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Autor: Paul Risner
Sensação de bolo na garganta: o que pode ser e como aliviar
A sensação de bolo na garganta caracteriza-se por um desconforto na garganta que em alguns casos pode causar dificuldade para respirar.
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Qual é o Melhor Tratamento para Mau Hálito?

Confira quais são as melhores opções de tratamento para mau hálito, incluindo alguns remédios caseiros, e saiba como cuidar desse problema que incomoda tanto.
O mau hálito – ou halitose – é um problema que acomete, segundo a Associação Brasileira de Odontologia, 30% dos brasileiros. As origens podem ser diversas: problemas bucais, estomacais ou falta de higienização adequada. O que nem todos sabem, no entanto, é que há diversos tipos de tratamento para mau hálito. Abaixo, você poderá conhecer os principais e identificar o melhor.
A halitose, no entanto, não deve ser confundida com o mau hálito matinal. Esse, por sua vez, se manifesta em todas as pessoas em decorrência do tempo que a boca passa produzindo menos saliva. Dessa forma, as bactérias não têm para onde escapar e acabam liberando gases que provocam a halitose matinal.
Nesses casos, com a escovação dental, o problema é resolvido. Identifica-se como problema, no entanto, quando o mau hálito persiste durante o decorrer do dia.
Entenda como saber se tem mau hálito e aproveite para conhecer também algumas opções de chá para mau hálito. Para saber mais sobre o assunto e conhecer como tirar o mau hálito da boca, leia abaixo:
Origem do mau hálito
De maneira geral, o mau hálito pode ter origem bucal. Isso ocorre porque ao se alimentar, pedaços de comida ficam presos nos dentes e nas cavidades da língua e das bochechas. Quando você não escova os dentes adequadamente, as bactérias crescem em torno desses pedaços de alimento e, em seguida, liberam gases compostos de enxofre.
Essa é a principal causa de mau hálito nas pessoas e pode ser facilmente resolvido com escovação adequada, uso de fio dental e antisséptico bucal, que eliminará os germes presos nas cavidades que a escova não é capaz.
Há certos alimentos, contudo, que provocam uma liberação maior de enxofre ao serem consumidos. Esses alimentos são conhecidos por causarem mais halitose do que outros tipos de comida ou bebida.
Cebola e alho são alguns alimentos que ilustram esse caso. Quando esses tipos de comida são ingeridos, o enxofre é liberado na corrente sanguínea, chegando aos pulmões e ocasionando mau cheiro à respiração.
– Problemas da falta de escovação dental
Quando uma pessoa não escova os dentes adequadamente, esses resíduos alimentares que ficam presos na boca continuam proporcionando o crescimento de bactérias, ocasionando a placa bacteriana. Essa placa, quando não é removida após as refeições, resulta em mau hálito e pode levar a um problema mais sério: as cáries.
– Outras origens de halitose
Ainda que a grande maioria dos casos de halitose tenham origem bucal, algumas vezes o problema pode ter como matriz outras partes do corpo.
Por exemplo, pessoas com refluxo gástrico podem apresentar mau hálito devido à acidez que é provocada ao esôfago e à boca. Além disso, infecções gerais e problemas como diabetes são agravantes para a halitose se manifestar.
Há, ainda, problemas de ordem digestiva, ou seja, pessoas que possuem doenças estomacais ou abdominais podem ter mau hálito, uma vez que os gases produzidos são liberados pelo esôfago em direção à boca.
Tratamento para mau hálito
Hoje em dia existem diversos tratamentos possíveis para tratar a halitose, desde os mais simples e caseiros, aos mais complexos e que podem ser feitos em consultórios odontológicos.
A sua eficácia dependerá, no entanto, da origem do seu problema. Após identificá-la, você poderá saber qual a melhor opção para você. Saiba mais:
1. Higienização bucal adequada
Não é à toa que o seu dentista pede que a escovação seja feita após cada refeição. Quando você se alimenta, partículas de alimento ficam presas nos espaços que há entre os dentes e nas cavidades bucais. Como mencionado, esses resíduos atrairão bactérias que liberam gases de enxofre, ocasionando o mau hálito.
Dessa forma, a escovação pode ser a solução para o problema. Sendo assim, é imprescindível que a higienização bucal ocorra sempre após uma refeição.
No entanto, a escovação não é suficiente para retirar os resíduos de alimento que se acumulam. É nessa hora que entra em jogo o uso do fio dental – que será responsável por eliminar aqueles pedaços ainda menores que a escova não alcança – e o antisséptico bucal – que elimina os germes acumulados nas cavidades, ou seja, nos pequenos buracos que há nas bochechas e na língua. Além disso, utilizar antisséptico garantirá um hálito fresco por mais tempo.
2. Limpeza lingual
Saburra lingual é o nome que se dá àquele muco branco que muitas vezes se instaura na língua. Esse muco é composto por células descamadas da boca e é um potencial hospedeiro para bactérias que exalam mau cheiro.
Normalmente a manifestação da saburra é indicativo de outras doenças ou deficiências, como carência de ferro ou biotina. A língua saudável é rosada e lisa.
Como esse muco formado na superfície lingual causa mau cheiro, é necessário haver a limpeza. Para isso existem raspadores que, ao serem utilizados, retiram a saburra. Esses raspadores são facilmente encontrados em farmácias ou até mesmo em supermercados para realizar o tratamento para mau hálito.
De acordo com Pamela Quinones, ex-presidente da American Dental Hygienists’ Association, esse utensílio foi desenvolvido de forma a ser utilizado com a quantidade recomendada de pressão, que resultará na remoção mais de saburra, bactérias, restos de comida e células mortas que a escovação por si só não é capaz.
3. Consumo de água
A saliva é responsável por desempenhar um papel importante na higiene bucal. Quanto menor a produção salivar, mais fértil será o ambiente para proliferação de bactérias que geram mau hálito.
Além disso, a saliva ajuda a eliminar partículas de alimento que ficam presas nos dentes e gengivas. Dessa maneira, para regular o fluxo salivar, é importante consumir água frequentemente. Isso faz com que o organismo se mantenha hidratado e a boca não fique seca.
4. Diminuição do hábito de fumar
O tabagismo é um fator de risco para inúmeras doenças, como hipertensão, câncer e enxaquecas, por exemplo. No entanto, não são apenas esses problemas que podem ser desencadeados ou acentuados devido ao fumo. O mau hálito e problemas gengivais são algumas das possíveis consequências.
Isso ocorre porque há na composição do cigarro compostos químicos que propiciam a formação de bactérias bucais. Essas bactérias permanecem na boca até que você consiga se livrar delas – por meio da higienização.
Além disso, está associado à prática de fumar o ressecamento da boca. O tabagismo faz com que haja a diminuição do fluxo salivar, impedindo que o líquido flua livremente e limpe as bactérias presentes.
Cáries e amarelamento dos dentes são outras consequências que podem acometer quem tem o hábito de fumar. Dessa maneira, se você é fumante e não consegue se livrar do mau hálito, um tratamento para mau hálito inicial ideal é diminuir ou, se possível, evitar o cigarro.
5. Consumo de gomas de mascar
Uma das consequências das gomas de mascar, sobretudo as variedades de menta ou hortelã, por exemplo, é proporcionar um hálito fresco.
O efeito pode ser apenas passageiro devido à aromatização desses produtos, mas além disso, quando uma pessoa masca um chiclete, a produção salivar aumenta, evitando que a boca fique seca e as bactérias encontrem um ambiente propício a se proliferarem e exalarem cheiros ruins.
No entanto, é importante recorrer às versões sem açúcar, para que os dentes não sejam danificados e o açúcar não ocasione o efeito oposto do esperado.
Remédios caseiros para mau hálito
Há certos alimentos que, ao serem consumidos, auxiliam no tratamento para mau hálito. O uso desses remédios caseiros pode beneficiar inúmeras pessoas por serem acessíveis e não ocasionarem, em sua maioria, efeitos colaterais. Conheça alguns:
1. Erva-doce
Também conhecida como funcho, a erva-doce possui propriedades antimicrobianas que atuam eliminando o mau hálito.
Para se beneficiar de seus benefícios, o consumo pode ser feito mastigando os grãos ou recorrendo ao chá. Esta última é uma versão mais palatável para muitas pessoas.
A proporção é de duas colheres de erva-doce para uma xícara de água quente para o preparo do chá.
Além disso, a erva doce pode ser utilizada como tratamento alternativo para problemas estomacais – que também podem causar mau hálito. Nesse sentido, a erva doce atua duplamente sobre o problema, ajudando a regular a halitose e as disfunções digestivas.
2. Leite
Segundo um estudo divulgado por Sheryl Barringer, professora da Ohio State University, a ingestão de leite – integral ou desnatado – é capaz de neutralizar o mau hálito após o consumo de alimentos como alho e cebola, que promovem a halitose de maneira mais forte.
Segundo a pesquisa, a água presente no leite foi o principal componente que reduziu o teor do mau hálito. No entanto, devido ao seu alto teor de gordura, a versão integral da bebida foi mais eficaz na tratamento para mau hálito em relação à variedade desnatada.
Embora o consumo anterior e posterior à ingestão de alho e cebola sejam eficazes na neutralização do hálito, tomar a bebida antes de comer esses tipos de tempero mostrou resultados superiores.
3. Laranja
A laranja é uma fruta fácil de ser encontrada, com valor acessível e que é produzida durante o ano todo. Sabe-se que ela é uma rica fonte de vitamina C, que, por sua vez, é eficaz ao agir contra os radicais livres – que causam envelhecimento celular – e ao melhorar o funcionamento do sistema imunológico.
No entanto, a vitamina C também auxilia a regular a produção salivar, tornando a boca um ambiente mais úmido e, portanto, inóspito à proliferação de bactérias.
Dessa forma, consumir laranjas e demais alimentos ricos em vitamina C – como manga, abacaxi, morango e kiwi, por exemplo – ajuda a evitar o mau hálito.
4. Maçã
Ainda segundo Barringer, a maçã é outro alimento importante e eficaz no combate ao mau hálito causado por alho. Segundo seu estudo, o consumo de maçã crua produz na boca um efeito chamado desodorização enzimática – que também é provocado pelo consumo de hortelã, salsinha e espinafre.
Isso quer dizer que, após a ingestão desses alimentos, há a desodorização de certos compostos que ocasionam o mau hálito.
5. Vinagre
Utilizar o vinagre como enxaguante bucal caseiro pode ser uma boa ideia para se livrar do mau hálito.
O vinagre contém ácido acético em sua composição, um ácido natural que repele o desenvolvimento bacteriano, já que as bactérias não gostam de se proliferar em ambientes ácidos.
Para se valer dos benefícios que o vinagre pode oferecer à sua saúde bucal, basta misturar duas colheres de sopa de vinagre de maçã em uma xícara de água. Gargarejar por 30 segundos é suficiente para eliminar as bactérias.
6. Consulte seu dentista regularmente
Muitas vezes, pessoas que escovam os dentes adequadamente e adotam hábitos bucais saudáveis são acometidas pela halitose. Dessa forma, a visita ao dentista é fundamental. Além de tratar seus dentes, o profissional será apto a fornecer o diagnóstico correto e identificar problemas gengivais, linguais ou cáries, por exemplo.
Referências Adicionais:
- https://www.webmd.com/oral-health/features/get-rid-bad-breath#1
- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/bad-breath/diagnosis-treatment/drc-20350925
- https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/j.1750-3841.2010.01715.x https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24592995
Você já experimentou algum tratamento para mau hálito? Sofre com essa condição diariamente? Comente abaixo!
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Dor na coluna ao correr? Profissional responde o que pode ser
Dor na coluna ao correr parece estranho, né? Cuidar da postura para não prejudicar articulações como o joelho e o tornozelo a gente já está acostumada. Contudo, outras partes do corpo também podem sofrer com a prática errada — ou em exagero — do esporte, sabia?
É o caso da coluna, por exemplo. “A corrida tem inúmeras situações de risco, e a principal delas é a forma como você pisa. A repetição do movimento de corrida com uma pisada errada pode desencadear problemas ortopédicos que afetam a coluna”, explica o educador físico Robson Caetano, embaixador do Viva a Longevidade, da Bradesco Seguros.
Além disso, pegar muito pesado sem o preparo adequado também afeta a região e até causa problemas crônicos. “A corrida tende a gerar um impacto muito alto no corpo. Embora não pareça, correr depende bastante da musculatura abdominal e da postura”, diz Robson. É por isso que muitos treinadores pedem que você foque na musculação em paralelo com a corrida.
E para quem já sofre com dores nas costas frequentes, as mudanças bruscas de temperatura pioram o quadro. Por isso, quando o tempo fechar, é preciso uma preparação especial para uma atividade mais intensa. “A ideia é ir preparando o corpo antes para que não haja um estímulo intenso muito brusco ao corpo ainda frio. Então, qualquer movimento de intensidade moderada, que cumpra a tarefa de acelerar o coração, pulmão e levar sangue para os músculos, pedem um aquecimento”, explica o educador.
E vale ainda ressaltar um fator que influencia em muito na saúde das articulações, mas muita gente ignora. São os hábitos alimentares. “Os alimentos industrializados são os que mais se alojam nas partes articulares do seu corpo, ocasionando em um congestionamento gorduroso. E consequentemente inflamações e lesões sérias”, afirma. Além de evitar esse tipo de item no seu cardápio, beba bastante água antes, durante e depois dos treinos.
Mas o que fazer se a dor aparecer?
Primeiro, é preciso passar em um fisioterapeuta ou ortopedista para entender se o tipo da sua pisada, postura ou modo de se movimentar durante a corrida está prejudicando a coluna. Depois, aposte no fortalecimento dos seus músculos. Eles que darão o suporte necessário para não sobrecarregar partes mais delicadas do corpo. “Uma dica de prevenção é sempre alongar o músculo posterior das coxas e as panturrilhas antes do exercício. Puxe a ponta dos dedos do pé na direção do peito para aliviar toda a musculatura e a membrana da planta do pé”, aconselha o educador físico.
Contudo, se o incômodo persistir, será preciso dar um tempo do asfalto ou esteira e investir em atividades que geram menos impacto. “As mais adequadas são natação, caminhada leve, bike e alongamento”, diz Robson. Ou o pilates e a yoga. Eles fortalecem os músculos mais internos, aqueles que muitas vezes não damos atenção.
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