doenças.
A bronquite pode causar sintomas que não são observados em casos de asma. Esses sintomas são:
- Febre ou calafrios;
- Muco espesso;
- Dores no corpo.
Na asma, nenhum dos sintomas acima é observado.
Assim como a asma, a bronquite crônica deve ser tratada diariamente para prevenir crises e complicações de saúde.
Asma x doença pulmonar obstrutiva crônica
Outra confusão comum é confundir a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) com a asma. Os sintomas como tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar são comuns em ambas as doenças, mas as doenças são bem diferentes. Outro motivo da confusão é o fato de casos graves ou persistentes de doenças como a bronquite crônica e o enfisema pulmonar se transformarem na doença pulmonar obstrutiva crônica.
Dicas para aliviar os sintomas da asma
O grande problema relacionado à asma hoje em dia é que muita gente que tem a doença só trata a doença quando sofre uma crise. O que os médicos recomendam é que o tratamento da asma deve ser constante para que as crises sejam evitadas.
A asma é uma doença que pode ser fatal quando não tratada. Além do tratamento recomendado pelo médico, você pode tentar usar alguns remédios caseiros para aliviar os sintomas em casos de crise.
– Tomar café ou chá com cafeína
Dados publicados na revista Cochrane em 2010 sugerem que a cafeína abre as vias aéreas e pode reduzir os sintomas da asma por até quatro horas. O estudo indica que a cafeína atua de modo similar ao medicamento teofilina, comumente usado no tratamento da asma.
– Usar óleos essenciais
Inalar óleos essenciais pode ser uma boa pedida para aliviar sintomas da asma. Se destacam óleos essenciais de lavanda, de eucalipto e de manjericão. Mas cuidado, algumas pessoas sensíveis a cheiros fortes podem piorar ao invés de melhorar.
– Ter uma dieta mais saudável
Uma dieta mais equilibrada e saúde melhora a saúde em geral, fortalece o sistema imunológico e contribui para menos ataques de asma.
– Parar de fumar
A fumaça do cigarro é muito prejudicial para a saúde além de aumentar as chances de ter uma crise de asma.
– Manter um peso saudável
Os sintomas da asma podem ser mais intensos em pessoas com sobrepeso ou obesidade. Manter um peso saudável ajuda a controlar esses sintomas além de beneficiar a saúde do coração, das articulações e dos pulmões.
– Controlar o estresse
Reduzir o estresse e a ansiedade pode ajudar a evitar crises de asma e também a lidar melhor com um ataque de asma.
– Se exercitar com frequência
É verdade que asmáticos podem ter dificuldade para praticar atividades físicas e podem até ter uma crise durante o exercício. Mas o fato é que o exercício físico quando praticado regularmente fortalece os pulmões e diminui os problemas respiratórios. A dica é encontrar uma atividade de baixa intensidade que não te cause crises para o seu corpo ir se acostumando e você consiga se exercitar com frequência.
Prevenção da asma
– Evitar os gatilhos: evitar o contato com produtos químicos ou qualquer outra substância que te causou sintomas algum dia.
– Testar a imunoterapia como tratamento alternativo: a imunoterapia é um tipo de tratamento que pode ajudar o seu sistema imunológico a se tornar menos sensível aos gatilhos da doença.
– Limitar a sua exposição a alérgenos: se poeira ou mofo desencadeiam sintomas de asma, capriche na limpeza do seu ambiente e se proteja desses gatilhos.
– Tomar os medicamentos prescritos: seguir o tratamento é essencial tanto em casos de emergência como para evitar as temidas crises de asma.
Prognóstico da asma
A asma é uma doença que não tem cura e que quando não tratada corretamente pode ser fatal. Felizmente, há muitos tratamentos disponíveis para tratar a doença que são bastante eficazes para controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Se você tem asma, converse com o seu médico para saber exatamente o que fazer em casos de ataques de asma e faça o tratamento preventivo orientado para evitar que tais crises ocorram.
Referências adicionais:
- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/asthma/symptoms-causes/syc-20369653
- https://www.nhlbi.nih.gov/health-topics/asthma
- https://www.lung.org/lung-health-and-diseases/lung-disease-lookup/asthma/asthma-symptoms-causes-risk-factors/what-causes-asthma.html
- https://www.cdc.gov/asthma/faqs.htm
- https://www.nationalasthma.org.au/understanding-asthma/what-is-asthma
- https://www.aaaai.org/conditions-and-treatments/asthma
- https://acaai.org/asthma/types-asthma
- https://acaai.org/asthma/asthma-symptoms
- https://www.healthdirect.gov.au/what-causes-asthma
- https://www.aafa.org/asthma-symptoms/
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5358780/
- https://www.nhs.uk/conditions/asthma/causes/
- https://www.webmd.com/asthma/what-is-asthma#1
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O Que é Asma Exatamente? Principais Sintomas e Causassurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
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Dieta Flexível – Como Funciona, Cardápio, Alimentos e Dicas

A dieta flexível surgiu em meio a tantas dietas com restrições alimentares e calóricas difíceis de cumprir como uma alternativa para perder peso sem ter que ficar contando calorias ou restringindo alimentos. Aqui, você vai entender como funciona essa dieta, além de encontrar dicas e sugestões sobre os alimentos permitidos e as variedades de cardápio que você pode adotar no dia a dia.
Como você pode perceber, a dieta flexível se baseia na flexibilidade para decidir o que comer em cada dia. Para seguir essa dieta, é preciso fazer algumas continhas antes, mas aqui vamos mostrar tudo o que você precisa saber para começar a dieta ainda hoje. A regra básica é ter uma meta de macronutrientes para ingerir diariamente e não a ultrapassar.
A eficácia da dieta flexível não é comprovada cientificamente devido à escassez de estudos, mas muitas pessoas defendem essa estratégia de perda de peso como uma forma mais leve de emagrecer e alcançar seus objetivos.
Dieta flexível – o que é
A dieta flexível, conhecida em inglês pela sigla IIFYM (If It Fits Your Macros), é uma dieta que foca nos macronutrientes da alimentação que são as proteínas, os carboidratos e as gorduras.
Essa dieta deixa de lado a contagem de calorias e foca apenas nos macronutrientes, permitindo desta forma uma maior flexibilidade na alimentação diária.
Os desenvolvedores dessa dieta afirmam que a dieta flexível pode ajudar na perda de peso sem a necessidade de restrições alimentares ou de mudanças drásticas de hábitos. O único requisito da dieta flexível é que os alimentos ingeridos ao longo do dia estejam dentro da meta de macronutrientes.
O responsável pela criação da dieta flexível foi o entusiasta do fitness Anthony Collova. Ele se sentia frustrado com as recomendações tradicionais de dieta e resolveu projetar uma solução diferente.
Como funciona a dieta flexível
Para ter sucesso na dieta flexível, é preciso calcular – com base em suas características pessoais como idade, sexo, peso, altura e níveis de atividade física – a quantidade de proteínas, carboidratos e gorduras que seu corpo precisa para atingir um objetivo que pode ser: a perda de peso, o aumento de peso ou a manutenção do peso.
Nessa dieta, as fibras são agrupadas junto com os carboidratos e os macronutrientes podem ser ingeridos em diferentes combinações desde que não sejam excedidas as quantidades necessárias durante o dia.
Entenda melhor quais são as etapas que você precisa seguir para montar o seu plano alimentar em uma dieta flexível.
Etapa 1: calcular as necessidades calóricas atuais
Trata-se do cálculo da taxa metabólica basal (TMB) que é a quantidade de energia em calorias que o nosso corpo precisa durante 24 horas em repouso. Essa energia é aquela reservada para funções vitais essenciais como a respiração, a regulação da temperatura corporal e a circulação sanguínea, por exemplo.
Existem calculadoras online que fazem essa conta para você, mas se preferir fazer a conta à mão, a fórmula é a seguinte:
Para mulheres: TMB = 10 x peso (kg) + 6,25 x altura (cm) – 5 x idade (anos) – 161
Para homens: TMB = 10 x peso (kg) + 6,25 x altura (cm) – 5 x idade (anos) + 5
Etapa 2: ajustar as necessidades calóricas para o nível de atividade
É importante considerar o nível de atividade física porque isso afeta diretamente a quantidade de calorias que o corpo usa durante o dia. Esse cálculo é chamado de gasto energético diário total ou de TDEE (sigla em inglês). Também existem calculadoras online que facilitam o seu trabalho e que calculam essa necessidade calórica diária.
Etapa 3: ajustar as necessidades calóricas para o peso desejado
Agora você vai decidir o seu objetivo e ajustar as suas necessidades calóricas de acordo com ele. Caso você queira manter o peso atual, não precisa fazer mais nenhuma conta.
Mas se quiser perder peso, é preciso subtrair de 15 a 20% do seu TDEE para descobrir quantas calorias seu corpo precisa para que você perca peso. Se o seu objetivo for ganhar massa, é preciso fazer a operação contrária e adicionar de 15 a 20% do seu TDEE. Nas calculadoras online, esses valores são mostrados automaticamente.
Etapa 4: determinar as necessidades de macronutrientes
A última etapa consiste em calcular a quantidade de macronutrientes que você deve ingerir por dia para alcançar seus objetivos com base no seu peso corporal atual.
A ingestão de proteínas deve ficar em torno de 0,9 a 1,8 g por kg de peso corporal. O consumo de gordura deve ficar próximo de 0,5 a 0,8 g por kg de peso corporal. O restante dos seus macros deve ser distribuído entre os carboidratos. Se você usar uma calculadora online – como a disponibilizada no site oficial IIFYM – esses valores também serão calculados para você.
Ao final de todas essas etapas, você terá a quantidade de calorias e de gramas de proteínas, gorduras e carboidratos que você deve consumir diariamente. Para ter bons resultados, é necessário acompanhar sua ingestão de alimentos com alguma ferramenta (que pode ser um aplicativo que conta calorias) para garantir que você está cumprindo as suas metas diárias.
Benefícios da dieta
– Perda de peso
Para perder peso com a dieta flexível, é recomendado cortar de 500 a 750 calorias por dia. Até agora, as pesquisas não são conclusivas sobre se a dieta flexível é realmente eficaz para a perda de peso. Mas evidências publicadas em 2014 nos periódicos Nature Reviews e International Journal of Obesity indicam que dietas ricas em proteínas – como é o caso da dieta flexível – pode acelerar o metabolismo e ajudar a preservar a perda de peso por mais tempo em relação a outras dietas.
Uma publicação de 2016 da revista científica Current Obesity Reports, sugere que a redução consistente de calorias resulta na perda de peso a curto prazo. Além disso, um estudo de 2015 do Journal of Medical Internet Research constatou que monitorar os alimentos consumidos por meio de um aplicativo contribui para o sucesso do emagrecimento.
– Aumento de peso
Pode não parecer um benefício para a maioria das pessoas, mas tem muita gente que quer ganhar peso seja por ser muito magro ou por almejar ganhos expressivos de massa muscular.
Com a dieta flexível, também é possível ganhar peso aumentando o consumo de calorias. Estudos publicados em 2013 no JAMA e em 2015 no Journal of Food Science mostram que para ganhar peso com a dieta flexível, basta aumentar a sua ingestão calórica e caprichar no consumo de proteínas.
– Não há alimentos proibidos
A única regra da dieta flexível é que os alimentos consumidos estejam de acordo com os macronutrientes calculados para as suas necessidades e objetivos. Assim, não existe nenhum alimento proibido na dieta.
Estudos como o publicado em 2007 no periódico Appetite mostram que a dieta se torna mais agradável por não haver restrições alimentares.
– Flexibilidade
O maio atrativo da dieta é justamente a sua flexibilidade. Por não existirem restrições e por ser baseada em regras simples, é mais fácil seguir a dieta no dia a dia.
Por exemplo, mesmo que um dia da semana você vá comer fora, é possível planejar as outras refeições do seu dia para que sua meta de macronutrientes não seja excedida.
A flexibilidade deixa a dieta menos estressante e muito mais fácil de aderir e esse é um dos principais motivos de sua eficácia.
Em geral, qualquer pessoa saudável pode aderir a uma dieta flexível, inclusive aquelas que seguem dietas vegetarianas, veganas ou sem glúten, por exemplo.
– Conhecer melhor os macronutrientes
Sem dúvidas, um dos melhores benefícios da dieta flexível é que você passa a conhecer melhor os nutrientes presentes em cada alimento. Assim, as pessoas passam a se preocupar menos com as calorias e a focar mais nos nutrientes que ela está ingerindo.
Isso aumenta a consciência alimentar, auxiliando na reeducação alimentar e na adesão de hábitos alimentares mais saudáveis a longo prazo.
Riscos
– Não foca em micronutrientes
A dieta flexível foca apenas nos macronutrientes, mas esquece dos micronutrientes como vitaminas e minerais que são tão importantes quanto os macronutrientes para a saúde.
O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) estima que mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de deficiência de micronutrientes.
Como o foco da dieta é voltado para os macronutrientes, os micronutrientes acabam sendo ignorados e pode ser que você não esteja recebendo vitaminas e minerais em quantidades suficientes.
– Não considera condições de saúde
Nem todos estão aptos a seguir a dieta flexível, principalmente se houver alguma condição de saúde pré-existente que exija uma dieta especial.
Exemplos incluem os diabéticos, que precisam ter um cuidado maior com a ingestão de carboidratos para evitar picos de açúcar no sangue e também as pessoas com doença renal, que precisam ter cautela com a quantidade de proteínas, sódio e fósforo na dieta.
É claro que é possível que essas pessoas sigam uma dieta flexível, mas o acompanhamento nutricional é indispensável.
– Aumento do risco de distúrbios alimentares
Algumas pessoas podem desenvolver distúrbios alimentares devido à obsessão de cumprir metas em relação aos alimentos.
Conforme dados publicados em 2017 no periódico científico Eating Behaviors, há uma associação entre o rastreamento de alimentos e o desenvolvimento de transtornos alimentares, principalmente em mulheres mais jovens.
– Calculo inflexível
No caso de doenças pré-existentes que exigem uma dieta especial, as pessoas podem ter dificuldade de ajustar os macronutrientes da forma correta.
De acordo com um estudo publicado em 2017 na revista Critical Care, após se recuperar de uma doença, por exemplo, o corpo precisa de mais calorias e proteínas do que antes, para compensar a perda de massa magra que ocorre durante o período de recuperação. Isso representa um aumento de pelo menos 1,5 g de proteína por kg de peso corporal por dia e é apenas um exemplo de ajustes que precisam ser feitos, mas que são ignorados no cálculo dos macronutrientes em uma dieta flexível.
– Não deixa de ser uma dieta
Apesar de ser muito mais flexível do que outras dietas, a dieta flexível ainda é uma dieta. E muitas pesquisas – como a publicada em 2011 no American Journal of Physiology – sugerem que dietas em geral não geram resultados a longo prazo e que muita gente acaba recuperando todo o peso ou pelo menos parte dele.
Cardápio
O cardápio de uma dieta flexível é realmente muito flexível e pode variar bastante dependendo do objetivo e das necessidades individuais de macronutrientes.
Você é capaz de montar o seu próprio cardápio de acordo com os macros que você calculou. Para te ajudar nessa tarefa, fizemos listas dos alimentos mais indicados para cada grupo de macronutrientes.
Alimentos ricos em proteínas
- Ovos;
- Laticínios;
- Leguminosas incluindo o feijão, a lentilha, a ervilha, o grão de bico e a soja;
- Nozes;
- Carnes em geral;
- Frutos do mar;
- Quinoa.
Alimentos ricos em gorduras
- Gema de ovo;
- Abacate;
- Nozes;
- Manteiga;
- Produtos lácteos integrais;
- Peixes gordurosos;
- Óleos vegetais;
- Sementes;
- Azeitonas.
Alimentos ricos em carboidratos
- Leguminosas;
- Frutas;
- Pães, cereais, massas e assados;
- Grãos incluindo a aveia, o trigo, o centeio, o arroz e a cevada;
- Vegetais ricos em amido como a batata, a abóbora e o milho;
- Pseudocereais como o amaranto e o trigo sarraceno.
Dicas
Para a adesão da dieta flexível a longo prazo, é fundamental acompanhar os macronutrientes que estão sendo consumidos em cada refeição. Para isso, é recomendado usar um aplicativo que calcula automaticamente os macronutrientes por meio dos alimentos que você registra no aplicativo. Um dos mais famosos é o My Fitness Pal que ajuda muito nesse controle diário dos macronutrientes.
Outra dica que auxilia bastante para ter um controle mais preciso dos macronutrientes ingeridos é o uso de uma balança digital para pesar suas refeições. Assim, você consegue ter registros mais precisos da sua dieta.
Além de contar com uma calculadora de macros, o site oficial da dieta IIFYM também oferece várias dicas de planos de refeições incluindo café da manhã, almoço, jantar, lanche e até sobremesa.
Recomendações adicionais
Apesar de ser importante rastrear os macros diariamente, não é preciso ficar obcecado com isso. Com o tempo, você se acostuma com os alimentos que você deve ingerir ao longo do dia para cumprir suas metas. Mesmo que você ultrapasse um pouco as metas, em cerca de 5 ou 10 gramas para cada macronutriente, os resultados ainda serão visíveis.
Mesmo sendo uma dieta flexível, é mais fácil alcançar as metas de macronutrientes ingerindo alimentos ricos em frutas, vegetais, proteínas de boa qualidade, sementes, grãos integrais e nozes.
A prática de exercícios físicos também é interessante durante a dieta flexível, mas não é obrigatória, pois na hora de calcular os seus macronutrientes você já considera o seu nível de atividade. Assim, se você não pretende se exercitar, lembre de fazer os seus cálculos com base em um indivíduo sedentário, mas lembrando sempre que essa não é a melhor escolha já que a atividade física é essencial para a sua saúde.
A dieta flexível não restringe nenhum alimento e isso é atraente para a maioria das pessoas. Ainda assim, não quer dizer que a sua perda de peso será fácil. É preciso dedicação e disciplina como em qualquer outro plano de emagrecimento. Ao notar que precisa de ajuda para planejar melhor as suas refeições, procure um profissional da área da saúde que estará apto a te ajudar a definir e planejar suas metas.Parte superior do formulário
Referências adicionais:
- https://www.nhlbi.nih.gov/health/educational/lose_wt/eat/calories.htm
- https://www.cdc.gov/nutrition/micronutrient-malnutrition/micronutrients/index.html?CDC_AA_refVal=https%3A%2F%2Fwww.cdc.gov%2Fimmpact%2Fmicronutrients%2Findex.html
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5751603/
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28843591
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28214452
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26554314
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25311395
- https://journals.lww.com/jpgn/Fulltext/2015/01000/Accurate_Estimation_of_Energy_Requirements_of.5.aspx
- https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2212267215016366
- https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2673150?redirect=true
- https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1177/0884533617691745
- https://link.springer.com/article/10.1007%2Fs13679-016-0209-8
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7 Benefícios do Pomelo – Para Que Serve e Propriedades

Saiba quais são os 7 benefícios do Pomelo, para que serve e quais são suas propriedades de acordo com a ciência.
O pomelo, que no Brasil também é conhecido como cimbo ou laranja-natal, é uma fruta cítrica que traz diversos benefícios à saúde.
Seu sabor é semelhante à toranja, porém mais doce.
Ele contém várias vitaminas, minerais e antioxidantes que o tornam uma adição saudável à sua dieta.
Devido a suas propriedades, ela oferece benefícios como a capacidade de impulsionar o sistema imunológico, melhorar a saúde digestiva (evitando a má digestão), diminuir a pressão sanguínea e reduzir as cólicas.
Essa fruta também pode ajudar a reduzir os sinais de envelhecimento prematuro, ajudar na perda de peso e a melhorar sua saúde bucal e dental.
O que é Pomelo
O pomelo, que leva o nome científico de Citrus Maxima, é considerado uma fruta cítrica e está intimamente relacionado as toranjas e outros membros do gênero Citrus.
Ele é bastante grande e é encontrado principalmente no sudeste da Ásia, que é sua região nativa.
Essa fruta não se tornou tão popular em outras partes do mundo porque normalmente leva cerca de oito anos para crescer e grande parte do seu peso e volume é duro e intragável, enquanto apenas a carne interna é palatável.
O sabor da parte comestível do pomelo é bastante agradável e apresenta a consistência da toranja, mas sem o sabor azedo ou picante.
Essa fruta geralmente possui uma casca na cor verde pálida ou amarela, enquanto a polpa é branca, amarelada rosa ou vermelha, dependendo da variedade.
A história de seu uso remonta há pelo menos algumas centenas de anos, embora provavelmente tenha sido cultivado por muito mais tempo nos países do sudeste asiático.
Informação nutricional
As informações nutricionais a seguir são fornecidas pelo USDA – United States Department of Agriculture (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para uma fruta inteira (609g).
Calorias: 231
Gorduras: 0.2 g
Sódio: 6,1 mg
Carboidratos: 59 g
Fibra: 6.1 g
Açúcares: 12,5 g
Proteínas: 4,6 g
Carboidratos do Pomelo
Embora seja mais calórico do que alguns outros tipos de frutas, o pomelo é um alimento com poucas calorias.
De acordo com dados do USDA, a maioria das suas calorias são provenientes dos carboidratos.
Existem dois tipos de carboidratos no pomelo, sendo 12,5 gramas de açúcar natural se consumir uma xícara da fruta e 6 gramas de fibra ou cerca de 24% da ingestão diária recomendada de fibra em um único pomelo.
A fibra melhora sua saúde de diferentes maneiras pois oferece muitos benefícios à saúde, como por exemplo, melhora a digestão, diminui o risco de alguns tipos de câncer, obesidade, doença cardiovascular e diabetes.
Gorduras do Pomelo
Um pomelo fornece apenas 0,2 gramas de gordura.
Proteína do Pomelo
Um pomelo inteiro é considerado uma fonte decente de proteína, fornecendo 4,6 gramas.
Micronutrientes do Pomelo
O pomelo é uma excelente fonte de vitamina C, fornecendo 619% das suas necessidades diárias recomendadas.
Você também se beneficiará de pequenas quantidades de niacina, tiamina, vitamina B6 e riboflavina ao consumir esta fruta cítrica.
Os minerais presentes no pomelo incluem potássio (38% das necessidades diárias recomendadas) e quantidades menores de ferro, fósforo, cobre, magnésio, cálcio, zinco, fósforo e manganês.
Benefícios do pomelo
Agora que você já sabe o que é, veja para que serve, suas propriedades e os principais benefícios do pomelo à saúde.
1. Pode combater as células cancerígenas
Devido suas propriedades, o pomelo pode ajudar a matar células cancerígenas e impedir a propagação do câncer.
Um estudo realizado em camundongos descobriu que o extrato da casca de pomelo impulsionava o sistema imunológico, suprimia o crescimento do tumor e matava células cancerígenas.
Um estudo semelhante observou que, em camundongos, um extrato feito de folhas de pomelo matou as células do câncer de pele.
Além disso, foi demonstrado cientificamente que a naringenina – um dos principais antioxidantes do pomelo – mata células cancerígenas da próstata e do pâncreas, além de retardar a propagação do câncer de pulmão em estudos realizados em tubos de ensaio.
Ainda assim, são necessárias mais pesquisas em seres humanos para entender completamente o efeito do pomelo no câncer.
Finalmente, é importante lembrar que essa fruta contém quantidades muito menores desses compostos potencialmente matadores de câncer do que as formas concentradas que foram usadas nos estudos.
2. Pode te ajudar a perder peso
Consumir pomelo pode te ajudar a perder peso.
Um pomelo descascado (610 gramas) contém 230 calorias, um número relativamente baixo para um volume tão grande de alimento.
Comer muitos alimentos com baixas calorias pode ajudar a mantê-lo satisfeito e assim consumir menos calorias.
Além disso, essa fruta contém fibras e proteínas que podem ajudar a te manter satisfeito por mais tempo.
Os alimentos que contêm proteínas e fibras ajudam a induzir a sensação de plenitude, e assim, você pode achar mais fácil reduzir a ingestão de calorias e perder peso ao consumir esses alimentos.
3. Pode melhorar a saúde do coração
Um dos benefícios do pomelo à saúde é que essa fruta pode melhorar a saúde do coração reduzindo os níveis de colesterol e triglicerídeos, duas gorduras sanguíneas que foram associadas a doenças cardíacas.
Um estudo com duração de 21 dias, realizado em camundongos, descobriu que a suplementação com extrato de pomelo concentrado reduzia os níveis de triglicerídeos em até 21%, o colesterol total em até 6% e o colesterol LDL (ruim) em até 41%.
Outro estudo observou que suas propriedades podem reduzir essas gorduras no sangue, impedindo que o colesterol dos alimentos seja totalmente absorvido pelo organismo.
Porém, são necessárias mais pesquisas em seres humanos para estabelecer uma conexão entre o pomelo e a saúde do coração.
Você deve evitar consumir pomelo se estiver tomando medicamentos com estatina para aumentar o colesterol.
Assim como as toranjas, os pomelos contêm compostos chamados furanocumarinas, que podem afetar o metabolismo das estatinas.
4. Rico em fibras
Um pomelo oferece cerca de 6 gramas de fibra, e como a maioria das pessoas deve obter pelo menos 25 gramas de fibra por dia essa fruta é uma excelente maneira de te ajudar a atender às suas necessidades diária.
Ele também é particularmente rico em fibras insolúveis, o que ajuda a adicionar volume às fezes e a prevenir a constipação.
A fibra alimentar também serve como fonte de alimento para as bactérias saudáveis do intestino.
Além disso, a fibra proveniente das frutas tem sido associada a uma densidade óssea aprimorada, manutenção de peso a longo prazo, saúde intestinal e cerebral melhorada e um risco reduzido de algumas doenças crônicas.
5. Propriedades antienvelhecimento
Devido ao seu alto conteúdo antioxidante, o pomelo pode exercer efeitos antienvelhecimento.
Antioxidantes, incluindo vitamina C, podem ajudar a prevenir danos à pele causados por radicais livres nocivos e assim te ajudar a manter uma aparência mais jovem.
O pomelo também pode diminuir a formação de produtos finais de glicação avançada (AGEs), que são causados por altos níveis de açúcar no sangue.
Os AGEs podem contribuir para o processo de envelhecimento, causando descoloração da pele, má circulação e problemas de visão e rins – especialmente em pessoas com diabetes tipo 2.
Um estudo realizado em tubo de ensaio descobriu que o extrato de pomelo diminuiu significativamente a quantidade de AGEs que foram formadas após a exposição ao açúcar.
Além disso, o óleo essencial da casca do pomelo é rico em antioxidantes e pode diminuir a produção de melanina na pele, ajudando potencialmente a prevenir a descoloração e manchas solares.
6. Rico em antioxidantes
Um dos últimos benefícios do pomelo é que ele é rico em antioxidantes e, por isso, pode ajudar a prevenir e reverter os danos celulares causados pelos radicais livres.
Os radicais livres são compostos encontrados no ambiente e nos alimentos que podem causar problemas de saúde e doenças crônicas quando altos níveis se acumulam em seu corpo.
Essa fruta não só contém mais de 400% do IDR (ingestão diária recomendada) para a vitamina C, um poderoso antioxidante, mas também contém vários outros compostos antioxidantes.
Os principais antioxidantes do pomelo são a naringenina e a naringina que são comumente encontrados em frutas cítricas.
Além disso, os pomelos contêm licopeno, um antioxidante anti-inflamatório que também está presente no tomate.
Muitos dos benefícios dos pomelos, como suas propriedades antienvelhecimento e para o coração, ocorrem devido ao seu alto teor de antioxidantes.
7. Pode ser antifúngico e antibacteriano
O pomelo também pode apresentar propriedades antibacterianas e antifúngicas, embora a maioria das pesquisas sobre esses efeitos tenha usado óleos feitos de cascas de pomelo.
Em um estudo realizado em tubo de ensaio, o óleo essencial do pomelo retardou o crescimento de bactérias em lentes de contato gelatinosas.
Outro estudo observou que o óleo essencial de pomelo matou o Penicillium expansum, um fungo que pode produzir uma neurotoxina prejudicial, de forma mais efetiva que os óleos de laranja, lima ou limão.
Embora a própria fruta possa apresentar algumas dessas propriedades antibacterianas e antifúngicas, mais pesquisas são necessárias.
Como os óleos essenciais são altamente concentrados, você não deve ingeri-los e deve ser adequadamente diluído antes de aplicá-los à pele.
Preparação e Dicas de Culinária
Aproveitar os benefícios do pomelo é fácil, já que ele é uma fruta fácil de adicionar à sua dieta. Você pode comprar pomelo fresco em um mercado local ou até mesmo seco online, porém o seco é muito mais rico em calorias e açúcar adicionado do que o pomelo fresco.
Para descascar o pomelo, corte cerca de 2,5 cm da extremidade pontiaguda da fruta e, em seguida, corte vários entalhes de 2,5 cm de comprimento na casca em torno de seu diâmetro.
Retire a casca usando esses entalhes.
Depois de descascar a pele, você pode facilmente dividir a fruta restante em pedaços e assim como outras frutas cítricas, o pomelo é separado por uma fina membrana branca e fibrosa – chamada medula – que facilita a separação.
O pomelo pode ser consumido por si só como um lanche, usado como substituto de outras frutas cítricas nas receitas e também é um excelente complemento para as saladas.
Você pode colocar cubinhos de pomelo em uma salada verde ou de frutas ou colocar no liquidificador quando estiver fazendo um smoothie de frutas.
Essa fruta também combina bem com outras frutas tropicais como banana, melão e abacaxi.
Muitas pessoas fazem marmelada com pomelo, algumas adicionam a pratos de peixe (pense em combiná-lo com espadarte ou camarão), ou usam para fazer uma marinada ou molho de salada com o suco.
Se você estiver fazendo uma receita que exige toranja, pode substituí-la por pomelo.
Alergias e Interações
Muitas pessoas que tomam certos medicamentos para baixar o colesterol (como Lipitor) evitam esta fruta porque isso interfere na eficácia do medicamento.
Os especialistas médicos de Harvard observaram que houveram apenas alguns estudos sobre interações com pomelo, mas com base nessas informações limitadas, é seguro assumir que o pomelo e o seu suco agem da mesma forma que o suco e a toranja inteira.
Por esse motivo, você pode evitar consumir essas frutas se estiver tomando um desses medicamentos.
Além disso, pessoas com alergias cítricas devem evitar pomelo.
Fontes e Referências adicionais
- https://jamanetwork.com/journals/jama/article-abstract/2681727
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6128428/
- https://www.health.harvard.edu/newsletter_article/does-pomelo-juice-affect-drugs-the-same-way-grapefruit-juice-does
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21434591
- https://aap.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1902/jop.1986.57.8.480
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26966424
- https://ods.od.nih.gov/factsheets/VitaminC-HealthProfessional/
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19335713
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6944645/
- https://irjponline.com/admin/php/uploads/1159_pdf.pdf
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Frio na Barriga Constante é Sintoma de Quê?

Entenda que sintoma pode estar relacionado com a sensação de um frio na barriga constante e o que é essa sensação.
O frio na barriga, muitas vezes, pode estar relacionado com uma sensação boa e prazerosa, como uma paixão, por exemplo, porém ele também pode ser um sintoma de algo grave.
De acordo com o Dr. Jamile Wakim-Fleming, existem terminações nervosas no trato g-i que podem literalmente causar uma “sensação intestinal” ou “reação intestinal”.
“O estômago e os intestinos são muito, muito ricos em terminações nervosas e, o que quer que esteja estressando essas terminações e os nervos, fará com que o intestino e o trato gastrointestinal reajam de uma certa maneira e causem sintomas”, disse o Dr. Walkim-Flemigng.
Quando as pessoas sentem aquela sensação de frio na barriga constante, que também incluem sintomas como sensação de queimação, náusea e aumento da frequência cardíaca, isso pode ser a maneira do corpo reagir ao estresse.
O que é a sensação constante de frio na barriga
Se sentir nervoso ou um pouco ansioso antes de algum evento importante é algo muito natural para todas as pessoas, e um sintoma muito comum quando isso acontece é o frio na barriga.
Ninguém está imune a isso e não há nada de errado em ter esses sentimentos de tensão ou estresse temporários, porém, quando a sensação de frio na barriga é constante, nunca param ou desaparecem, ela pode ser um sintoma de algum problema no sistema nervoso.
Em muitos casos, outros sintomas aparecem atrapalhando totalmente a vida da pessoa.
O frio na barriga está associado à resposta de luta ou fuga do corpo. Quando o cérebro percebe uma ameaça potencial à sobrevivência, ele aumenta o estado de alerta, aumentando a frequência cardíaca, pressão arterial e frequência respiratória.
Ao mesmo tempo, o sistema nervoso estimula as glândulas supra-renais que liberam hormônios como cortisol e adrenalina, que podem transformar o corpo em uma bagunça tensa e provocar muito suor.
A tensão muscular (especialmente no estômago) ajuda as pessoas a se manterem alertas, enquanto que a transpiração ajuda a esfriar o corpo.
Os músculos lisos do estômago também são extrassensíveis durante a resposta de luta e fuga, e a sensibilidade adicional pode ser parcialmente responsável pela sensação de vibração.
Alguns pesquisadores se referem ao estômago como um “segundo cérebro” devido a descobertas de que o intestino contém 100 milhões de neurônios que o ligam ao cérebro, conhecido como eixo intestino-cérebro.
Sendo assim, quando alguém se sente nervoso, o cérebro comunica essa ansiedade ao intestino e, às vezes, isso causa o famoso frio na barriga.
Sistemas inteligentes do corpo
O corpo humano é capaz de cuidar de si mesmo sem a necessidade de muito pensamento voluntário.
Ele regula a frequência cardíaca, o fluxo sanguíneo e a distribuição dos nutrientes ao redor do corpo sem que você precise intervir de qualquer maneira conscientemente.
Esse processo é executado pelo sistema nervoso autônomo (SNA) que pode ser dividido em dois ramos aproximadamente iguais: o simpático e o parassimpático, ou como também é chamado, de “luta e fuga” e “descanso e digestão”.
Esses dois ramos do ANS estão constantemente ativos e agem em oposição um ao outro.
O sistema simpático (“luta e fuga”) é responsável por aumentar a sua frequência cardíaca, enquanto que o parassimpático (“descanso e digestão”) diminui.
Portanto, a taxa em que o seu coração está batendo é o equilíbrio da atividade dos dois ramos do SNA.
O domínio do parassimpático é o motivo pelo qual você se sente contente e sonolento após uma grande refeição. Um pouco do fluxo sanguíneo do coração é direcionado para o estômago e o SNA o encoraja a descansar um pouco para que haja a digestão.
“Luta e fuga” e o frio na barriga
O que o sistema de “luta e fuga” tem a ver com o frio na barriga? Um dos principais papéis do SNA é prepará-lo para o que ele pensa que está prestes a acontecer.
Como por exemplo, quando existe uma ameaça, desde os tempos das cavernas, as pessoas desejam que seus sangues estejam temporariamente redirecionados para os músculos das pernas para que possam fugir um pouco mais rápido.
Desta maneira o seu sistema simpático de “luta ou fuga” entra em ação e se torna dominante sobre a atividade do parassimpático, o que também causa uma liberação de adrenalina que aumenta a frequência cardíaca, libera grandes quantidades de glicose do fígado e afasta o sangue do intestino.
Então, o sangue é redirecionado para os músculos dos braços e pernas, o que os prepara para defendê-lo ou fugir mais rapidamente – “lutar ou fugir”.
No entanto, essa escassez aguda de sangue no intestino tem efeitos colaterais – digestão lenta e os músculos em torno do estômago e intestino diminuem a mistura de seu conteúdo parcialmente digerido.
Os vasos sanguíneos especificamente nesta região se contraem, reduzindo o fluxo sanguíneo através do intestino.
Embora a adrenalina contraia a maior parte da parede intestinal para retardar a digestão, ela relaxa um músculo intestinal específico chamado de “esfíncter anal externo”.
É por isso que algumas pessoas sentem vontade de ir ao banheiro quando estão ansiosas ou nervosas.
Essa redução no fluxo sanguíneo através do intestino produz a estranha sensação de frio na barriga, já que essa falta de sangue e oxigênio é uma maneira que os nervos sensoriais do próprio estômago têm de avisar que há algo de errado com a situação.
Frio na barriga constante pode ser sintoma de estresse ou ansiedade
Sendo assim, a sensação constante de frio na barriga geralmente é um sintoma de estresse ou ansiedade.
A resposta de luta e fuga do organismo faz com que a adrenalina entre em ação quando não deveria e faz com que tanto o corpo como a mente tencionem e se sintam alertas, confusos, assustados e desorganizados.
Fisiologicamente, aumentam a respiração e a frequência cardíaca e, por isso, menos oxigênio chega ao cérebro ou às extremidades, causando névoa cerebral e mão frias e úmidas.
O Dr. Wakim-Fleming diz que hábitos nervosos podem adicionar desconforto ao seu intestino em situações estressantes.
Ele diz que tudo se resume ao poder do cérebro de enviar mensagens que são recebidas nas muitas terminações nervosas do intestino.
“O cérebro dita todo o nosso sistema. O que faz com que o cérebro reaja, seja com um sentimento feliz, triste ou ansioso, enviando muitas mensagens”.
Agora que já sabe o que é, se você está com uma sensação de frio na barriga constante, saiba que ele pode ser sintoma de estresse e ansiedade, por isso, procure o seu médico para que possa tratar essas condições de saúde.
Fontes e Referências Adicionais:
- https://www.jneurosci.org/content/jneuro/24/6/1330.full.pdf
- https://www.health.harvard.edu/healthbeat/the-gut-brain-connection
- https://www2.chemie.uni-erlangen.de/projects/ChemVis/motm/biofunc.html
- https://whyfiles.org/026fear/physio1.html
- https://youngdiggers.com.au/fight-or-flight
- https://www.britannica.com/science/external-anal-sphincter
Você já se perguntou sobre o que frio na barriga constante é sintoma? Conhece alguém que já passou por isso? Comente abaixo!
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7 Exercícios para Barriga Flácida Depois da Gravidez

O início da maternidade é um período que traz momentos e experiências maravilhosas para uma mulher, mas que também gera uns efeitos não tão bacanas assim, como uma barriga flácida depois da gravidez. Porém, para tudo há uma saída e, neste caso, algo que pode ajudar são os exercícios para barriga flácida depois da gravidez que a gente vai conhecer no artigo de hoje.
Se você ainda está grávida e por isso se preocupa com a flacidez que uma gestação pode trazer, apostamos que também vai apreciar esse outro artigo que aborda se uma grávida pode malhar.
Antes, alguns alertas
Antes de começar a fazer exercícios para barriga flácida depois da gravidez, a mulher precisa consultar o seu médico para saber direitinho a partir de quanto tempo depois de dar à luz pode começar ou retornar aos treinamentos físicos.
“Os exercícios para o pós-parto ajudam a emagrecer e a melhorar a postura, mas só devem ser realizados após a liberação do obstetra pelo risco de reabertura dos pontos da cesária ou da episiotomia”, advertiu o personal trainer pós-graduado em treinamento de força e atividade física, Carlos Bruce.
Da mesma forma, a mulher precisa perguntar ao profissional que tipo de exercício ela está apta a praticar e em que intensidade e período ela pode realizá-los.
Por exemplo, de acordo com o que explicou a bacharela em ciência do exercício e especialista em condicionamento e força, Jen Weir, exercícios como pranchas, abdominais, bicicleta e pranchas laterais, devem ser feitos somente depois que a mulher estiver completamente recuperada.
Além disso, a nova mamãe deve sempre fazer o seu treinamento sob o acompanhamento de um educador físico qualificado para trabalhar com mulheres que deram à luz há pouco tempo. Isso dá a segurança de ter a orientação de um profissional que ensinará como executar a técnica de cada exercício direitinho e que poderá prestar os primeiros socorros caso alguma lesão ocorra.
O educador físico também garante que o treino contra flacidez será eficiente, pois é capacitado para indicar os melhores exercícios, assim como a quantidade de séries e repetições ideais para cada mulher.
Caso a nova mamãe resolva arriscar e treinar por conta própria, apenas por meio de tutoriais, ela deve ter o cuidado de rever muitas vezes as orientações até dar conta de executar o movimento bem direitinho.
E se machucar-se de alguma maneira, a mulher deverá procura um auxílio médico bem rapidamente, mesmo que imagine não se tratar de algo grave, visto que não contará com o profissional apoio do educador físico para prestar os primeiros socorros.
7 exercícios para barriga flácida depois da gravidez
Uma vez que os alertas foram devidamente passados, vamos conhecer finalmente as sugestões de exercícios para barriga flácida depois da gravidez:
1. Inclinação pélvica
Imagem: wikiHow
Como fazer: deitar-se de costas em uma colchonete de exercícios com os joelhos dobrados, nivelar as costas contra o chão e apertar os músculos abdominais. Na sequência, inclinar ligeiramente a pélvis para cima e segura a posição por cinco segundos.
2. Prancha
Imagem: wikiHow
Como fazer: deitar de barriga para baixo com os antebraços retos no chão como na imagem acima, formando um ângulo reto com os braços. Então, levantar-se do chão, erguendo todo o corpo. É preciso encostar no chão apenas com os antebraços e as pontas dos pés.
Mantendo as costas retas sem permitir que o traseiro caia, segurar a posição o máximo que conseguir. Para as iniciantes, a recomendação é segurar a posição por 30 segundos.
3. Abdominal com bola
Imagem: via Tua Saúde
Como fazer: deitar-se de costas em um colchonete de exercícios com as costas retas e os braços estendido verticalmente ao lado do corpo. Dobrar os joelhos e levantar as pernas, de modo que as partes inferiores das pernas e o pés fiquem na horizontal e que as partes superiores das pernas fiquem na vertical, como na imagem acima.
Pedir que alguém coloque uma bola de exercícios em cima das partes inferiores das pernas e contrair os músculos abdominais, enquanto segura a posição ao longo de um minuto. As instruções são do personal trainer pós graduado em treinamento de força e atividade física, Carlos Bruce.
Depois que já estiver 100% recuperada, a mulher pode conversar com o seu médico e com o personal trainer a respeito da inclusão de outros exercícios com bola na sua rotina.
4. Ponte
Imagem: via Fisiostudio
Como fazer: deitar-se de barriga para cima em um colchonete de exercícios, deixar os braços estendidos verticalmente ao longo do corpo e dobrar os joelhos. Após, elevar o quadril do solo sem encostar o bumbum no chão. Fazer o exercício continuamente ao longo de um minuto. As instruções são do personal trainer pós graduado em treinamento de força e atividade física, Carlos Bruce.
5. Abdominal crunch
Imagem: wikiHow
Como fazer: deitar-se de costas em um colchonete de exercícios e dobrar os joelhos, mantendo os pés no chão, e cruzar as mãos em cima do peito como na imagem acima. Utilizando somente os músculos abdominais, levantar os ombros em direção aos joelhos até onde der conta sem forçar a barra. Exalar o ar enquanto ergue o corpo.
Pausar e abaixar-se de volta ao posicionamento original, exalando o ar. Este exercício deve ser realizado depois que a mulher já estiver confiante no seu fortalecimento pós-parto. Confira aqui outras dicas sobre como fazer abdominais corretamente.
6. Abdominal bicicleta
Imagem: via Pop Sugar
Como fazer: deitar-se de costas com a região lombar pressionada no chão. Colocar as mãos atrás da cabeça, levar os joelhos em direção ao peito e tirar as escápulas do chão, sem puxar o pescoço.
Endireitar (deixar reta) a perna direita em um ângulo de aproximadamente 45º do chão sem girar a parte superior do corpo para a esquerda, levando o cotovelo direito em direção ao joelho esquerdo. Ao fazer isso, certificar-se que não apenas os cotovelos, como também a caixa toráxica, estão sendo movimentadas. Trocar os lados das posições e repetir o exercício do lado oposto.
7. Ponte lateral
Imagem: via Pop Sugar
Como fazer: deitar-se de lado em um colchonete de exercícios, colocando o peso no cotovelo. As pernas devem ficar quase retas e os pés devem ser sobrepostos um em cima do outro, enquanto o braço de cima é dobrado colocando a mão na cintura e o de baixo fica dobrado somente com a parte inferior no chão, conforme a primeira imagem.
Uma vez na posição inicial, inalar o ar para preparar-se para fazer o exercício. Então, puxar os músculos abdominais até a coluna vertebral e levantar a pélvis no chão, como na segunda imagem. A parte de baixo da cintura precisa ser realmente erguida.
Tomar cuidado para que os ombros fiquem longe das orelhas, mantendo as escápulas para baixo. Segurar a posição por três segundos.
Bônus: exercícios para o corpo todo
“Trabalhar o corpo inteiro com exercícios cardiovasculares e de treinamento de força vai construir músculos e queimar qualquer excesso de gorduras que você tenha embaixo da sua pele, fazendo com que a sua barriga tenha uma aparência mais firme. Ambicione pelo menos 30 minutos de cardio na maioria dos dias da semana e treino de força três vezes por semana, focando nos exercícios que atingem os grandes grupos musculares do corpo”, aconselhou a bacharela em ciência do exercício e especialista em condicionamento e força, Jen Weir.
Tudo isso, logicamente, somente depois de ter recebido o aval do médico para malhar e obedecendo sempre as suas orientações.
Gostou das dicas? Então você também vai curtir essas outras sugestões de como voltar ao normal a barriga pós-parto.
Fontes e Referências Adicionais:
- https://journals.lww.com/acsm-healthfitness/FullText/2014/11000/Postpartum_Exercise.3.aspx
- https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12181395
- http://www.iosrjournals.org/iosr-jnhs/papers/vol7-issue1/Version-8/C0701081620.pdf
- https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1038/oby.2002.114
Você já sabia quais os 7 exercícios para barriga flácida depois da gravides? Pretende experimentar? Comente abaixo!
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