11 Melhores Remédios Caseiros para Má Digestão

Todo mundo passa por problemas digestivos em algum momento e sabemos como eles podem causar transtornos, por isso é importante conhecer quais são os melhores remédios caseiros para má digestão e saber como aliviar esse desconforto de forma simples e natural.

Sintomas como náusea, azia, gases, dor de estômago, constipação ou diarreia podem acabar com seus planos e fazer você se sentir muito mal apenas por causa de algo que não caiu bem no seu estômago. Confira também os principais sintomas e causas de má digestão.

Muitas vezes, a má digestão ocorre por causa de certos alimentos. Assim, é importante conhecer alguns alimentos ruins para o estômago que você pode pensar em evitar caso esteja enfrentando indigestão com frequência.

Para que você não seja mais surpreendido, veja aqui o que é bom para má digestão e conheça as suas opções para melhorar o processo digestivo.

Indigestão

A indigestão não é uma doença, mas sim um sintoma de que algo não vai bem com o sistema gastrointestinal. A indigestão ocasional não é um problema sério e pode ser facilmente controlado com o uso de um remédio caseiro, mas a indigestão frequente pode ser um sinal de alguma doença como a gastrite, o refluxo ácido ou a úlcera gástrica.

Outras causas de má digestão podem incluir:

  • Doença inflamatória intestinal;
  • Doença do refluxo gastroesofágico;
  • Intolerância alimentar;
  • Uso de certos medicamentos;
  • Constipação crônica.

A primeira opção de muita gente ao sentir sintomas de má digestão é ir até a farmácia e comprar um antiácido, mas você sabia que pode aliviar a indigestão com remédios naturais?

Muitas vezes, os sintomas da má digestão desaparecem sozinhos, mas o uso de remédios caseiros pode promover o alívio rápido do desconforto. Conheça abaixo quais são as suas opções naturais para aliviar a indigestão a curto prazo.

Melhores remédios caseiros para má digestão

1. Fibras

As fibras são indispensáveis para uma boa saúde digestiva. A primeira coisa que você deve fazer é tentar ajustar a quantidade de fibras alimentares na sua dieta.

Elas podem melhorar a digestão por meio da regulação dos movimentos intestinais e também pelo aumento da quantidade de bactérias saudáveis no intestino. Tanto a fibra solúvel quando a insolúvel tem o seu valor. De acordo com um estudo publicado em 2017 no Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, a fibra solúvel absorve a água e adiciona volume as fezes enquanto que a fibra insolúvel atua estimulando o movimento intestinal.

As diretrizes alimentares propostas por órgãos de saúde indicam que um adulto saudável deve ingerir aproximadamente 25 gramas de fibras por dia.

As fibras solúveis são encontradas em alimentos como farelo de aveia, nozes, legumes e sementes. Já as insolúveis são encontradas em vegetais, grãos integrais e farelo de trigo.

2. Água

Uma das principais causas de constipação é a desidratação. Não basta caprichar no consumo de fibras sem beber água. A fibra e a água trabalham em conjunto para dar mais volume as fezes e facilitar a evacuação, sendo cruciais para evitar problemas como inchaço abdominal e constipação.

Além de beber bastante água, vale a inclusão de alimentos com alto teor de água em sua composição como é o caso da melancia, do melão, do pepino, do aipo, do tomate, do morango, do pêssego, da abobrinha e da toranja.

3. Chá de hortelã

A hortelã tem efeito antiespasmódico, sendo uma ótima opção de remédio caseiro para indigestão e náusea.

Tomar uma xícara de chá de hortelã depois das refeições pode aliviar sintomas de má digestão, desde que eles não tenham sido causados por refluxo ácido. Mas se o seu caso é justamente o refluxo ácido, conheça os melhores chá para refluxo e aprenda a prepara-los.

Isso porque a hortelã atua relaxando o esfíncter inferior do esôfago (uma espécie de válvula que fica entre o estômago e o esôfago para separar os seus conteúdos) e o relaxamento pode fazer com que o ácido estomacal volte ao esôfago e piore o refluxo. Assim, se você sofre dessa condição ou de outros problemas de saúde como úlceras ou doença do refluxo gastroesofágico, é melhor evitar a hortelã.

Nos demais casos, o chá da erva pode realmente aliviar o desconforto estomacal. E de acordo com um estudo publicado em 2014 no Journal of Clinical Gastroenterology, o óleo de hortelã pode ajudar até no tratamento da síndrome do intestino irritável.

4. Chá de camomila

O chá de camomila tem propriedades relaxantes que ajudam a induzir o sono e a aliviar a ansiedade. A erva também ameniza o desconforto intestinal e alivia a má digestão pois ela promove a redução do ácido estomacal presente no trato gastrointestinal.

Os efeitos anti-inflamatórios da camomila também ajudam a reduzir a dor de estômago.

A camomila só não é indicada se você estiver fazendo uso de algum remédio ou substância com propriedades anticoagulantes.

5. Gengibre

Outro remédio caseiro para má digestão é o gengibre que pode ser saboreado em um chá feito a partir de sua raiz. Ele atual reduzindo o ácido estomacal que pode ser o responsável pela indigestão.

Mas atenção, não consuma mais do que 3 ou 4 gramas de gengibre por dia. Segundo estudo publicado em 2016 no periódico científico Integrative Medicine Insights, gengibre em exagero pode causar azia, irritação ou queimadura na garganta e gases.

6. Vinagre de maçã

O vinagre de maçã é um daqueles condimentos que serve para praticamente tudo. Além de beneficiar a pele, facilitar a perda de peso e ser um ótimo ingrediente para suas receitas, o vinagre de maçã também é um remédio para indigestão.

Em alguns casos, a baixa quantidade de ácido estomacal pode causar indigestão. Em situações como essas, tomar vinagre de maçã pode estimular a produção de mais ácido, aliviando assim o desconforto. Basta adicionar uma ou duas colheres de chá de vinagre de maçã em um copo de água antes ou depois da refeição.

Apenas tenha o cuidado de diluir o vinagre de maçã em água antes de tomar e evitar excessos. Esse vinagre, quando ingerido em grandes quantidades, pode causar efeitos adversos como náusea, queimação na garganta, redução dos níveis de açúcar no sangue erosão do esmalte do dente.

Devido à acidez do vinagre, pessoas com gastrite ou outros problemas estomacais podem ter receio de usa-lo como remédio caseiro. Veja se o vinagre de maçã faz mal para gastrite caso essa seja a sua dúvida.

7. Bicarbonato de sódio

Esse é um antiácido natural que você pode usar para neutralizar o excesso de ácido estomacal que está te causando a má digestão.

Neste caso, a inclusão de ½ colher de chá de bicarbonato de sódio em cerca de 100 mL de água é suficiente para aliviar a indigestão, o inchaço e os gases.

Ingerir muito bicarbonato pode causar diarreia ou constipação, espasmos musculares, irritabilidade e diarreia. Uma pesquisa de 2013 do Journal of Medical Toxicology sugere que não é recomendado tomar mais do que 7 ½ colheres de chá para indigestão em um período de 24 horas.

8. Semente de erva doce ou funcho

A erva doce é uma planta com efeito antiespasmódico que alivia a indigestão após a refeição. A semente de erva doce é perfeita como remédio caseiro para comida que fez mal já que ela ameniza sintomas como náusea, inchaço abdominal e cólica.

Se você nunca usou sementes de erva doce, uma boa forma de consumir é colocar ½ colher de chá de sementes esmagadas em um copo de água e deixar ferver durante 10 minutos. Também é possível mastigar as sementes após a refeição que te causou desconforto.

O mais prudente é experimentar uma quantidade baixa de sementes na primeira vez que for usar, pois elas podem causar efeitos colaterais como náusea, vômito e sensibilidade ao sol.

9. Raiz de alcaçuz

A raiz de alcaçuz é conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias que podem diminuir a inflamação no trato gastrointestinal. Além disso, a raiz de alcaçuz pode aliviar espasmos musculares e melhorar a indigestão.

Você pode mastigar a raiz ou então preparar um chá. Em concentrações muito altas, o alcaçuz pode desequilibrar os níveis de sódio e potássio no organismo, podendo causar pressão alta. Por isso, não é indicado consumir mais do que 2,5 gramas de raiz de alcaçuz por dia.

10. Água com limão

Acredita-se que a água com limão pode ser um bom remédio para má digestão. Basta adicionar uma colher de sopa de suco de limão em água morna e beber antes de comer.

Além de ser uma ótima fonte de vitamina C, a água com limão também ajuda na perda de peso. O único cuidado que deve ser tomado é em relação aos dentes, pois o ácido do limão pode desgastar o esmalte dos dentes. Para prevenir esse problema, enxague a boca com água logo depois de tomar a água com limão e aguarde alguns minutos antes de escovar os dentes.

11. Semente de coentro

Segundo a Harvard Medical School, a semente de coentro tem efeitos carminativos e anti-inflamatórios que aliviam a dor de estômago e facilitam a digestão. Essas sementes aliviam sintomas como gases e espasmos intestinais.

O modo mais fácil de consumir a semente de coentro é levando uma colher de chá de sementes de coentro para uma panela com uma xícara de água até a fervura. Depois de esfriar um pouco, é só coar e tomar o chá.

Detectando a causa da indigestão

Quando a indigestão se torna frequente, é importante detectar a causa do problema para que ele seja tratado.

Caso seus episódios sejam muito frequentes ou se repitam por mais de duas semanas, é hora de procurar um médico, especialmente se um ou mais dos sintomas abaixo forem observados:

  • Perda de peso;
  • Perda de apetite;
  • Dificuldade para engolir;
  • Fadiga;
  • Fezes pretas;
  • Vômito.

Embora seja bastante comum, a indigestão pode indicar uma condição de saúde mais séria como a intolerância ou alergia alimentar, a gastrite, o refluxo ácido e até mesmo o câncer de estômago.

Os casos de alergia em geral, inclusive de alergia alimentar, vêm crescendo bastante. Não deixe de dar uma olhada na lista de sintomas de alergia alimentar e saiba o que fazer ao nota-los no seu dia a dia.

Eliminação de hábitos alimentares ruins e adoção de hábitos melhores

– Evitar refeições perto da hora de dormir

Comer muito tarde pode causar azia e indigestão. Lembre-se de que seu corpo precisa de tempo para digerir os alimentos e que ao se deitar logo depois de comer o processo de digestão ainda não acabou.

Segundo uma pesquisa de 2015 do International Journal of Molecular Epidemiology and Genetics, o hábito de se alimentar e deitar em seguida favorece os episódios de refluxo.

– Ingerir alimentos nutritivos

Consumir os nutrientes certos facilita o processo digestivo. A ingestão de gorduras saudáveis por exemplo ajuda na absorção dos nutrientes, além de reduzir o risco de doenças inflamatórias intestinais.

Boas fontes de gordura são as nozes, a chia, a linhaça e peixes gordurosos.

– Probióticos

Os probióticos são bactérias saudáveis que apoiam a saúde digestiva. Estudos como o publicado em 2015 no World Journal of Gastroenterology comprovaram que os probióticos melhoram sintomas como o inchaço, os gases e a dor em pessoas com síndrome do intestino irritável.

Outra pesquisa de 2013 publicada no periódico Advances in Clinical and Experimental Medicine sugere que os probióticos ajudam a evitar a constipação e a diarreia, regulando o trânsito intestinal. Confira esses e outros benefícios dos probióticos para a sua saúde.

Exemplos de fontes de probióticos incluem os alimentos fermentados em geral e os suplementos probióticos de Lactobacillus e Bifidobacterium.

– Glutamina

A glutamina é um aminoácido que pode dar suporte à saúde intestinal. Os níveis de glutamina podem ser aumentados por meio do consumo de alimentos como o peru, a soja, as amêndoas e os ovos ou então na forma de suplementos.

– Zinco

A deficiência de zinco está associada a vários distúrbios intestinais, o que indica a importância desse mineral para manter a saúde intestinal.

Uma publicação de 2014 do World Journal of Gastrointestinal Pathophysiology atestou que a suplementação com zinco beneficiou pacientes com diarreia, colite e outros problemas digestivos.

Alimentos ricos em zinco incluem os mariscos, as carnes em geral e as sementes de girassol.

– Mastigar a comida

O início da digestão é na boca. A mastigação dos alimentos é essencial para quebrar os alimentos em pedaços pequenos que as enzimas do trato digestivo são capazes de digerir.

Ao mastigar bem os alimentos, você produz mais saliva que é importante para quebrar alguns carboidratos e gorduras. Assim, o estômago precisa trabalhar menos, o que ajuda a evitar problemas digestivos como a azia e a indigestão e também a melhorar a absorção de nutrientes.

– Se alimentar de forma consciente

Prestar atenção no que você está comendo e na mastigação pode eliminar problemas comuns na vida de quem come muito rápido como os gases, o inchaço abdominal e a indigestão.

Estudos como o publicado em 2014 no periódico científico Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine indicam que a atenção plena durante a alimentação pode diminuir os sintomas digestivos em pessoas com síndrome do intestino irritável e colite ulcerosa.

– Manter um diário alimentar

Certos alimentos ou bebidas podem ser a causa da sua indigestão, mas você só vai conseguir identifica-los rapidamente prestando muita atenção na sua alimentação diária ou então mantendo um diário alimentar.

O hábito de anotar o que você come e como você se sente depois das refeições não só ajuda a ter uma consciência alimentar mais realista como também auxilia na identificação de alimentos que te fazem mal. Apenas limitar o consumo deles pode fazer você se sentir bem melhor.

Outras dicas

– Parar de fumar

Estudos como o publicado em 2004 na revista Gut indicam que fumar quase dobra o risco de desenvolver problemas digestivos como o refluxo ácido.

Ao parar de fumar, tais sintomas desaparecem e seu sistema digestivo bem como outros sistemas vitais do organismo vão te agradecer por essa atitude.

– Limitar o álcool

Consumir muito álcool eleva a produção de ácido estomacal e pode causar sintomas digestivos como a azia e o refluxo. Uma pesquisa do periódico Alcohol Research de 2015 sugere que o álcool está associado a doenças inflamatórias intestinais e a alterações na flora intestinal. Sendo assim, diminuir a ingestão de bebidas alcoólica pode contribuir para um sistema digestivo mais saudável.

– Se exercitar

A atividade física regular melhora a digestão, pois ela estimula o transporte da comida através do sistema digestivo.

Um estudo de 2005 indexado na revista Scandinavian Journal of Gastroenterology mostrou que pessoas com constipação crônica que passaram a caminhar durante 30 minutos por dia apresentaram melhoras na digestão.

– Gerenciar o estresse

O estresse afeta muitas funções no nosso corpo, inclusive o sistema digestivo. Os altos níveis de hormônios do estresse interferem na digestão porque o corpo identifica o estresse como uma situação de emergência e foca em resolver esse problema o quanto antes, deixando de lado funções “menos importante” como a digestão.

Pessoas muito ansiosas podem ter problemas de digestão com grande frequência. Aprender a lidar com essas emoções pode melhorar não só a saúde mental como também o processo digestivo.

Orientações da American Psychological Association são de que para gerenciar o estresse você deve praticar exercícios físicos frequentemente, ter uma boa rede de suporte incluindo amigos, familiares e profissionais da saúde e dormir bem.

Conclusão

Os remédios caseiros para a indigestão estão aí para que você não sofra e não deixe a má digestão atrapalhar o seu dia a dia. Porém, ao notar que a indigestão está tão frequente a ponto de interferir na sua qualidade de vida, é indispensável ir até o consultório médico. Quanto antes a causa da indigestão for detectada, mais rápido e efetivo será o tratamento.

Vale a pena fazer uma análise da sua dieta e do seu estilo de vida. Pode ser que algumas adaptações no dia a dia sejam suficientes para acabar com a sua indigestão. Adotar uma dieta mais saudável e nutritiva, reduzir o estresse, se movimentar e abandonar hábitos nocivos para a sua saúde são boas medidas que suportam a função digestiva e tantos outros sistemas indispensáveis para a sua saúde.

Referências adicionais:

Você já conhecia os 11 melhores remédios caseiros para má digestão? Pretende experimentar algum na próxima vez? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.
11 Melhores Remédios Caseiros para Má Digestãosurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
11 Melhores Remédios Caseiros para Má Digestão visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com

Botox na Boca – Para Que Serve, Riscos, Cuidados e Dicas

Como o botox pode ser aplicado em praticamente todas as partes do rosto, o botox na boca tem se tornado cada vez mais comum. Entenda aqui para que serve o Botox na boca, quais são os benefícios e riscos da técnica e não deixe de conferir o antes e depois de pessoas que aplicaram o Botox e não se arrependeram do que conquistaram.

Você provavelmente já conhece outros tipos de Botox. Caso você não saiba exatamente como ele funciona, confira o que é o Botox e para que ele serve. Os vários tipos de Botox no rosto podem reduzir linhas de expressão, deixar a pele mais firme e trazer tantos outros benefícios. Na boca, o Botox pode deixar os lábios mais carnudos e muitas outras mudanças.

Se você está grávida ou pretende engravidar, e está com receio de aplicar Botox, saiba se grávida pode fazer Botox sem prejudicar o bebê.

Quer saber o que mais pode mudar no seu visual usando Botox na boca? Veja a seguir como funciona e quais são os benefícios que você pode obter aplicando Botox nos lábios.

O que é Botox?

De acordo com uma publicação de 2010 do Indian Journal of Dermatology, o Botox é a forma cosmética da toxina botulínica, que é um composto químico com propriedades que fazem com que os músculos enfraqueçam ou fiquem paralisados temporariamente. Por meio de uma injeção de Botox, os músculos ficam relaxados no local da aplicação por um determinado período de tempo, a depender da quantidade e intervalo entre as injeções.

De uma forma mais científica, o Botox é uma proteína obtida a partir da toxina botulínica, que é produzida pela bactéria Clostridium botulinum – presente em ambientes naturais como no solo, nos lagos, nas florestas e até no trato intestinal de mamíferos e de peixes.

Quantidades muito grandes dessa toxina podem causar o botulismo, uma intoxicação muito grave que pode levar à morte.

Mesmo sendo uma toxina, em doses baixas e quando usada da maneira correta, o Botox pode ser aproveitado para usos médicos e cosméticos. Segundo o American Osteopathic College of Dermatology, o Botox é considerado seguro e tem poucos efeitos adversos quando utilizado dentro de um contexto terapêutico.

O Botox, mesmo em doses muito baixas, causa a paralisação temporária dos músculos, o que pode ser bem aproveitado pelo mercado estético para eliminar linhas de expressão, por exemplo. Existem várias versões comerciais da toxina botulínica, mas a mais famosa é a Botox.

Compreenda melhor como é a aplicação do Botox no rosto antes de saber como a substância atua na boca.

Botox na boca

Quando injetado na região da boca, o Botox pode remodelar os lábios. Mas é preciso que a aplicação seja feita com cuidado e por um profissional.

Existem cerca de 43 músculos no rosto e é preciso que quem está aplicando as injeções conheça bem tais músculos e saiba exatamente onde o Botox deve ser inserido para produzir o resultado almejado.

A quantidade de injeções varia e depende de quais características ao redor da boca você pretende mudar.

Para que serve

O Botox na boca serve para diversos fins estéticos, como:

  • Minimizar vincos no lábio superior e inferior;
  • Suavizar ou remover linhas de expressão nos cantos da boca;
  • Corrigir o sorriso que mostra muito as gengivas;
  • Elevar os cantos da boca;
  • Melhorar a aparência do lábio superior.

O procedimento de aplicação do Botox é muito simples e não requer anestesia e nenhum tipo de preparo.

Como funciona o Botox?

A toxina botulínica afeta o sistema nervoso, interrompendo parte do processo de sinalização nervosa que estimula a contração dos músculos. Com esse mecanismo interrompido, ocorre uma paralisia muscular temporária.

A interrupção desse processo ocorre porque o Botox impede a liberação de acetilcolina, uma espécie de mensageiro químico que permite a contração das células musculares. Desta forma, os músculos que recebem as injeções de Botox se contraem menos e se tornam menos rígidos.

Um estudo de 2010 do Indian Journal of Dermatology, indica que a ação do Botox demora de 24 a 72 horas para entrar em vigor. A duração do efeito da toxina botulínica é temporário e pode durar de 3 a 12 meses, dependendo do local e da quantidade de injeções aplicadas. Depois desse período, é preciso reaplicar o Botox para preservar os resultados.

Como fica a boca depois de um Botox?

Os resultados do Botox na boca vão depender do local em que as injeções são aplicadas.

– Botox na boca para aumento dos lábios

Um exemplo prático desse tipo de aplicação de Botox é aquele que faz os lábios parecerem maiores do que realmente são. Nesse caso, as injeções são aplicadas na parte superior média do lábio superior. O Botox faz os músculos da região relaxarem e, quando eles relaxam, o lábio acaba se curvando para cima, alongando o lábio superior sem precisar adicionar volume por meio de outros métodos estéticos como o preenchimento labial, por exemplo.

– Botox para corrigir o sorriso

Outra técnica é aquela usada para esconder parte da gengiva quando ela é muito perceptível no sorriso. Embora seja normal, algumas pessoas se incomodam com isso e podem corrigir o pequeno problema com a ajuda do Botox. A injeção nessa situação é aplicada na região do arco do cupido, que é a parte central do seu lábio superior que geralmente tem um formato em “V”. Nesta parte da boca, está o músculo orbicular da boca, que é o músculo que atua toda vez que você enruga os lábios. Aplicar o Botox nesse local causa o relaxamento do músculo e dessa forma os lábios se curvam. Assim, quando você sorrir, o relaxamento muscular vai ajudar a cobrir as gengivas e permitir que os lábios apareçam mais e fiquem um pouco maiores.

Logo depois do procedimento, que dura cerca de 10 a 15 minutos, você já pode retomar suas atividades normalmente já que o Botox não é considerado um procedimento cirúrgico e não exige tempo de recuperação.

Se você busca um procedimento cirúrgico mais completo capaz de remover várias linhas de expressão de uma só vez, talvez você se interesse pelo lifting facial ou pela técnica do fio russo.

– Botox para suavizar rugas labiais

Muita gente procura o Botox na boca para reduzir ou eliminar as linhas de expressão e rugas na região dos lábios. O resultado é temporário, mas torna imperceptíveis as marcas de expressão formadas na boca ao longo dos anos.

Antes e depois

Para visualizar o que descrevemos acima, selecionamos algumas imagens de pessoas que se submeteram a um Botox na boca para que você veja o que esperar desse procedimento estético.

Leva mais ou menos uma semana para que o Botox exerça seu papel no relaxamento dos músculos. Os resultados persistem por vários meses, mas a boca volta ao que era antes quando o efeito do Botox começa a desaparecer.

Riscos

Tanto o Botox como outros produtos aplicados na boca para fins estéticos têm benefícios e riscos envolvidos.

Alguns efeitos adversos, geralmente leves, que podem ocorrer e durar alguns dias podem incluir:

  • Dormência no local da injeção;
  • Dor de cabeça;
  • Hematomas no local da injeção;
  • Inchaço temporário;
  • Náusea;
  • Sensibilidade.

Também há o risco de efeitos colaterais mais sérios, mas felizmente eles são raros. São eles:

  • Fraqueza muscular geral;
  • Dificuldade para falar;
  • Distúrbios visuais;
  • Dificuldade para respirar;
  • Dificuldade para engolir.

Há ainda alguns riscos específicos que podem afetar quem aplica Botox na boca que têm a ver com o efeito de relaxamento causado nos músculos. Esse relaxamento enfraquece os músculos dos lábios e traz muitos efeitos estéticos benéficos, mas também pode afetar a sua capacidade de franzir, assobiar, beijar e até de usar canudos. O enfraquecimento muscular pode afetar até a fala e a dicção além de fazer a pessoa morder os lábios com frequência. Tais efeitos podem acontecer, principalmente quando uma quantidade muito alta de Botox é aplicada em uma região só.

De acordo com a American Society of Plastic Surgeons, o Botox é seguro e mais de 6,7 milhões de procedimento com a toxina foram realizados somente no ano de 2015.

Além disso, como o efeito do Botox é temporário, os efeitos colaterais – quando observados – também é passageiro.

Uma publicação de 2008 do European Journal of Neurology, mostra que em casos raros, o tratamento estético com Botox pode falhar por causa da ação de anticorpos que combatem a toxina.

Cuidados e dicas

Quem está grávida, ou planeja engravidar nos próximos meses, não deve se submeter a injeções de Botox.

A American Society of Plastic Surgeons também aconselha que as pessoas não esfreguem e nem massageiem a região onde foi aplicada a injeção de Botox porque isso pode espalhar a substância ao redor da pele, causando o relaxamento de outros músculos. Caso você faça isso acidentalmente, pode ser que você sinta uma fraqueza facial temporária ou uma leve queda em alguns músculos do rosto.

Vale a pena apostar no Botox na boca?

As injeções de Botox não geram resultados permanentes, então é importante considerar os custos de manutenção envolvidos no tratamento. O relaxamento dos músculos labiais é temporário e os resultados podem durar algumas semanas ou vários meses, dependendo do tipo da aplicação e da quantidade.

Assim, antes de decidir aplicar Botox, se informe sobre os custos e sobre os intervalos entre as aplicações para que os resultados sejam mantidos por mais tempo.

Procurar um bom profissional para fazer as aplicações é importante não só para evitar efeitos colaterais, como também para ter um efeito mais natural e evitar danos à sua saúde causados pela má aplicação ou pelo uso de doses inadequadas de Botox.

Referências adicionais:

Você já pensou em fazer botox na boca? Conhece alguém que já fez e possa recomendar? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.
Botox na Boca – Para Que Serve, Riscos, Cuidados e Dicassurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
Botox na Boca – Para Que Serve, Riscos, Cuidados e Dicas visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com

Bronquite Crônica – O Que é, Sintomas e Tratamento

A bronquite crônica é um dos problemas respiratórios que prejudicam muito a respiração e afetam a qualidade de vida. Entenda aqui o que é a bronquite crônica, quais são os sintomas e qual é o tratamento disponível para a doença.

Doenças e alergias que afetam o sistema respiratório têm se tonado cada vez mais comuns. Isso tem a ver com o nosso estilo de vida e com o alto nível de exposição aos poluentes encontrados no ar.

Em meio a tantas doenças, pode ser difícil entender o que é bronquite e diferenciar quadros de bronquite crônica de outras condições como a asma ou até mesmo de uma gripe ou crise alérgica forte. Abaixo, você vai sanar essas e outras dúvidas e saber tudo o que precisa para identificar a bronquite e tratá-la da melhor forma.

O que é a bronquite crônica

A bronquite é uma inflamação que afeta o revestimento dos tubos brônquicos que compõem as vias aéreas dos pulmões e que servem para transportar o ar para dentro e fora dos pulmões.

A condição se torna crônica quando o revestimento desses tubos fica repetidamente irritado e inflamado. A irritação e inchaço constantes danificam as vias aéreas e causam um acúmulo cada vez maior e mais frequente de muco, dificultando bastante a circulação e ar pelos pulmões.

Além das dificuldades respiratórias que vão piorando sem o tratamento adequado, a inflamação também pode danificar os cílios, que são estruturas semelhantes aos pelos que ajudam a manter a passagem de ar livres de germes. Porém, quando danificadas, essas estruturas não conseguem evitar a passagem de microrganismos e de substâncias irritantes, tornando o local fértil para infecções bacterianas e virais, por exemplo.

A bronquite aguda dura por, no máximo, três semanas, mas a bronquite crônica vai e volta com muita frequência. Para ser considerada crônica, os sintomas da bronquite devem estar presentes por pelo menos um período equivalente a três meses do ano por ao menos dois anos seguidos.

Causas e fatores de risco

Estimativas indicam que mais de 90% das pessoas com bronquite crônica tem um histórico de tabagismo. A inalação constante da fumaça do cigarro pode danificar as vias aéreas e os pulmões, aumentando o risco de desenvolver bronquite crônica.

O fumo passivo também contribui para o desenvolvimento da doença. Outras possíveis causas incluem:

  • Exposição à poluição do ar;        
  • Contato frequente com fumaça;
  • Inalação de gases tóxicos;
  • Infecções pulmonares frequentes devido a um sistema imunológico fraco.

Ao contrário do que muita gente pensa, a bronquite crônica não é causada por vírus ou bactérias. A maioria dos especialistas concorda que a principal causa de bronquite crônica é mesmo o tabagismo. A poluição do ar e seu ambiente de trabalho também podem desempenhar um papel. Isto é especialmente verdade se você também fuma.

Veja ainda se a bronquite é contagiosa e se você pode fazer alguma coisa para evitar pegar a doença.

Principais diferenças entre a bronquite aguda e a bronquite crônica

A bronquite aguda se dá a partir de um resfriado ou de uma infecção respiratória e melhora em poucos dias. Ou seja, os sintomas são passageiros.

Já na bronquite crônica, o problema é mais sério e nunca surge de repente. A bronquite crônica vai se desenvolvendo lentamente e é caracterizada por crises recorrentes que podem durar várias semanas, meses ou anos. Nesse caso, a inflamação constante no revestimento dos tubos brônquicos resulta no acúmulo de muco nas vias aéreas que prejudica muito a respiração.

A presença do muco restringe o fluxo de ar que entra e sai dos pulmões, causando dificuldades respiratórias sérias e gerando a produção de mais muco.

O tratamento é essencial para que a condição respiratória de uma pessoa com bronquite crônica não piore ainda mais, sob o risco de desenvolver complicações como o enfisema – um tipo de doença que afeta os pulmões.

A bronquite crônica é uma das doenças do grupo de doenças pulmonares obstrutivas crônicas, que são condições que bloqueiam o fluxo de ar nos pulmões, causando sérias dificuldades respiratórias. O enfisema pulmonar também é uma delas. De acordo com dados da American Lung Association, apenas nos Estados Unidos são mais de 11 milhões de pessoas com esse grave problema de saúde.

Sintomas da bronquite crônica

Quem sofre de bronquite crônica geralmente se queixa de uma tosse persistente que produz um muco espesso. Outros sintomas da doença incluem:

  • Chiado no peito;
  • Falta de ar;
  • Dor no peito;
  • Muco que pode ser amarelo, verde ou branco.

Sintomas adicionais podem incluir:

  • Febre;
  • Fadiga;
  • Arrepios;
  • Desconforto no peito;
  • Mau hálito;
  • Congestão sinusal.

Quanto mais longo é o período de inflamação e irritação nos tubos brônquicos, mais pesada e persistente se torna a tosse, e a quantidade de muco também aumenta. A falta de ar e o cansaço podem prejudicar ou até impossibilitar a prática de atividades físicas.

Conforme a doença progride, a pele e os lábios podem ficar azulados em decorrência da falta de oxigênio na corrente sanguínea. O fluxo de sangue insuficiente também pode causar edemas periféricos ou inchaços nas pernas e nos tornozelos.

Além disso, outros problemas de saúde ou fatores ambientais podem atuar como gatilhos para crises graves como:

  • Infecção do trato respiratório como um resfriado ou uma gripe;
  • Outros tipos de infecções;
  • Problemas no coração;
  • Exposição a substâncias irritantes como poeira, pólen ou poluição.

Embora um único episódio de bronquite geralmente não seja motivo de preocupação, ele pode levar a pneumonia em algumas pessoas. 

Diagnóstico

Além de perguntar sobre um possível histórico de tabagismo, o médico vai ouvir os seus pulmões com o auxílio de um estetoscópio, e alguns testes adicionais podem ser solicitados como:

Teste de função pulmonar: é um teste que envolve várias medidas da quantidade de ar que entra e sai dos pulmões para avaliar se o funcionamento dos pulmões está satisfatório.

Radiografia de tórax: trata-se de um exame de imagem do tórax que registra o estado dos pulmões e de outros órgãos do local para descartar outras causas da sua dificuldade respiratória, como a insuficiência cardíaca, por exemplo.

Tomografia computadorizada: outro exame de imagem que é muito mais detalhado do que o anterior e oferece um panorama completo sobre as vias aéreas.

Teste de escarro: exame em que o muco que você elimina dos pulmões por meio da tosse é analisado para verificar a presença de bactérias ou de outros agentes infecciosos.

Tratamento da bronquite crônica

A bronquite crônica deve ser tratada de acordo com a gravidade dos sintomas. Um médico pode prescrever medicamentos específicos, mas você também pode aliviar alguns sintomas com remédios caseiros.

Medicamentos

– Broncodilatador

É um remédio que atua relaxando e abrindo as vias aéreas dos pulmões, facilitando a respiração e aliviando os sintomas da bronquite crônica. Geralmente, o broncodilatador é administrado com o auxílio de um inalador ou de um nebulizador para que o princípio ativo do medicamento atinja os pulmões imediatamente.

Considere ter um nebulizador para aliviar a tosse em sua casa, principalmente se você tem crises frequentes de bronquite.

– Teofilina

A teofilina é um medicamento antiasmático de uso oral que também relaxa os músculos das vias aéreas, causando a sua expansão e melhorando a respiração.

– Esteroides

Os esteroides costumam ser a terceira opção de prescrição. Eles podem ser inalados ou então administrados na forma de comprimidos. Eles atuam como anti-inflamatórios que reduzem o inchaço e a inflamação, facilitando a respiração.

– Antibióticos

A bronquite crônica não pode ser tratada com antibióticos, mas se uma infecção paralela for identificada, o uso do antibiótico pode ser necessário juntamente com outro remédio para tratar a bronquite.

– Oxigenoterapia

Essa é uma terapia indicada em casos mais graves de bronquite em que os níveis de oxigênio no sangue estão muito baixos e comprometem as funções vitais do corpo. Nesse caso, o oxigênio é inalado 24 horas por dia no hospital, ou então, com o uso de um dispositivo portátil em sua casa.

– Reabilitação pulmonar

Trata-se de um conjunto de técnicas que tem como objetivo melhorar a respiração e o bem estar do paciente com bronquite crônica. A reabilitação pulmonar é baseada em exercícios, aconselhamento nutricional e técnicas de respiração que ajudam a inspirar melhor o ar.

– Cirurgia

Uma cirurgia pode ser feita para remover sacos de ar que estão sem função nos pulmões para que mais espaço seja disponibilizado para a entrada de ar. Quando o pulmão está gravemente comprometido, pode ser sugerido um transplante de pulmão.

Remédios caseiros

– Umidificadores

O uso de umidificadores de ar pode ajudar a aliviar a tosse e a facilitar a eliminação do muco acumulado nas vias aéreas. É importante seguir as orientações de limpeza do fabricante para evitar o crescimento de bactérias e fungos no aparelho.

– Atividade físicas

Praticar atividades físicas podem ajudar no fortalecimento dos músculos respiratórios. O ideal é se exercitar pelo menos três vezes por semana durante 30 minutos.

Caso sua dificuldade respiratória seja muito grave, converse com seu médico para que ele te indique um tipo de exercício físico de baixa intensidade que você possa fazer para fortalecer o sistema cardiorrespiratório aos poucos.

– Respiração

Tentar técnicas de respiração diafragmática pode ajudar bastante no alivio dos sintomas da bronquite crônica. Respirar fundo pelo nariz e expirar lentamente pela boca faz com que o ar fique mais tempo nos seus pulmões e ajuda a regular a respiração, especialmente durante crises de falta de ar.

Dicas de prevenção e considerações

São muitos os fumantes que têm bronquite crônica, mas que ignoram a doença porque acham que é só uma tosse normal de quem fuma. Porém, é muito importante procurar um médico mesmo se sua suspeita de bronquite for infundada, pois os danos aos pulmões podem ser irreversíveis e comprometer sua capacidade respiratória para o resto da vida.

Sendo assim, procure um médico se você apresentar tosse que dura mais do que três semanas, tiver febre alta, expelir muco com sangue e sentir falta de ar ou chiado no peito.

Se você não tem bronquite crônica e quer garantir que não contraia a doença, siga as seguintes dicas:

  • Evite fumar e evite também o contato direto com a fumaça do cigarro;
  • Fique o mais longe possível de qualquer tipo de fumaça ou substâncias irritantes presentes no ar;
  • Use máscaras de proteção caso você tenha contato com fumaça ou compostos tóxicos no seu ambiente de trabalho.

Felizmente, a bronquite crônica se desenvolve lentamente e é possível identificar os sintomas precocemente antes de danos graves ocorrerem nos seus pulmões.

Referências adicionais:

Você já conhecia a bronquite crônica? Conhece alguém que passe por isso? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.
Bronquite Crônica – O Que é, Sintomas e Tratamentosurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
Bronquite Crônica – O Que é, Sintomas e Tratamento visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com

Leucócitos na Urina – O Que Pode Ser e O Que Fazer

Se você já precisou fazer um exame de sangue e o resultado veio mostrando leucócitos na urina, saiba mais sobre o que isso significa. Encontre aqui o que pode ser e o que fazer com altos níveis de leucócitos.

Os leucócitos são um tipo de glóbulo branco, que são as células responsáveis por parte do sistema de defesa do seu sistema imunológico. Aproveite para entender melhor o que são glóbulos brancos e o que significa uma alta ou baixa contagem de leucócitos no sangue.

Abaixo, você vai tirar todas as suas dúvidas sobre os leucócitos na urina e saber quando isso é um problema e como tratar a condição.

O que é leucócitos na urina

Um exame de sangue completo pode incluir a análise dos níveis de leucócitos no sangue. Conhecidos também como glóbulos brancos, os leucócitos fazem parte do sistema imunológico e ajudam no combate contra infecções e doenças.

Além de serem detectados no sangue, essas células de defesa também podem ser encontradas na urina por meio de um exame de urina.

Níveis altos de leucócitos na urina sugerem que existe uma infecção no seu corpo, que provavelmente está afetando o seu sistema urinário.

O que pode ser

Não é comum encontrar leucócitos alto na urina. Geralmente, os níveis de leucócitos na urina, quando observados, são muito baixos. As possíveis causas de glóbulos brancos altos são as seguintes:

– Infecção do trato urinário

A causa mais comum de leucócitos na urina é a infecção no trato urinário que pode afetar a uretra, a bexiga ou os rins. A infecção começa por causa de bactérias que entram no sistema urinário por meio da uretra e que podem se multiplicar na bexiga e, em casos mais graves, passar para os rins.

O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) afirma que as mulheres são as que mais sofrem com esse tipo de infecção e que até 60% das mulheres sofrem uma infecção urinária em algum momento da vida.

– Inflamação

Inflamações causadas por uma lesão, uma infecção ou uma doença, pode resultar na liberação de leucócitos na urina.

As inflamações mais comuns no trato urinário são a cistite que afeta a bexiga e a nefrite intersticial que afeta os rins.

– Pedras nos rins

Pedras nos rins também podem elevar o número de leucócitos na urina. Geralmente, as pedras nos rins se desenvolvem por causa do acúmulo de minerais e sais no órgão que forma cristais e são mais prováveis de ocorrer em quem bebe pouca água.

Se não tratada, as pedras podem interromper o fluxo de urina e causar uma infecção muito grave.

– Infecção renal

Infecções renais podem aumentar o número de glóbulos brancos na urina. Normalmente, o problema começa no trato urinário inferior e vai se espalhando até alcançar os rins. Em casos menos comuns, bactérias presentes em outras partes do corpo chegam até os rins por meio da corrente sanguínea.

– Bloqueio do sistema urinário

O bloqueio do sistema urinário por qualquer que seja o motivo pode causar complicações graves, incluindo a presença de sangue na urina e o acúmulo de líquido ao redor dos rins.

Alguns dos motivos que levam a um bloqueio do sistema urinário são pedras nos rins, tumores, presença de substâncias estranhas ou lesão traumática.

– Hábito de segurar a urina

Segurar a urina por muito tempo constantemente pode enfraquecer a bexiga e dificultar o seu esvaziamento total. Como a urina está sempre acumulada na bexiga, a presença de bactérias aumenta e é elevado também o risco de infecção.

– Outras causas possíveis

Causas menos comuns de níveis altos de leucócitos na urina incluem:

  • Doenças no sangue como a anemia falciforme;
  • Cistite intersticial;
  • Uso de alguns medicamentos para aliviar a dor;
  • Alguns tipos de câncer como o câncer de próstata, da bexiga ou do rim.

De acordo com uma publicação do New England Journal of Medicine, algumas infecções virais, infecções fúngicas, tuberculose ou doenças sexualmente transmissíveis podem causar alterações nos níveis de leucócitos na urina.

Sintomas de leucócitos alto na urina

Os sintomas de leucócitos alto podem variar de acordo com a condição de saúde que está fazendo com que os leucócitos se acumulem na urina.

No caso de infecção no trato urinário, por exemplo, os sintomas mais observados são:

  • Sensação de queimação ao urinar;
  • Cheiro forte na urina;
  • Urina turva ou com coloração rosa;
  • Desejo frequente de urinar;
  • Dor pélvica.

Quando a causa dos altos níveis de leucócitos é uma obstrução, o principal sintomas é a dor abdominal que pode afetar um lado ou ambos os lados do abdômen. Em casos de pedras nos rins, os sintomas são semelhantes aos de uma infecção urinária, mas com desconfortos adicionais que incluem náusea, vômito e dor intensa.

Outros sinais podem incluir:

  • Tremores;
  • Febre;
  • Dor lombar;
  • Dor durante a relação sexual.

O que fazer

Antes de mais nada, é indicado detectar a causa dos leucócitos altos. Uma faixa considerada normal de leucócitos na corrente sanguínea varia de 4.500 a 11.000 leucócitos por microlitro de sangue. Na urina, esse intervalo é ainda menor e é considerado normal quando há até 5 leucócitos por campo de alta potência.

A primeira coisa que seu médico deve fazer é verificar se você tem uma infecção urinária, que é a causa mais comum de alterações nos leucócitos na urina. Uma amostra da urina será então coletada para que testes adicionais sejam feitos incluindo a análise de glóbulos vermelhos, bactérias e outras substâncias.

Se o teste der positivo para bactérias, uma cultura de urina pode ser solicitada para saber qual é o tipo de infecção bacteriana presente.

Ao suspeitar de outros problemas, como pedras nos rins, por exemplo, exames adicionais como radiografia e tomografia computadorizada podem ser requisitados.

Como tratar

Mudanças no estilo de vida por si só já são capazes de normalizar os níveis de leucócitos na urina quando nenhuma infecção grave é identificada. Algumas delas incluem:

  • Urinar sempre que sentir vontade;
  • Beber bastante água;
  • Manter uma alimentação saudável.

Analgésicos como o acetaminofeno e o ibuprofeno podem aliviar a dor, quando houver. Mas o ideal é que o tratamento seja feito de acordo com a causa da elevação dos níveis de leucócitos.

Sendo assim, no caso de uma infecção no trato urinário, o tratamento deve ser feito com remédios para infecção urinária como os antibióticos prescritos, por exemplo.

Se houver obstruções graves no trato urinário ou pedras nos rins, medicamentos podem ser usados para tentar eliminar o bloqueio, mas em alguns casos pode ser necessário fazer uma intervenção cirúrgica.

Só depois de exames adicionais é que é possível decidir o que fazer para tratar o problema.

Confira os remédios para cistite mais usados e também as suas opções de remédios para pedras nos rins.

Devo me preocupar com leucócitos altos na urina?

Todos as possíveis causas de leucócitos altos podem ser tratadas com grande facilidade, principalmente quando detectadas precocemente. Assim, não existe motivo para se preocupar demais. Se houver uma infecção que precisa de tratamento, o seu médico vai identificar e recomendar o tratamento mais adequado e eficaz para você.

Para aumentar a eficácia do tratamento e evitar a recorrência de níveis altos de leucócitos, é importante que você se mantenha bem hidratado, procure comer mais frutas e vegetais e tenha bons hábitos de higiene.

Infecções que afetam o trato urinário podem se espalhar para a bexiga e para os rins, causando complicações que você pode evitar por meio da observação dos seus sintomas. Ao notar qualquer alteração na sua urina, não hesite em procurar atendimento médico, pois provavelmente será algo fácil de tratar e que vai te livrar de complicações futuras.

Referências adicionais:

Você já teve leucócitos na urina? Conhece alguém que já passou por isso? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.
Leucócitos na Urina – O Que Pode Ser e O Que Fazersurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
Leucócitos na Urina – O Que Pode Ser e O Que Fazer visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com

Doença Celíaca – O Que é, Sintomas, Diagnóstico, Alimentos Permitidos e Dicas

Os alimentos sem glúten vêm se tornando cada vez mais populares e isso se deve, em partes, à doença celíaca. Saiba o que é essa doença, quais são os seus sintomas, como é feito o diagnóstico e conheça os alimentos permitidos para quem sofre dessa condição.

Dietas sem glúten estão na moda, mas será que quem não tem doença celíaca deve mesmo evitar essa proteína? Se você não sabe a resposta para essa pergunta, talvez seja importante saber que a dieta sem glúten pode não ser benéfica para quem não tem doença celíaca.

A doença celíaca é uma condição autoimune em que o sistema imunológico responde ao glúten de forma negativa, desencadeando vários sintomas digestivos desagradáveis. É diferente da intolerância ao glúten, que é um quadro mais leve e que não causa reações graves à proteína. Veja os principais sintomas da intolerância ao glúten para saber se você pode ter essa condição.

Aliás, há muitos tipos de alergias alimentares que são os grandes responsáveis por desconfortos digestivos frequentes. É sempre importante observar o que você come diariamente e como você se sente depois para tentar identificar o alimento que está te fazendo mal.

Vamos ver então o que é de fato a doença celíaca e saber qual o tratamento mais adequado para reduzir os sintomas da doença.

Doença celíaca – o que é?

A doença celíaca é uma doença autoimune em que o sistema imunológico acaba agredindo o revestimento do intestino delgado quando há ingestão de alimentos que contêm glúten. O consumo frequente de glúten pode desgastar o revestimento intestinal, gerando sintomas digestivos desagradáveis e cada vez mais intensos.

Não deixe de conferir o que é glúten afinal para compreender melhor a doença celíaca como um todo.

Além de danos ao intestino, uma publicação de 2018 da StatPearls Publishing indica que a doença celíaca – quando sem tratamento – pode dificultar a absorção de nutrientes dos alimentos, causando complicações como a desnutrição, a osteoporose, a infertilidade e até o câncer.

A maioria dos danos intestinais pode ser revertido, uma vez que é feito o diagnóstico da condição autoimune. Veja abaixo quais são os sintomas da doença.

Sintomas da doença celíaca

Não é tão fácil assim associar os sintomas digestivos com a doença celíaca. De acordo com um estudo da University of Chicago Medicine, há mais de 200 sintomas da doença que podem ir além do sistema digestivo e afetar órgãos como o cérebro e a pele.

Dentre os sintomas mais comuns da doença celíaca, se destacam os seguintes:

  • Diarreia ou constipação (que podem se alternar entre si);
  • Dor abdominal;
  • Inchaço abdominal;
  • Fadiga;
  • Dor de cabeça;
  • Problemas na pele como a dermatite herpetiforme.

Sintomas menos comuns incluem:

  • Dor nas articulações;
  • Nevoeiro cerebral e outros sintomas neurológicos;
  • Sintomas depressivos;
  • Ansiedade;
  • Formigamento nos braços e nas pernas.

Alguns dos sintomas também podem variar de acordo com a idade e o sexo do paciente.

  • As mulheres: podem ter sintomas adicionais como ciclos irregulares ou períodos menstruais dolorosos;
  • Os homens: podem apresentar perda de peso e sintomas de refluxo além de erupções cutâneas;
  • As crianças: podem ter distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade e apresentar comportamento alterado na hora de comer – como por exemplo passar a selecionar muito os alimentos que não querem comer;
  • Os bebês: podem ter inchaço e dor na barriga e baixo peso.

Algumas pessoas podem ter doença celíaca silenciosa. Nesse caso, os sintomas são quase que imperceptíveis, mas ainda assim os danos intestinais ocorrem.

Causas da doença

A doença celíaca é caracterizada pelo ataque do sistema imunológico ao revestimento do intestino delgado. Essa parte do intestino auxilia na digestão e, dessa forma, quem tem a doença apresenta dificuldades digestivas e problemas na absorção de nutrientes.

A causa exata dessa doença autoimune não é conhecida, mas um fator genético pode estar envolvido. Além disso, é preciso que exista a ingestão de glúten através da dieta para que a doença seja de fato desenvolvida.

Alguns especialistas acreditam que existe um gatilho para o início da doença, como o estresse. Mas isso não é comprovado cientificamente.

Os grupos de risco que engloba as pessoas com maior probabilidade de ter a doença celíaca são:

  • Pessoas que têm um membro na família com a doença;
  • A presença de distúrbios genéticos como a síndrome de Down ou a síndrome de Turner;
  • Indivíduos com outras doenças autoimunes como a diabetes tipo 1 ou a artrite reumatoide.

Como é o diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito com a análise dos sintomas, com alguns exames de sangue e com uma biópsia do intestino delgado, quando necessário.

No sangue, são procurados anticorpos antigliadina, anti-endomísio e anti-transglutaminase tecidual. A presença deles pode indicar uma reação autoimune causada pela doença celíaca. Já a biópsia do intestino é feita por meio de uma endoscopia para analisar amostras do tecido do revestimento intestinal e verificar os danos presentes no local.

O diagnóstico detalhado é importante, pois existem outras condições de saúde que podem causar sintomas semelhantes como:

A detecção da doença pode demorar vários meses porque a identificação dos anticorpos específicos vai depender também da sua dieta. Se nos dias próximos ao exame você não ingerir glúten, nenhuma alteração nos anticorpos será observada mesmo se você tiver doença celíaca.

Tratamento

Ainda não há tratamento para a doença celíaca, mas a doença pode ser controlada com uma dieta livre de glúten.

Dieta

Segundo uma pesquisa publicada na revista Gastroenterology em 2015, a dieta sem glúten é a única forma de tratar a doença celíaca atualmente. Apenas eliminando todo o glúten da dieta, é possível evitar os sintomas da doença e fazer com que o intestino pare de sofrer danos.

Uma dieta livre de glúten é difícil no começo, mas com o tempo você se acostuma. Os ingredientes que devem ser eliminados da alimentação são:

  • Trigo;
  • Cevada;
  • Farinha;
  • Farelo;
  • Bulgur;
  • Aveia;
  • Semolina;
  • Centeio;
  • Espelta.        

Os ingredientes acima são geralmente usados no preparo de massas, pães, bolos, bolachas e cervejas. Por isso é importante sempre checar o rótulo desses alimentos.

Se engana quem pensa que em uma dieta sem glúten é impossível comer bolos e outros doces gostosos. Aprenda a fazer 10 receitas de doces sem glúten que também são saudáveis e com poucas calorias.

Também é importante tomar cuidado quando for comer fora e ter certeza de que o que você está pedindo não contém glúten. Além disso, o glúten pode estar oculto em alguns alimentos, remédios e até em outros produtos não alimentícios. Assim, também é bom ficar atento aos rótulos dos seguintes produtos:

  • Cosméticos em geral;
  • Amido modificado;
  • Medicamentos;
  • Suplementos vitamínicos e minerais;
  • Suplementos de ervas;
  • Alimentos processados como molhos, sopas enlatadas, chocolate, sorvetes, temperos e carnes processadas;
  • Creme dental e enxaguante bucal;
  • Biscoitos e bolachas.

Quando você conseguir remover o glúten da dieta, a inflamação no intestino vai reduzir e você vai se sentir cada vez melhor.

Medicamentos

Em casos de inflamações intestinais mais severas – como no caso da doença celíaca refratária em que o intestino delgado não cicatriza – pode ser necessário tomar esteroides para controlar a inflamação.

Se houver sintomas de dermatite herpetiforme, pode ser necessário tomar um remédio de uso oral chamado de dapsona para reduzir os sintomas na pele.

Caso a dieta sem glúten não resolva o seu problema, pode ser que você apresente doença celíaca não responsiva em que até níveis muito baixos de glúten podem causar problemas. Em situações assim, é preciso eliminar qualquer fonte de contaminação de glúten: separando os alimentos em casa e usando panelas diferentes para cozinhar sem glúten, por exemplo.

Complicações da doença celíaca

Quando não é tratada, a doença celíaca pode prejudicar a absorção de nutrientes, causando problemas como a perda de cabelo, a anemia e a osteoporose. Outros problemas que podem surgir são:

  • Desnutrição geral devido à dificuldade de absorção de nutrientes;
  • Enfraquecimento ósseo por causa da absorção insuficiente de vitamina D e cálcio;
  • Aborto espontâneo ou infertilidade devido à falta de cálcio e vitamina D;
  • Intolerância à lactose devido aos danos intestinais;
  • Risco mais alto de desenvolver alguns tipos de câncer como o linfoma intestinal e o câncer de intestino delgado;
  • Alterações no sistema nervoso como o surgimento de convulsões ou neuropatia periférica.

Se você desenvolver uma intolerância à lactose junto com a doença celíaca, veja como montar uma dieta sem glúten e sem lactose.

O que comer em uma dieta sem glúten

Quem sofre de doença celíaca tende a se preocupar muito com a presença de glúten nos alimentos. Mas fique calmo, pois são muitos os alimentos permitidos em uma dieta sem glúten. Exemplos de alimentos que podem ser incluídos em uma dieta livre sem glúten são:

  • Carnes, aves e frutos do mar;
  • Ovos;
  • Laticínios;
  • Grãos livres de glúten como o arroz, a quinoa, o sorgo o milho e o trigo sarraceno;
  • Frutas;
  • Legumes;
  • Leguminosas;
  • Gorduras saudáveis;
  • Nozes;
  • Ervas e especiarias.

Prognóstico

Uma dieta sem glúten é normalmente o suficiente para que o intestino se recupere das lesões. Em crianças, esse processo pode demorar de 3 a 6 meses. Nos adultos, o processo de cura é mais demorado e pode levar vários anos.

Ainda que demore um pouco para a cura total, você vai notar o desaparecimento dos sintomas digestivos e o seu intestino vai se recuperar pouco a pouco.

É importante fazer a dieta sem glúten com acompanhamento nutricional, pois alguns nutrientes encontrados em alimentos com glúten podem fazer falta caso você não tenha uma dieta bem equilibrada.

Se você se identificou com os sintomas descritos aqui, procure um médico e descubra se você tem a doença celíaca. O tratamento é simples e sua qualidade de vida e bem estar vai melhorar muito quando seu sistema digestivo voltar a funcionar normalmente.

Referências adicionais:

Você já conhecia a doença celíaca? Conhece alguém que passe por isso? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.
Doença Celíaca – O Que é, Sintomas, Diagnóstico, Alimentos Permitidos e Dicassurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
Doença Celíaca – O Que é, Sintomas, Diagnóstico, Alimentos Permitidos e Dicas visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com

Dieta Pós-Parto – O Que Comer em Cada Etapa

Muitas mudanças surgem no corpo da mulher durante e depois de uma gestação, e por isso é importante saber como funciona uma dieta pós-parto saudável e segura para ficar por dentro de qual é a hora certa para perder peso.

O pós-parto é uma etapa cheia de desafios na vida da mulher. Além de cuidar de um bebê, é preciso lidar com mudanças no corpo, nas emoções e nas responsabilidades.

Perder a barriga pós parto rápido e com saúde é o desejo de todas as mulheres. Pode parecer muito difícil voltar ao corpo de antes da gravidez, mas saiba que há várias dicas de como emagrecer e entrar em forma após a gestação e que uma boa alimentação e uma rotina de exercícios auxiliam muito nessa etapa, desde que feitos no momento certo.

Se uma das coisas que mais incomoda é o ganho de peso durante a gestação e a preocupação de como se livrar dele depois, entenda aqui o que comer em cada etapa do seu puerpério para perder o excesso de peso sem comprometer a sua nutrição e nem as necessidades do seu bebê.

Dieta Pós-Parto

A dieta após o nascimento do bebê é tão importante quanto a dieta durante a gestação. Mesmo depois de dar à luz, o corpo da mulher ainda precisa de energia para se recuperar do trabalho de parto e para nutrir o bebê que acabou de chegar.

Nos primeiros meses depois do parto, a recomendação é não reduzir o consumo calórico. Mesmo que você fique tentada a começar uma dieta para perder peso, esse não é o melhor momento para pensar nisso. Entenda o motivo:

Restringir a sua ingestão calórica logo nas primeiras semanas depois do parto não é uma boa ideia porque isso pode diminuir os seus níveis de energia, interferir muito no seu humor e prejudicar o desenvolver do bebê caso você amamente.

Para ter nutrientes suficientes para você e para o bebê, é recomendado comer ao menos 500 calorias a mais do que a sua necessidade calórica normal. Isso geralmente dá um total de 1.800 a 2.200 calorias por dia para a maioria das mulheres. Se a mamãe estiver amamentando mais de um bebê ou estiver abaixo do peso, o excedente calórico pode ser ainda maior.

Os nutrientes são essenciais para o seu corpo se recuperar e para o seu bebê crescer forte e saudável.

O ganho e a perda de peso devido à gestação

Dados do National Institutes of Health indicam que o ganho de peso durante a gravidez, que varia de 11,5 a 16kg, é saudável. Isso é muito mais do que o peso do bebê, e inclui o peso da placenta, do líquido amniótico, do tecido mamário, do aumento do útero, do aumento do sangue e das reservas de gordura que são formadas ao longo da gravidez para servir de reserva de energia para o parto e para a amamentação.

O problema é que muitas mulheres ganham mais do que a quantidade recomendada durante a gestação, tornando as coisas um pouco mais difíceis depois. As consequências de ganhar mais peso na gestação são:

  • Risco maior de manter o excesso de peso;
  • Risco relacionado à diabetes gestacional;
  • Risco de diabetes e de doenças cardíacas;
  • Risco de complicações nas futuras gestações.

Parte desse peso acaba sendo naturalmente reduzido com o nascimento do bebê e com a retirada da placenta. O restante do peso extra vai se esvaindo aos poucos e é preciso ter paciência para saber a hora certa de começar uma dieta.

Quando começar a perder peso com segurança

O American College of Obstetricians and Gynecologists se refere as primeiras 6 a 8 semanas depois do parto, como o quarto trimestre da gravidez. Isso significa que as primeiras semanas do pós-parto devem ser focadas em fornecer nutrição para a mãe e para o bebê e que qualquer tentativa de perda de peso deve ser adiada.

Muitas mulheres passam a perder peso naturalmente durante a amamentação, o que é mais um motivo para amamentar o seu bebê e deixar para pensar na perda de peso depois de 2 ou 3 semanas após o parto.

Confira várias dicas de emagrecimento depois da gravidez e entenda se amamentar emagrece mesmo.

O que comer em cada etapa do puerpério

Logo depois do nascimento do bebê, o seu corpo continua precisando dos mesmos nutrientes que você consumia durante a gravidez. Isso porque o seu bebê vai continuar precisando obter tais nutrientes através do leite materno.

Assim, nos primeiros três meses após o fim da gestação, é recomendado não cortar calorias e continuar se alimentando bem com o objetivo de nutrir o recém-nascido.

Se você não puder amamentar por qualquer que seja o motivo, seu bebê vai obter os nutrientes necessários por meio da fórmula. Mas nem por isso você deve deixar de ingerir alimentos nutritivos, pois seu corpo ainda precisa se recuperar do parto.

Uma boa alimentação no puerpério pode ajudar a enfrentar os novos desafios da maternidade. Veja alguns dos benefícios obtidos com uma alimentação saudável depois do nascimento do bebê:

Humor

É normal se sentir sobrecarregada e perdida assim que o bebê nasce. Isso interfere na sua saúde mental e ingerir alimentos saudáveis pode te ajudar a superar essa fase com mais facilidade e leveza. Alimentos como vegetais, frutas, proteínas magras, gorduras saudáveis e grãos integrais são indispensáveis para estabilizar o seu humor e te dar mais energia.

Alimentos pouco nutritivos ou ricos em açúcar produzem o efeito contrário e podem aumentar o estresse e a irritação.

Saúde digestiva

A constipação é bastante comum depois do parto. Consumir mais alimentos ricos em fibras, como as leguminosas e os vegetais, e beber bastante água, pode melhorar a sua digestão e facilitar a evacuação.

Energia

Algumas mulheres podem ter anemia depois do parto, principalmente se houver grande perda de sangue. A anemia reduz ainda mais os níveis de energia de uma recém-mãe.

A ingestão de alimentos ricos em ferro é essencial nessa etapa para combater a anemia e aumentar os níveis de energia. Os alimentos que contêm esse mineral são o feijão, a lentilha, o tofu, a pasta de amendoim, a melancia, o espinafre, o brócolis e a carne. Se necessário, use também suplementos de ferro de acordo com a orientação médica.

Nutrientes indispensáveis

Além das dicas acima, existem nutrientes fundamentais para manter mãe e bebê bem nutridos durante as primeiras semanas do pós-parto. São eles:

– Ômega 3: essas gorduras saudáveis tem propriedades anti-inflamatórias e são nutrientes essenciais para a saúde do cérebro, da pele e do sistema imunológico. Alimentos como peixes gordurosos, nozes, linhaça e chia são ricos em ômega 3.

A depressão pós-parto é um problema de saúde que merece atenção. Veja como o ômega 3 para depressão pode te ajudar a contornar os sintomas depressivos.

– Vitamina D: a vitamina D é útil para aumentar os níveis de energia e fortalecer os ossos. Ela pode ser obtida através da exposição ao sol associada ao consumo de alimentos como óleo de fígado, gemas de ovos, produtos lácteos ou suplementos.

– Ferro: baixos níveis de ferro prejudicam a circulação sanguínea e o transporte de nutrientes, causando um impacto negativo na energia e na saúde das unhas e do cabelo. Exemplos clássicos de alimentos com ferro são o feijão, a carne, o espinafre e os grãos integrais em geral.

– Cálcio: ter bons suprimentos de cálcio é indispensável para prevenir a perda óssea. Em geral, o cálcio é encontrado em legumes, no tofu, em peixes e em laticínios.

– Vitamina B: as vitaminas do complexo B, especialmente o folato, a biotina, a vitamina B6 e a vitamina B12, são requisitadas em vários processos metabólicos. Manter bons níveis dessas vitaminas aumenta os níveis de energia além de deixar os cabelos mais bonitos. Grãos integrais, folhas verdes, ovos, nozes e carne vermelha são as principais fontes de vitamina B.

Alimentos anti-inflamatórios

Focar sua alimentação em produtos saudáveis e que tenham propriedades anti-inflamatórias ajudam muito na recuperação pós-parto. Geralmente, alimentos naturais como frutas e vegetais são ricos em compostos antioxidantes e anti-inflamatório.

Tais alimentos inibem a liberação de citocinas pró-inflamatórias que são as moléculas envolvidas com a inflamação no corpo. Isso ajuda na cicatrização e na recuperação em geral além de proteger a saúde mental.

Alimentos para evitar na dieta pós-parto

Os alimentos processados em geral, ricos em açúcar e sódio e pobres em nutrientes devem ser evitados pois eles não agregam em nada do ponto de vista nutritivo e apenas adicionam calorias desnecessárias na sua dieta.

Se você estiver amamentando, é importante não ingerir bebidas alcoólicas pois o álcool pode passar para o leite materno.

Já os alimentos que você deve consumir com moderação incluem:

  • Peixes – alguns tipos de peixes e frutos do mar podem conter altos níveis de contaminação por mercúrio, que é uma toxina muito prejudicial para o bebê. Assim, não é indicado comer mais do que 170 gramas de peixes por semana, especialmente peixes como o atum, o peixe-espada e a cavalinha.
  • Cafeína – a cafeína deve ser limitada pois grandes quantidades podem passar para o leite materno. Mas nada de paranoia, o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), afirma que ingerir 300 mg de cafeína por dia não causa problema algum. Isso é equivalente a 3 ou 4 xícaras de café por dia.

Dicas para perder peso no pós-parto

Depois do “quarto trimestre”, você pode pensar em perder peso se você já estiver recuperada e se seu médico liberar a prática de exercícios físicos. Confira as melhores dicas para perder o peso ganho durante a gravidez:

– Amamentar

Um estudo publicado em 2014 na revista científica Preventive Medicine mostrou que mulheres que amamentaram exclusivamente por pelo menos três meses perderam 1,5 kg a mais do que aquelas que não amamentaram ou que combinaram a amamentação com a fórmula.

Além de fortalecer o sistema imunológico do bebê, aumentar o vínculo entre mãe e filho e oferecer nutrientes muito ricos para a criança, a amamentação permite uma maior perda de peso da mulher, promove a contração do útero (reduzindo a barriga) e diminui o risco de diabetes tipo 2, câncer de ovário e câncer de mama.

Há dados que indicam que a amamentação pode evitar a diabetes tipo 2. Confira o estudo que mostra que amamentar por diminuir o risco de diabetes tipo 2 em mulheres com diabetes gestacional.

– Ingerir fibras

Além de prevenir a constipação e outros distúrbios digestivos, a ingestão de fibras promove a perda de gordura e o aumento da sensação de saciedade.

Para que a fibra cumpra o seu papel e te ajude a perder peso, é essencial tomar bastante água também.

– Comer proteínas

As proteínas saudáveis também aumentam a saciedade, ajudando a promover a perda de peso. Isso acontece porque o organismo usa mais energia na digestão de proteínas do que de outros alimentos.

Se você já puder se exercitar, os benefícios serão ainda melhores porque seu corpo vai construir massa magra e perder gordura.

– Se exercitar

A atividade física e uma dieta equilibrada ajuda a perder peso depois do parto de uma maneira saudável, segundo uma pesquisa de 2017 publicada no periódico Archives of Women’s Mental Health.

O retorno aos exercícios físicos deve ser feito de forma gradual assim que o médico liberar e quando a mulher se sentir pronta para isso.

Veja também várias dicas de musculação pós-parto para voltar a se exercitar com segurança e na hora certa.

Ideias de dieta

Conforme um estudo piloto com mulheres brasileiras publicado em 2019 no periódico científico Nutrition Hospitalaria, as mulheres perderam mais peso no pós-parto e apresentaram um menor índice de massa corporal e uma redução nas medidas da cintura ao seguir a dieta DASH.

DASH vem de uma sigla em inglês que quer dizer “Abordagem Dietética para Parar a Hipertensão”. Apesar do nome longo, a dieta é simples e se baseia na perda de peso saudável e gradual. Nessa dieta, nenhum alimento é proibido, mas há certas recomendações a seguir, que incluem:

  • Comer alimentos ricos em fibras como legumes, grãos integrais e frutas;
  • Ingerir proteínas magras como aves ou proteínas de origem vegetal;
  • Consumir lacticínios com pouca ou nenhuma gordura;
  • Restringir os alimentos e bebidas com açúcar adicionado;
  • Limitar os alimentos ricos em gordura saturada;
  • Escolher gorduras saudáveis para consumir como os peixes, as nozes e os óleos vegetais, por exemplo.

Dietas ou suplementos que prometem uma perda de peso rápida e milagrosa devem ser evitados, principalmente durante a amamentação.

Na dúvida sobre o que fazer, consulte seu médico que ele saberá melhor do que ninguém como te orientar nesse momento.

Dicas Finais

A perda gradual de peso é sempre mais saudável e recomendada pelos profissionais da saúde. Sendo assim, não se preocupe e limite sua perda de peso a um máximo de 1 ou 2 kg por semana.

Não deixe de consumir alimentos variados e nutritivos, e fique longe de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.

Cada corpo leva um tempo para se recuperar do parto e é preciso focar na sua saúde e evitar ficar pensando na perda de peso durante os primeiros meses do pós-parto. Nesse primeiro momento, mantenha o foco no consumo de alimentos saudáveis, em se hidratar bastante e em cuidar de você e do bebê. A perda de peso virá como consequência dos seus hábitos saudáveis.

Caso você tenha dificuldades em aceitar as mudanças no seu corpo, ou não consiga perder tanto peso quanto gostaria, procure orientação médica sobre o que fazer para melhorar.

Referências adicionais:

Você já conhecia a dieta pós-parto? Já passou por essa experiencia? Como foi para você? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.
Dieta Pós-Parto – O Que Comer em Cada Etapasurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
Dieta Pós-Parto – O Que Comer em Cada Etapa visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com

O Que é Demência? Tipos e Sintomas

Se você tem contato com idosos, é provável que você já tenha presenciado alguns sintomas de demência e tenha ficado preocupado com o futuro. Aqui você vai saber o que é demência e quais são os seus tipos e sintomas para entender como a doença funciona e desmistificar alguns mitos que pairam ao redor desse assunto.

Para envelhecer com saúde, é preciso cuidar dela ao longo da vida. Uma coisa que sempre preocupa é o declínio da cognição, conforme os anos passam, e cuidar de vários aspectos da nossa saúde, ajuda a evitar problemas na velhice. Veja como cuidar da saúde do coração também protege o cérebro dos efeitos do envelhecimento.

A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais conhecido e comum no mundo todo. Conheça as principais causas do Alzheimer e o que fazer para retardar a progressão dos sintomas.

Há um certo preconceito sobre a demência em idosos. Como a demência afeta pessoas mais velhas, o senso comum faz acreditar que todos os idosos vão desenvolver a condição ao atingir certa idade. Mas isso é um mito.

Entenda aqui como surge a demência e se há alguma forma de minimizar os sintomas e ter uma vida mais leve mesmo com a doença.

O que é demência

A demência é um termo usado para descrever vários sintomas que afetam a função cognitiva. Ela ocorre quando as células nervosas do cérebro param de funcionar. A deterioração natural do cérebro acontece com todo mundo conforme o envelhecimento chega, mas esse declínio das funções cognitivas é mais rápido em pessoas com demência.

A Alzheimer’s Association estima que pouco mais de um décimo das pessoas com 65 anos ou mais sofrem de doença de Alzheimer – um dos principais tipos de demência que representa algo em torno de 60 a 80% dos casos de demência.

Apesar de o risco de desenvolver demência aumentar com a idade, o transtorno não é considerado uma parte normal do envelhecimento. Aliás, o termo demência senil era muito usado justamente por causa do significado de senil – que é algo resultante da velhice. Hoje em dia, a palavra senil não é mais usada e o termo vem sendo substituído por transtorno neuro-cognitivo maior, já que a demência envolve muito mais fatores do que a idade.

Ainda assim, a demência tende a piorar com o passar do tempo e é importante estar atento aos sinais de alerta que surgem precocemente. Veja abaixo as etapas da doença, os principais tipos de demência e quais são os principais sintomas da condição.

Etapas da doença

– Comprometimento cognitivo leve: esquecimento geral que afeta muitas pessoas na velhice, mas que não afeta o dia a dia e nem sempre progride para a demência.

– Demência leve: comprometimento cognitivo que pode interferir ocasionalmente no cotidiano. Sintomas podem incluir perda de memória, confusão, perda de peso, dificuldade para planejar e executar tarefas e mudanças de personalidade.

– Demência moderada: a cognição se torna mais comprometida e a pessoa passa a precisar de ajuda em alguns momentos do dia. Os sintomas são os mesmos da demência leve, mas um pouco mais intensos e sintomas adicionais podem incluir distúrbios do sono e mudanças mais significativas na personalidade – como por exemplo ficar desconfiado ou agitado durante o dia.

– Demência grave: os sintomas são bem mais graves e o individuo pode perder a capacidade de se comunicar e precisar de ajuda para concluir todas as tarefas. Em alguns casos, perde-se inclusive o controle da bexiga.

Tipos de demência

A demência pode ser dividida em dois grupos principais de acordo com a parte do cérebro que é afetada.

Demências corticais

As demências corticais ocorrem quando há problemas no córtex cerebral, que é a camada externa do cérebro. Essa camada desempenha um papel fundamental na memoria e na linguagem e é por isso que pessoas com esse tipo de demência apresenta perda de memória grave e não conseguem se lembrar de certas palavras ou se comunicar de forma adequada.

Demências subcorticais

As demências subcorticais são aquelas que surgem por causa de problemas na parte inferior do córtex. Nesse caso, as pessoas tendem a apresentar mudanças na velocidade do pensamento que se torna mais lento, mas a capacidade linguística é mantida.

Dentro desses dois grupos, podemos encontrar várias formas de manifestação da demência, que incluem:

– Doença de Alzheimer: o tecido cerebral de uma pessoa com Alzheimer vai perdendo células nervosas e conexões importantes no cérebro ao longo do tempo e até o tamanho do cérebro pode diminuir por causa dessas alterações. A doença parece estar relacionada a mutações em três genes que pode ser transmitida de geração para geração.

– Demência com corpos de Lewy: condição neurodegenerativa que tem relação com estruturas anormais no cérebro que envolvem uma proteína conhecida como alfa-sinucleína.

– Demência vascular: é uma demência causada por danos nos vasos sanguíneos que levam sangue até o cérebro. A falta de suprimento sanguíneo pode danificar o cérebro e desencadear sintomas de demência.

– Demência mista: é caracterizada por um diagnóstico de dois ou três tipos de demência que ocorrem juntas. É como se a mesma pessoa apresentasse sintomas de Alzheimer (uma demência cortical) e de outro tipo de demência (subcortical) ao mesmo tempo.

Outros distúrbios relacionados à demência

– Doença de Parkinson: apesar de o Parkinson ser considerado um distúrbio do movimento, a condição pode levar a sintomas de demência.

– Doença de Huntington: é caracterizada pela presença de tipos específicos de movimentos descontrolados, mas também pode incluir sintomas de demência.

– Traumatismo cranioencefálico: ocorre quando uma pessoa sofre traumatismos cranianos repetitivos. Tal condição é muito comum em atletas que sofrem muitos choques físicos ao longo da carreia.

– Doença de Creutzfeldt-Jakob: é um distúrbio cerebral bastante raro que é causado por depósitos de proteínas infecciosas chamadas de príons. Não se sabe ao certo porque isso ocorre, mas pode haver um fator genético envolvido.

Há ainda outros problemas de saúde que podem aumentar o risco de desenvolver demência, como por exemplo:

  • Hidrocefalia de pressão normal;
  • Atrofia cortical posterior;
  • Demência frontotemporal ou doença de Pick;
  • Síndrome de Down.

Sintomas de demência

Uma publicação de 2001 da American Family Physician mostra os possíveis sintomas de demência, que incluem:

  • Perda recente de memória;
  • Alterações de humor
  • Dificuldade para se comunicar e para encontrar as palavras certas;
  • Apatia;
  • Dificuldade para concluir tarefas cotidianas;
  • Confusão;
  • Repetição de assuntos;
  • Dificuldade para se adaptar a mudanças;
  • Desorientação em espaços físicos;
  • Dificuldade para acompanhar uma história.

Veja mais detalhes sobre os sintomas mais comuns de demência que facilitam a identificação precoce do declínio cognitivo:

– Perda de memória

Sem dúvidas, o sintoma mais comum da demência é a perda de memória. A pessoa pode ter dificuldade para se lembrar de eventos recentes e precisam de ajuda dos amigos e familiares ou de outras ferramentas para entender e acompanhar o que está acontecendo no presente.

É normal esquecer algumas coisas, especialmente depois que envelhecemos. Mas a grande diferença entre o esquecimento comum e a demência é que no esquecimento ocasional a pessoa se lembra mais tarde do que esqueceu, já na demência ela não consegue se lembrar sozinha.

Quem tem demência frequentemente esquece onde deixou objetos pessoais e pode até mesmo pegar coisas de outras pessoas sem perceber que aquilo não é dela.

– Dificuldade para pensar

A habilidade de planejar e seguir o plano é comprometida em pessoas com demência. Mesmo planos simples como preparar uma receita ou dirigir se tornam muito difíceis ou impossíveis de fazer sem ajuda.

O declínio cognitivo faz com que fique cada vez mais difícil de fazer qualquer coisa que exija uma sequência de etapas.

– Confusão sobre tempo e lugar

Há uma confusão sobre o tempo em que as pessoas com demência não conseguem diferenciar eventos passados de eventos futuros e podem ter muita dificuldade com datas. Também é bastante comum a pessoa se esquecer onde está ou não reconhecer sua própria casa.

– Dificuldade na rotina

Um indivíduo com demência não consegue concluir tarefas de rotina e nem mesmo coisas simples como preparar um chá ou ir até a padaria mais próxima.

– Problemas para se comunicar

A comunicação fica muito comprometida porque a pessoa esquece com frequência o que estava dizendo ou o que o outro acabou de falar. Assim, fica cada vez mais difícil manter uma conversa. Escrever e ler também pode se tornar mais difícil e alguns deixam de exercer essas atividades.

– Dificuldade para entender informações visuais

Para uma pessoa com demência é muito difícil ler, observar distâncias entre dois pontos ou enxergar as diferenças entre cores. Por causa dessa dificuldade, atividades como dirigir, andar de bicicleta ou se locomover sozinho podem se tornar muito desafiadoras.

– Mudanças de personalidade ou de humor

As alterações de humor ou de personalidade são bem comuns. É possível observar mudanças como irritação, sintomas depressivos, medo e ansiedade.

– Mau julgamento

Pessoas com demência podem ter dificuldade em processar informações e isso afeta o julgamento. Dessa forma, elas podem ser facilmente enganadas e até se colocar em situações perigosas sem perceber. Também podem ocorrer descuidos sobre a própria aparência e higiene.

– Abstinência de socialização

Devido à dificuldade de manter uma conversa, uma pessoa com demência pode deixar de socializar, o que pode prejudicar ainda mais a cognição.

Causas

A demência é causada pela morte progressiva de células cerebrais que ocorre ao longo do tempo. Porém, segundo uma pesquisa publicadas em 2013 no Journal of Aging Research, não se sabe ainda se é a demência que leva à morte das células cerebrais ou se é a morte das células que causa a demência.

Além disso, a demência pode ocorrer por causa de uma lesão, um derrame ou um tumor cerebral, por exemplo.

Diversos fatores de risco podem contribuir para a demência. Alguns podem ser alterados e outros não. Confira fatores surpreendentes que podem favorecer o desenvolvimento da demência.

Fatores de risco que não podem ser alterados

– Idade: o risco aumenta conforme envelhecemos, principalmente depois dos 65 anos de idade, mas nada impede que a demência também ocorra em pessoas mais jovens;

– Histórico familiar: o histórico familiar de demência aumenta o seu risco de desenvolver a doença, mas existem exames que determinam se você tem as mutações genéticas associadas com a demência;

– Síndrome de Down: quem sofre dessa síndrome pode desenvolver doença de Alzheimer precocemente.

Fatores de risco que podem ser alterados

– Dieta e exercício: a falta de exercício físico e uma dieta pouco saudável aumenta o risco de demência. Ao se propor a ter uma alimentação mais saudável e se movimentar mais, você reduz o risco de ter demência;

– Uso abusivo de álcool: ingerir grandes quantidades de álcool pode elevar o risco de demência;

– Problemas cardiovasculares: hipertensão, colesterol alto, obesidade e acúmulo de gordura nas paredes das artérias podem aumentar o risco de demência e de outros problemas de saúde. Felizmente, você pode controlar todos esses fatores com o uso de medicamentos e com a adoção de um estilo de vida mais saudável;

Não deixe de conferir os dados de um estudo que mostrou que o colesterol pode acelerar o início da doença de Alzheimer.

– Depressão: ainda não se sabe ao certo como isso ocorre, mas a depressão tardia (que surge depois dos 30 anos de idade) pode ser um indicativo de desenvolvimento de demência;

– Uso de cigarro: fumar aumenta as chances de problemas cardiovasculares e, consequentemente, eleva também o risco de demência;

– Apneia do sono: quem ronca muito e tem episódios de apnéia do sono podem ter demência com grave perda de memória no futuro;

– Deficiências nutricionais: níveis baixos de vitamina D, vitamina B6, vitamina B12, vitamina E, cobre e folato aumentam o risco de demência;

– Infecções ou distúrbios imunológicos: tais condições podem causar sintoma de demência que podem ser controlados se a infecção ou a doença for tratada;

– Uso de medicamentos: efeitos colaterais de alguns remédios podem se assemelhar a sintomas de demência;

– Problemas metabólicos: distúrbios na tireoide, hipoglicemias e excesso ou deficiência de sódio ou cálcio podem causar sintomas parecidos com os da demência;

– Envenenamento: exposição a metais pesados ou outros venenos pode resultar em sintomas de demência.

Diagnóstico

O diagnóstico consiste na realização de alguns testes para avaliar a cognição do paciente.

O teste de demência cognitiva, por exemplo, é usado desde os anos 70 para detectar o início da demência. De acordo com um estudo de 2012 publicado no periódico Age and Ageing, o teste consiste em 10 perguntas simples que incluem questões como a idade da pessoa, o horário, a data de nascimento e o ano presente.

Cada resposta certa vale um ponto e, se o indivíduo pontuar seis pontos ou menos, é provável que exista um comprometimento na função cognitiva.

Há também um teste conhecido como mini exame do estado mental que observa a cognição do paciente em relação a:

  • Recordação de palavras;
  • Orientação para hora e local;
  • Habilidades de linguagem;
  • Capacidade de atenção e de fazer cálculos;
  • Habilidades visuais e espaciais.

Outra parte do diagnóstico consiste em registrar observações de parentes e cuidadores e inclui mais algumas perguntas para saber se o familiar tem dificuldade para lembrar de eventos ou conversas recentes, se começou a ter dificuldade para encontrar as palavras certas para falar, se teve problemas em administrar o uso de medicamentos ou a vida financeira e se passou a precisar de ajuda em tarefas simples.

Em casos de perda de memória grave, também é indicado complementar o diagnóstico com exames de sangue e uma tomografia computadorizada para descartar outros problemas.

Tratamento

Não é possível reverter a morte das células cerebrais, mas é possível gerenciar os sintomas de modo a melhorar a vida do paciente.

Os sintomas do Alzheimer e do Parkinson, por exemplo, podem ser amenizados com o uso de medicamentos da classe dos inibidores da colinesterase, que incluem a tacrina, o donepezil, a galantamina e a rivastigmina. Um remédio chamado memantina que é um antagonista do receptor NMDA também pode ser usado sozinho ou em combinação com um dos inibidores da colinesterase.

Quando a causa é reversível e não tem a ver com danos celulares, é possível reverter o quadro. Isso acontece em casos de demência causada por lesões, uso de medicamentos ou deficiências vitamínicas.

Terapias adicionais

Treinar o cérebro para melhorar o funcionamento cognitivo e lidar melhor com os sintomas da demência pode melhorar a qualidade de vida. Isso pode ser feito com o uso de mnemônicos e outros recursos de memória e também com o acompanhamento psicológico.

Veja também os remédios para memória mais usados.

Dicas de prevenção

Os fatores genéticos não podem ser controlados, mas há muitos hábitos saudáveis que podem reduzir o risco de desenvolver demência no futuro.

Algumas coisas que você pode fazer são:

  • Controlar os níveis de colesterol;
  • Parar de fumar;
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • Manter níveis saudáveis de açúcar no sangue;
  • Fazer check-ups de rotina com frequência.

Nenhum desses itens acima evita que você desenvolva demência, mas certamente reduzem o risco e o tornam mais saudável.

Considerações finais

Ao perceber qualquer sintoma de declínio cognitivo, ainda que leve, em você ou em um ente querido, converse com um médico pois quanto antes a demência for detectada, maiores são as chances de retardar os danos neurodegenerativos.

Mesmo que não tenha cura, a progressão da demência pode ser retardar e a qualidade de vida da pessoa pode ser melhorada.

Tendo ou não sintomas de demência, mantenha sua mente ativa, seja fisicamente e socialmente ativo, se alimente bem e durma o suficiente. Tudo isso ajuda a preservar a saúde das suas células e evitar a demência ou ao menos tornar os sintomas mais leves e fáceis de lidar.

Referências adicionais:

Você já sabia o que é demência? Conhece alguém que passou ou passa por isso? Comente abaixo!

Note: There is a rating embedded within this post, please visit this post to rate it.
O Que é Demência? Tipos e Sintomassurgiu primeiro em https://www.mundoboaforma.com.br
O Que é Demência? Tipos e Sintomas visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com

11 presentes de Dia das Mães para amenizar a distância

Este ano, as comemorações e feriados nacionais estão bem diferentes do que a gente está acostumado, não é mesmo? Mas não podemos esquecer de como a tecnologia tem ajudado a nos aproximar das pessoas que amamos. Com o Dia das Mães chegando aí, separamos 11 sugestões de presentes que vão ajudar as famílias e amenizar a sensação de solidão. Confira: 

Telefone sem fio

As ligações telefônicas são clássicas e nunca saem de moda para algumas pessoas. Se sua mãe faz o estilo old school, ela com certeza vai amar ter um aparelho novo para colocar o papo em dia. Compre aqui: Panasonic, Telefone sem Fio, R$141,55

Celular 

Outra opção é o celular. Além de ligação por voz, ele comporta inúmeros aplicativos de chamadas por vídeo. Compre aqui: LG, LGK4OS, R$693

Tablet 

Aparelho com sinal de TV  e do tamanho ideal para ler livros, assinar revistas e conseguir enxergar as pessoas do outro lado da tela. Compre aqui: Samsung, Tablet Galaxy A, R$749

Smartwatch

<span class=”hidden”>–</span>Americanas/Divulgação

Além de mostrar mensagens e realizar ligações, o relógio inteligente monitora sete tipos de modalidades de exercícios, níveis de estresse e auxilia em técnicas de respiração e mindfulness. Compre aqui: Samsung, Galaxy Watch Active 2, R$1439,10.

Notebook 

Com sinal de WiFi ultrarrápido, tela antirreflexo e abertura 180º, ele é leve e prático para usar em qualquer lugar da casa. Compre aqui: Lenovo, Ideapad S145, R$1699

Fone de ouvido sem fio Um fone sem fio é muito prático e não atrapalha a realização de diversas tarefas ao mesmo tempo que você ouve música ou faz uma ligação. Compre aqui: Xiaomi, Airdots, R$132,90

Kindle Que tal fazer um clube da leitura virtual com a sua mãe: vocês combinam de ler uma obra juntos, e depois marcam um dia para comentar sobre! Compre aqui: Amazon, Kindle Paperwhite 8 Gb, R$499

Echo ShowUma espécie de secretária eletrônica inteligente. O aparelho entende comandos (você pode pedir para ele conectar ao Netflix ou Youtube), faz chamadas de vídeo, controla os outros dispositivos da sua casa e tem lembretes. Durante o dia, ainda exibe fotos. Compre aqui: Amazon, Acho Show 8, R$899.

Projetor de filmes 

Prepare a pipoca que o cinema é em casa! Este pequeno projetor é ideal para deixar em casa. Compre aqui: Lumens, Projetor Multimídia 3D, R$790,01.

Porta-retrato digital 

<span class=”hidden”>–</span>Americanas/Divulgação

Para matar a saudade por meio das fotos. Compre aqui: Multilaser, Porta Retrato Digital Portátil, R$239.

Porta-retrato

Um gesto de carinho para a sua mãe. Compre aqui: Lyor, Porta Retrato de Aço, R$51,70

*Alguns produtos acima possuem links para a compra – com preços referentes ao mês de março de 2020. Somos associados Amazon e Americanas. 

11 presentes de Dia das Mães para amenizar a distânciaoriginado em https://boaforma.abril.com.br
11 presentes de Dia das Mães para amenizar a distância visto em http://www.fitnessandmotion.blogspot.com